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Por um bom tempo, a CD Projekt RED voltou toda sua atenção para Cyberpunk 2077, um jogo que foi lançado de forma caótica, mas que acabou recuperando a confiança dos jogadores e se tornar um game bastante aclamado. Entretanto, o grade hit da empresa continua sendo The Witcher 3: Wild Hunt, um game que impressionou, foi eleito o Melhor Jogo de 2015 e ainda ganhou 2 expansões inesquecíveis.

Agora, 11 anos depois, enquanto se prepara para o lançamento da DLC Songs of the Past, que prepara caminho para The Witcher 4, a CD Projekt RED entrega uma remasterização do seu game, distribuindo gratuitamente para quem tem o jogo base e ainda adicionando as 2 expansões sem custo nenhum. Eu sei, parece pouco agora, mas não é. Não conheço outra empresa que tenha feito algo similar com seus jogadores, principalmente que tenha dado tanto suporte aos seus jogos depois do lançamento.

Dito isso, The Witcher 3 conta também com vários recursos pedidos pelos jogadores, como a transmogrificação, um sistema que permite que você aplique a aparência de um item em outro, deixando que você use a aparência que quiser, mantendo os atributos que mais funcionam pra você. Isto é só um pequeno exemplo das melhorias que esta nova versão possui.

The Witcher na Steam
Reprodução/CD Projekt

Bom, eu não preciso apresentar as aventuras de Geralt de Rívia. Além dos livros, dos games, também tivemos a série da Netflix, que mostra mais sobre o bruxo e também sobre o mundo em que ele caça vampiros, monstros e outras criaturas.

Nesta versão, temos um desempenho com taxa de quadros de 60 fps, 4K ou 30 fps no modo ray-tracing no PS5. Já no PS5 Pro, onde eu joguei, temos 60 fps em ambos os modos. A diferença é nítida, tudo está muito mais belo, a luz mostra mais deste belíssimo trabalho do estúdio e você pode conferir isso até nos trailers lançados pela empresa.

No campo do gameplay, as mudanças não são tão drásticas, o que é compreensível, afinal temos um jogo que já foi lançado de forma bem madura. Ainda assim, tudo fica mais fluído, adicionando também novas finalizações, efeitos dos sinais e uma câmera adaptativa na batalha (que funciona bem).

Reprodução/CD Projekt

Mas também tivemos uma mudança na árvore de habilidades, trazendo algo muito mais tradicional para Geralt, dando mais flexibilidade para o jogador poder escolher e interconectá-las. Também devo mencionar como a interface ganhou melhorias, incluindo um novo rastreador de missões e um modo de foto expandido.

E no Nintendo Switch 2?

Bom, tudo que falei foi no PlayStation 5 Pro, entretanto, eu tenho também o Nintendo Switch 2, um console que serve como uma RPG machine dentro da minha coleção. E o que já parecia um milagre no Nintendo Switch, se tornou algo muito maior no Nintendo Switch 2, já que o jogo roda fixo com 40 FPS.

Além disso, você pode usar o joycon 2 como um mouse, controlar tudo por lá e ainda tem como usar os controles de movimento para poder se divertir. Honestamente? Eu acredito que pra quem tem o Nintendo Switch 2 e ainda não jogou, esta versão está excelente e oferece uma forma muito boa de jogar o game, com boa performance, bons gráficos e ainda a chance de poder levar The Witcher 3 para qualquer lugar.

Enfim, The Witcher 3: Wild Hunt Remastered é a melhor forma de jogar um dos melhores jogos de todos os tempos.

Sou o fundador dos sites O Vício, Overplay e Muramasa, onde lidero a cobertura e análise da cultura pop e da indústria de videogames. Atuei como Game Designer e idealizador do Jotunheim Project, vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, e tive a honra de ser jurado do Anime Awards nas edições de 2024 e 2025. Sou membro da Mensa Brasil e da Intertel. No meu tempo livre, desligo um pouco das telas para focar na minha coleção de guitarras, livros e quadrinhos.