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RatQueens

Para quem busca um quadrinho diferente, vale a pena dar uma olhada na obra do roteirista Kurtis J. Weibe, o título “Rat Queens”. O primeiro volume “Feitiçaria e Pancadaria” chegou ao Brasil e a editora promete trazer as continuações.


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A obra é bem irreverente, cheia de cenas “picantes” (e não há nada de errado com isso).  O arco de abertura traz um mistério, mas que acaba nem sendo o ponto principal da obra, visto que a ideia é passar longe do convencional.

Para quem ainda não conhece, Rat Queens é nome de um grupo de guerreiras cuja prioridade é o consumo desenfreado de álcool, drogas, brigas e sexo. Não necessariamente nesta ordem. Betty, Hannah, Dee e Violet são as quatro heroínas, cada uma possuindo uma boa variedade e níveis de poderes e habilidades. Para quem gostou do filme “Deadpool” e curte histórias e livros de fantasia, Rat Queens seria algo próximo do resultado dessa mistura.

“Feitiçaria e Pancadaria” começa com as Rat Queens e outros grupos de mercenários recebendo a missão de proteger uma cidade, a ideia é acabar com alguns ogros, goblins e criaturas do tipo. Porém, alguns dos mercenários são brutalmente assassinados, as próprias heroínas quase caem numa armadilha e isso faz com que as Rat Queens comecem a questionar quem seria o responsável. A equipe sai em busca de respostas, mas o verdadeiro foco está na individualidade das garotas.

Durante o curso da história, vemos Betty em um romance cheio de fogo com uma jovem garota chamada Faeyri, Dee sente a necessidade de defender sua falta de fé, a relação de Violet com seu irmão é algo complicado, enquanto Hannah decide entrar em uma relação mais normal com o capitão da guarda da cidade. O roteiro é ágil e brinca com vários temas presentes em nosso cotidiano, tais como a liberdade sexual, violência, feminismo, uso recreativo de drogas, religião e outros pontos que você identificará facilmente.

A arte de Roc Upchurch consegue criar um mundo rico de detalhes em Rat Queens. Seu trabalho é sensacional, ele consegue trazer expressão e vida para o elenco de heróis, vilões e criaturas. Um ponto alto é o design dos uniformes dos personagens, cada um deles tem um visual único e bem trabalhado, algo que dá um ar de MMORPG para o título. Upchurch também dá conta das cenas de violência com maestria. De longe, a arte é um dos grandes pontos positivos da obra.

É preciso avisar que o roteiro da obra não tem compromisso com o desenvolvimento da história ou das personagens, algo que pode causar uma certa frustração nos leitores mais exigentes. A obra é irreverente e apresenta pouca preocupação com esses aspectos. Um grande exemplo é a resolução do mistério apresentado na abertura, ele é resolvido de forma simples e banal, sem muita cerimônia. Para quem procura algo com mais “seriedade” nesses pontos, avisamos que este não é o título para você. A HQ apresenta ótimas premissas, mas não espere que o autor mergulhe em cada ponta. 

Ainda assim, Rat Queens é um título que consegue ser bem divertido. O humor é um dos grandes protagonistas aqui, o deboche está sempre presente e não há limites para as brincadeiras e sátiras. Caso você tenha interesse, pode clicar aqui e adquirir o título.



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