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2516498-01Review escrito pelo amigo João Gabriel Zó

Réquiem, do latim, significa prece ou louvor aos mortos. E é disso que Surfista Prateado – Réquiem trata: A morte de Norrin Radd.
A história escrita por J. Michael Straczynski (Midnight Nation, Thor: Renascer dos Deuses) e desenhada por Esad Ribic (Namor – As Profundezas, Loki), que saiu aqui em 2 edições, conta um pouco das ultimas semanas de vida do Surfista Prateado.

A história começa com um monólogo do Surfista enquanto ele encara a vastidão do espaço. Ele logo segue para o Edifício Baxter onde diz que precisa ter uma conversa em particular com o Sr. Fantástico. Após ser confirmado o que ele já suspeitava, vem o diagnóstico: o material que reveste seu corpo e o faz funcionar está se deteriorando. O Surfista então passa a lembrar como e porque deixou de ser Norrin Radd para se tornar um arauto de Galactus.

Ao sair do Edifício Baxter, o Surfista decide que pode fazer uma ultima coisa boa pela Terra antes de partir. Vagando por Nova York, ele encontra o Homem Aranha numa luta e decide ajudá-lo. O Surfista então sai de cena sem se explicar, fazendo com que o Cabeça de Teia vá atrás dele para saber o que está acontecendo. Relutante, o Surfista resolve então descer e explicar um pouco da situação. Decidido a fazer algo para melhorar o Planeta, ele pede sugestões ao Aranha sobre o que poderia fazer. Após algumas sugestões falhas (acabar com os CDs dos Menudos não era uma boa), ele pede para que o Surfista “divida” seu poder cósmico com os habitantes da Terra, para que assim eles pudessem vivenciar o tipo de liberdade que ele desfruta, mesmo que por apenas alguns minutos. Após ter realizado tal pedido, o Surfista parte em direção a seu Planeta natal, Zenn-La

Narrado por um terceiro personagem, o Surfista reflete sobre tudo pelo que fomos abençoados aqui na Terra, quando é surpreendido pelo Dr. Estranho que lhe dá um presente um tanto quanto especial.
No caminho para seu Planeta natal, o Surfista é convocado por dois líderes de duas espécies em guerra. Guerra essa chamada de “Guerra Sacrada”, que tinha como único motivo a diferença na crença de cada espécie, algo muito comum no nosso “mundo real”.

Já em seu Planeta e recém acordado, Norrin Radd reencontra sua esposa, e com a notícia de sua volta, o povo de Zenn-La chega para cumprimentar seu salvador.
Além dos habitantes do Planeta, um visitante inusitado chega para seu funeral.
“Nos anos em que serviu Galactus como o Surfista Prateado, Norrin Radd viu seu mestre enfurecido, calado, triste e, ocasionalmente, em paz. Mas agora, no rosto que testemunhou Mundos inteiros serem destruídos sem um lampejo de emoção, pela primeira vez ele viu pesar.”

Surfista Prateado: Réquiem é indispensável não só para os fãs do personagem ou de quadrinhos, mas para qualquer pessoa. Com uma narrativa genial, e arte espetacular, a história faz com que o leitor pense no sentido da vida do início ao fim. Além de trazer leves críticas ao mundo moderno, Straczynski utiliza a HQ para retratar bastante coisa do mundo que nós vivemos.

Fica a recomendação, e a esperança de que a Panini um dia republique esse material, com o tratamento que merece. Pois infelizmente hoje em dia é um gibi difícil de achar, encontrando-se apenas em sebos.

Murilo Oliveira, também conhecido como Muriloverso, é jornalista e redator-chefe do site O Vício. Comandando o canal homônimo no YouTube, ele compartilha sua paixão por cultura pop, trazendo análises, curiosidades e conteúdo geek com uma abordagem única e carismática.