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Antes de mais nada, devo dizer que o meu jogo favorito de todos os tempos é Chrono Trigger, um clássico do Super Nintendo que se tornou um tipo de bússola para todas as experiências que tive depois, me transformando em um ávido fã de RPGs japoneses. Dito isto, vocês devem imaginar minha empolgação ao ver o trailer de Sea of Stars, game desenvolvido pela Sabotage Studio, que tive a chance de jogar antecipadamente e, agora, trago minha análise.
Neste jogo, seguimos Valere e Zale, dois Guerreiros do Solstício, que usam os poderes do sol e da lua para realizar a magia do Eclipse, a força capaz de combater os inimigos gerados por um terrível alquimista. Os dois tem o sonho de ajudar aqueles que precisam e o game conta uma ótima e positiva história, que mais lembra o estilo dos mangás de trazer belas aventuras. Aliás, os personagens são o grande ponto forte dentro dessa mistura, já que você acompanha a vida inteira dos protagonistas, enquanto descobre mais sobre seu mundo.
Embora as inspirações já sejam claras no visual, a história lembra muito o enredo da franquia Dragon Quest, inclusive no tom aventuresco, muito mais leve e bem humorado do que os jogos de Final Fantasy, por exemplo, que possuem mais drama e peso em suas histórias.

Sobre este universo, vale dizer que Sea of Stars tem bastante espaço para crescer como franquia. Somos apresentados a diversos conceitos e personagens interessantes (você encontrará todos os tipos em seu caminho, desde piratas até seres extremamente poderosos), além de vermos diferentes momentos da história, já que temos alguns saltos temporais.
Eu tive a experiência de jogar o game completo, que me rendeu mais de 30 horas de gameplay, entretanto, sinto que ainda há mais para explorar e conhecer. Talvez, ele se estenda por até 40 horas de jogo para quem quer buscar fazer tudo que o game oferece.
Vale dizer que diferente dos lançamentos atuais, Sea of Stars mantém uma arte clássica, com aspecto 2.5D (artes 2D para simular o aspecto 3D) e cenários interligados. Já o combate lembra muito o de Mario & Luigi: Superstar Saga. Nele, você controla uma party com ataques básicos e especiais que conferem mais dano se você apertar o botão no momento certo. As habilidades consomem mana que pode ser regenerado usando ataques básicos e os inimigos são possuem fraquezas para certos tipos de magia ou armas.
Ah, para facilitar a vida de quem ama JRPGs, mas odeia ‘grindar’ por aí, o jogo possui um sistema de compartilhamento de experiência e nível. Basicamente, todos os seus personagens evoluem juntos, o que faz com que você não perca tempo para upar cada um deles.
Aliás, preciso abrir um espaço para falar da música deste jogo. A trilha sonora é composta por Yasunori Mitsuda, o mesmo de Chrono Trigger e Chrono Cross, ou seja, nascem novos clássicos. Ao todo, ele trabalhou em 10 diferentes músicas para o jogo e eu já tenho minha nova favorita.
Se um dos impeditivos para você jogar RPG é a quantidade de texto (principalmente em inglês ou japonês, dependendo do game), saiba que Sea of Stars chega totalmente em português do Brasil e o trabalho de localização foi muito bem feito.
Sea of Stars é um jogo que excede as expectativas de quem queria uma aventura baseada nos jogos que marcaram época nos anos 90. É um game cheio de charme, com muita dedicação à narrativa para manter a chama da aventura viva a cada hora de gameplay. É um game feito para quem ama JRPGs clássicos, com personagens excelentes, tom certo e um ótimo sistema de batalha. Um jogo obrigatório para os fãs de clássicos como Chrono Trigger, Final Fantasy VI e Dragon Quest.
- Desenvolvedora: Sabotage Studio
- Review feito no: Nintendo Switch
- Também testado no: PlayStation 5
- Trilha sonora excelente
- Uma carta de amor aos fãs de JRPGs
- Inspirado em grandes clássicos dos anos 90