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O que acontece quando um roteirista inglês assume um título americano de uma equipe tipica dos anos 90? Bom, o resultado nós vemos nesse volume lançado pela Panini recentemente.


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Warren Ellis (Planetary, Thunderbolts – Fé em Monstros) chega e dá uma chacoalhada numa equipe que anteriormente era apenas uma “Liga” anabolizada e pobre em roteiro. Ellis muda em muito o foco da equipe, tornando-a mais pró-ativa e por vezes até mais controversa, porém tudo é narrado e explicado na própria história, o que leva o leitor a entender os motivos de tais mudanças. E assim, Warren vai trabalhando temas mais sérios e poucos comuns em um gibi de super-herói naquela época, segunda metade dos anos 90, como espionagem, conservadorismo e outrofobia.
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O britânico também faz mudanças no time, retirando metade dos seus membros característicos de equipes da década de 90 a fim de dar um tratamento melhor a cada um dos integrantes restantes, com destaque para Sinergia, Swift e Fahrenheit. Além disso, insere dois novos personagens, Jenny Sparks e Jack Hawksmoor e consegue em poucas páginas nos mostrar quem eles são e porque eles são interessantes.

Quanto a arte, Tom Raney, com Pete Woods e Michael Ryan ainda que um pouco presos aos noventismos, nos trazem uma arte mais sóbria, sem dentes rangendo e sem inúmeros bolsos e armas de fogo nos trajes dos personagens.
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Vale dizer que não temos verdadeiramente aqui um arco narrando uma história única e seus desdobramentos, o que vemos nesse encadernado são várias edições com histórias fechadas, mas que no panorama geral nos mostram como é a Stormwatch de Warren Ellis. Super recomendado para os fãs desse britânico meio maluco e para fãs de equipes não convencionais no geral.

A edição da Panini conta com capa cartão e contem 164 páginas, reunindo as edições #37 a #42 de Stormwatch v.1



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