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No segundo volume de Saga, relacionamentos (tanto familiares quanto românticos), guerras, política, sobrenatural e outros elementos continuam a provar o quanto esta série é amada e apontada como um dos melhores quadrinhos do século 21. O roteirista Brian K. Vaughn e a artista Fiona Staples criaram um mundo com uma natureza fantástica, ainda assim, real. Algumas vezes, cheia de humor, outras, emocionante, Saga usa a humanidade para criar um conto de fantasia. O leitor começa a se preocupar pela vida de Alana, Marko e Hazel. A jornada deles se torna a nossa jornada.

No núcleo de Saga, está o relacionamento entre as famílias. Quando os pais de Marko, Klara e Barr, chegam na árvore voadora do casal, a história se torna um embate emocional de gerações, algo que qualquer pai e filho irão sentir um dia. Como sabemos, o relacionamento entre pais e filhos tende a passar por diferentes estágios de acordo com a idade dos filhos. Em Saga, tanto os pais jovens quanto os velhos são superprotetores, mas eles não concordam na maneira de expressar isso. Klara acreditar que Alana não é boa o suficiente para seu filho. Alana se preocupa com os danos físicos e emocionais que sua filha possa sofrer. Vaughn explora a complexidade da paternidade com personagens que possuem asas, chifres ou outras aparências estranhas.

Embora Klara não aprove a escolha de Marko, Barr tem a mente aberta e quer desenvolver um relacionamento com a nora. As cenas entre Alana e Barr são algumas das mais emocionantes e complexas do livro. Enquanto eles lidam com a mortalidade, Vaughn aproveita para cativar ainda mais o leitor. A lgiação entre os dois faz com que possamos ver os destaques de suas personalidades. Barr é um pai amoroso que quer apenas a felicidade do filho. Alana possui um lado maternal que entende Barr. O leitor entende o que fez Marko ter um amor tão forte por Alana.

Enquanto questões mais sérias são levantadas, Vaughn tempera o trabalho com diálogos bem humorados. Momentos mais ácidos também são espalhados com cuidado no material. Klara trabalha bem nisso. O amor floresce, mas a guerra também se espalha. Vaughn mostra o terror da guerra, algo que é muito bem executado pela arte de Staples.

No volume 2, a arte de Staples se mostra ainda mais poderosa. Ela é uma expert em trazer cenas emocionantes, mas ela também cria imagens que provocam verdadeiras cicatrizes no leitor. Algo que não dá para esquecer, mas que nós nos orgulhamos de olhar. O uso de cores é bem deliberado e único, algo essencial para a narrativa. As cores preenchem os temas e os personagens de formas criativas.

O que realmente chama a atenção neste volume é o poder da esperança e da possibilidade. O tema da série, que é expressado através de personagens complexos, é o amor. Ainda que pareça muito “Romeu e Julieta”, Saga nos faz acreditar que o amor possa sobrepujar a estupidez humana. Talvez, o poder e o amor da família possam sobreviver às complicações criadas pelos humanos, tais como a política e as rixas. Coisas que apenas nos dividem e nos afastam. Vaughn e Staples se unem para criar uma série que é realmente memorável.

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Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.