O mês de setembro é um dos mais lotados de lançamentos de todo o ano de 2026 e também um dos mais esperados, afinal, temos diversos e grandes jogos chegando, dentre eles, The Blood of Dawnwalker, inevitavelmente o que mais me despertava curiosidade.
E eu não falo isso por falar: o jogo é desenvolvido pela Rebel Wolves, um estúdio formado pelos ex-desenvolvedores de The Witcher 3, um dos meus games favoritos de todos os tempos. Agora, minha grande dúvida era: será que o jogo consegue trazer uma experiência similar ao que The Witcher 3 oferece? Será que ele é bom? Ok, a resposta é bem melhor do que eu esperava.
Bom, antes de mais nada, devo dizer que The Blood of Dawnwalker é um jogo que possui sua própria identidade. Ainda assim, fãs de The Witcher vão notar que há similaridades entre os dois jogos, principalmente na forma como a história é apresentada e no roteiro das missões.

O jogo começa de forma explosiva com uma linda cutscene que nos deixa a par da história. Nela, já vemos os principais vilões do game, os vampiros que estão dominando uma região, transformando a população em gado: eles os mantém saudáveis por puro controle, enquanto o povo tem que obedecê-lo e adorá-lo, mas quem se levantar contra os seus “donos” ou aparentar estar fraco, não sobrevive.
Nisso temos, Coen, o protagonista que viu sua irmã ser curada de uma doença através do poder dos vampiros, algo que causa pesadelos todas as noites para ele. Ele vive em uma pequena vila, que foi salva da praga, mas que também planeja se levantar contra seus dominadores.
O que mais me chama a atenção mesmo é a forma como o jogo trata a medida de tempo. Logo no começo, você recebe uma missão para ajudar sua mãe, entretanto, várias tentações surgem. Cada missão, cada conversa, tudo isso acaba consumindo tempo. Caso você demore, você pode perder a hora da sua missão principal e ter que arcar com o prejuízo que isso deve te causar.

Sim, neste caso, cada decisão conta bastante. Ou seja, se você quer seguir tudo de forma perfeita, do jeito que o jogo foi planejado para ser aproveitado, você terá que optar por qual missão fazer, o que visitar e o que completar para poder seguir em frente. Você pode recusar uma aula de latim com uma amiga ruiva que está super na sua para poder pescar com seus irmãos no lago mais próximo.
Outro grande trunfo do jogo é a transformação de Coen, que tal como vemos nos trailers, acaba se tornando um vampiro. Ele pode atacar os inimigos usando esses poderes, que transformam sua mão em uma garra tão forte quanto aço, além de usar a mordida vampírica para recuperar vida, mas em troca da sua própria sanidade.
Já deu pra perceber né? A magia de The Witcher está presente neste jogo, o mesmo encanto, a mesma forma carismática de conquistar o jogador pela qualidade do gameplay e das missões. Porém, como eu disse antes, há uma identidade totalmente própria. E, tal como Geralt, Coen também terá seus momentos como investigador, analisando trilhas, procurando pistas e tentando resolver tudo que aparece no caminho (caso haja tempo para isso).

Da mesma forma como em The Witcher, cada missão tem seu ponto de vista moral. Você pode optar por brigar com um rapaz por ele te chatear ou simplesmente ignorá-lo, fazendo-o sentir ainda mais raiva. A decisão é totalmente sua e ela sempre tem alguma consequência. Algumas coisas são fáceis de imaginar o que seria o correto a fazer, outras nem tanto.
Ou seja, existe uma forma bem inteligente de deixar a administração do tempo e da história de Coen nas mãos dos jogadores, proporcionando diferentes experiências e causando aquilo que realmente faz um jogo virar um sucesso: a diversão de conversar com seus amigos sobre ele.
Sobre o combate, ele é muito mais parecido com outro jogo: Kingdom Come Deliverance, onde é totalmente direcional, você escolhe onde vai atacar ou defender, gerando uma brecha para poder causar ainda mais dano no seu inimigo. Caso você não queira fazer isso, não se preocupe, há um modo de atacar e defender de todos os ângulos, mas isso cobrará mais estamina do seu personagem.

O combate é muito bem trabalhado e planejado, mas também pode ser bem trabalhoso quando você enfrenta grupos de inimigos. É aí que as habilidades de vampiro realmente brilham, pois ela te dá ferramentas para poder enfrentar vários inimigos de uma vez. Uma outra vantagem é a forma como Coen consegue acelerar seu movimento ao “teleportar” entre lugares.
Antes de fechar, devemos falar sobre os gráficos: Eu vi alguns fãs reclamando dos gráficos na internet, mas acho que isso não se justifica. O jogo é bem bonito e, sim, ele parece um pouco diferente do que podemos esperar de um game AAA hoje em dia, uma experiência quase cinematográfica. Entretanto, devo lembrá-los que estamos falando da Rebel Wolves, um estúdio que acabou de nascer e que ainda não tem os mesmos recursos que a CD Projekt RED hoje possui.
Dito isto, vamos ao veredito: The Blood of Dawnwalker entrega muito mais que podíamos esperar. O jogo encanta com uma história empolgante, muito bem trabalhada, com diálogos muito bem arquitetados e um sistema de tempo que encanta. O combate não é fácil, mas é totalmente gerenciável. O jogo promete ser um dos grandes destaques do ano e eu consigo vislumbrar uma grande popularidade assim que todos o descobrirem.
- Desenvolvedora: Rebel Wolves
- Publisher: Bandai Namco
- Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series S/X, pc
- Review feito no: PlayStation 5
- Ótimo gerenciamento de tempo
- Bom sistema de combate
- História sensacional
- Quests interessantes






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