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Desenvolvido pelo estúdio ucraniano GSC Game World, S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl enfrentou múltiplos adiamentos e problemas ao longo do desenvolvimento. No entanto, desde seu lançamento para Xbox e PC, superou 6 milhões de jogadores ativos, um indicativo de que a franquia permanece muito popular.
Em apenas um mês, a companhia recuperou o investimento feito.
Agora, está sendo disponibilizado no PlayStation 5, e tivemos a chance de testá-lo.
Na trama, após uma segunda explosão no reator de Chornobyl, uma nova Zona de Exclusão surge — ainda mais mortal, instável e repleta de anomalias. Nela, surgem criaturas mutantes, facções em guerra e artefatos de valor incalculável.
Nisso, encontramos Skif, um stalker em busca de fortuna e respostas. Enquanto explora um mundo aberto, cada escolha molda seu destino e o das facções que disputam o controle da região.

E dando início pela grande novidade: a otimização na plataforma da Sony Interactive Entertainment é… competente.
Confesso que as telas de carregamento incomodaram em algumas ocasiões, especialmente quando vivemos um momento onde isso está praticamente extinto.
Por outro lado, a jogabilidade é estável, sem perda de qualidade gráfica nas sequências complexas ou quedas de taxas de quadros.
A história principal e suas missões secundárias são divertidas, e a possibilidade de escolher suas alianças (incluindo facções) se torna um atrativo.
Ao contrário de outras grandes produções, não temos um carisma muito grande dos personagens. Mas, essa nunca foi a intenção da equipe criativa.
O ponto positivo fica pelo loot, acompanhado da variedade de armas e equipamentos. Se gosta de vasculhar casas em busca de suprimentos, pode se distrair por várias horas, ainda que no início as recompensas não sejam tão interessantes.
Existem alguns tropeços, no entanto.
A inteligência artificial dos inimigos (sejam humanos ou mutantes), por exemplo, deixa a desejar em muitas situações. E justamente por isso, os combates podem se tornar bem confusos.
Especialmente com ataques de mutantes, você pode ter alguma dificuldade de localização por conta da perspectiva em primeira pessoa.
Nesse ponto, uma franquia que realmente se destaca é Dying Light.
Um elemento importante, e que te traz vantagens importantes em sua jornada, a busca por Artefatos poderia ser mais interessante.
E há uma certa falta de atenção a detalhes. Em determinado momento, mesmo atrás de uma barricada, eu acabei sendo atingindo. Por via das dúvidas, tente sempre ficar atrás de paredes de concreto, pois outros objetos dificilmente vão te proteger.
Nada que possa prejudicar sua experiência, mas fica o registro.
S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl pode não entregar uma das melhores experiências de mundo aberto (um segmento extremamente competitivo, vale dizer), mas considerando todas as variáveis que envolveram a sua produção, ainda consegue divertir em ótima medida.
Seja com uma abordagem mais discreta ou optando por confrontos diretos, você pode se desafiar e ter algumas surpresas.
- Desenvolvedora: GSC Game World
- Review feito no: PlayStation 5