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Quem segue o site, sabe que eu sou um grande fã de várias franquias da Nintendo. Nem preciso esconder isso, afinal, está descrito na minha caixa de autor que aparece em cada publicação que eu faço para o O Vício. Entretanto, preciso confessar que nunca fui um grande fã de Splatoon, afinal, o jogo sempre teve um foco no multiplayer competitivo, algo que não me chamava muito a atenção. Porém, em Splatoon Raiders, a Nintendo muda drasticamente esta abordagem e o título entrega uma aventura de ação simplesmente sensacional.
O game começa te colocando no papel de um piloto e mecânico customizável que acaba caindo de uma aeronave durante uma tempestade, ficando preso em uma ilha isolada ao lado do trio composto por Shiver, Frye e Big Man. A partir daí, o local passa a funcionar como um centro de operações para sua equipe.
O jogo utiliza esta base para dar contexto às incursões nas ilhas vizinhas, em busca de um tesouro para poder finalmente voltar para casa. Neste arquipélago, cabe a você enfrentar hordas de Salmonids, coletar sucata e resolver todos os mistérios das ilhas.

Neste jogo, o confronto é direto. Aqui, a principal mecânica ainda é atirar tinta e nadar em forma de polvo dentro dela, afinal, isso é o conceito de Splatoon. Porém, o jogo adiciona várias camadas de uma estrutura de RPG, deixando tudo ainda mais interessante.
Primeiramente, temos 3 classes de tanques de tinta: Speed, Power e Tactical. Cada tanque altera os atributos do seu personagem e concede acesso a dispositivos secundários com tempo de recarga, como torres automáticas, bumerangues e ataques em área. O título traz mais de 100 variações de armas com atributos próprios, permitindo criar combinações estratégicas para diferentes estilos de jogo.
Os companheiros de equipe também desempenham papel ativo na ação. Durante as missões, um robô mecânico auxilia na perfuração de cristais e serve como plataforma de salto. Ao preencher a barra de especial, você pode invocar os membros do Deep Cut para executar ataques devastadores no campo de batalha.

As missões dividem-se entre exploração de mapas abertos em busca de recursos e os Raids, arenas focadas em derrotar hordas de inimigos em andares progressivos sob limite de tempo. A variedade de inimigos traz versões conhecidas do modo Salmon Run e novas ameaças que exigem maior poder de fogo para serem derrotados.
O modo cooperativo permite até quatro jogadores simultâneos, mas exige cautela. A equipe compartilha uma única reserva de vidas, o que significa que o fracasso de um integrante pode encerrar a partida para todos. Para ajuste do desafio, o jogo introduz pela primeira vez seleções de dificuldade: Tourist, Raider e Survivalist.
Visualmente, o título se destaca pela alta resolução e desempenho fluido no Nintendo Switch 2, aproximando-se de 4K via upscaling. Os modelos de personagens e os efeitos de tinta possuem alto nível de brilho e polimento, embora certas texturas de cenários, como superfícies de madeira e folhas de árvores, pareçam simples quando vistas de perto.
O jogo acaba sendo uma experiência altamente divertida e engajadora. Eu realmente me deixei levar pelo que foi apresentado e acabei me encantando com a franquia que eu praticamente não dava muita atenção. Se você ainda não curte Splatoon, talvez, este seja o game pra você. Afinal, ele se distancia do original no conteúdo, mas mantém muito da forma que encantou tanta gente.
Veredito
Splatoon Raiders acerta ao arriscar uma nova direção para a franquia. A transição do estilo plataforma para um RPG de ação focado em hordas entrega um ciclo de gameplay extremamente viciante, sustentado por um sistema de personalização profundo e combate refinado. Embora a redução dos quebra-cabeças possa desapontar quem buscava uma sequência direta da estrutura de Splatoon 3, o resultado final é uma experiência sólida, acessível e altamente divertida.
Splatoon Raiders será lançado no dia 23 de julho, com exclusividade para o Nintendo Switch 2. Este review foi feito com uma chave antecipada fornecida pela Nintendo.
- Desenvolvedora: Nintendo
- Publisher: Nintendo
- Plataformas: Nintendo Switch 2
- Review feito no: Nintendo Switch 2
- Sistema de personalização de builds e tanques de tinta profundo e recompensador
- Combate ágil e extremamente satisfatório contra ondas de inimigos
- Adição de níveis de dificuldade que tornam a experiência acessível
- Desempenho técnico fluido e imagem limpa no Nintendo Switch 2
- Sistema de vidas compartilhadas no modo cooperativo pode ser punitivo demais






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