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Com o lançamento do Nintendo Switch 2, muitos esperavam que Welcome Tour fosse um título gratuito, vibrante e encantador, que ao mesmo tempo serve como vitrine das capacidades do novo console. No entanto, essa expectativa foi quebrada logo de cara: Welcome Tour custa R$ 59,90 no Brasil, e apesar de cumprir seu papel como um “manual interativo” do console, falha ao capturar a magia que sempre esteve no coração da Nintendo.
Um passeio sem carisma

Logo nos primeiros minutos, fica claro que Welcome Tour foi pensado com foco quase exclusivo na apresentação técnica do Switch 2. Os jogadores assumem o controle de avatares genéricos, parecidos com os treinadores de Wii Fit, explorando áreas internas do console, desde os Joy-Con 2 até a tela principal, em busca de selos que desbloqueiam novas zonas. A progressão acontece ao identificar recursos do hardware, como sensores de movimento, entradas USB-C ou até a inclinação da base retrátil.
A ideia, por si só, é criativa. O problema é a execução fria e impessoal. Em vez de sermos guiados por Mario, Luigi ou qualquer outra figura icônica da Nintendo, somos acompanhados por tutoriais insossos e minigames que mais parecem testes de garantia do que experiências divertidas. O charme dos Miis, que por gerações acompanharam os consoles da empresa, foi deixado de lado por personagens sem personalidade, como se a Nintendo quisesse abandonar seu passado carismático em nome de uma estética “madura”.
Minigames que mostram, mas não encantam

A estrutura de Welcome Tour gira em torno de minijogos técnicos: testes de taxa de quadros com bolas cruzando a tela, labirintos eletrificados para demonstrar a função de mouse do Joy-Con, desafios de espelhar a inclinação da tela com o suporte retrátil… tudo muito funcional, mas nada memorável.
Além disso, vários desafios exigem que o jogador alterne constantemente entre os modos portátil, de mesa e dock, o que pode ser bem inconveniente dependendo da forma como você utiliza o console. Se você joga com o Switch 2 conectado à TV, por exemplo, prepare-se para um verdadeiro malabarismo físico.
Outro ponto que pode frustrar alguns jogadores é o uso de periféricos extras. Algumas atividades só podem ser completadas com o uso de câmeras compatíveis ou do Pro Controller. A boa notícia é que webcams USB-C funcionam com o sistema, mas ainda assim, o jogo parte do pressuposto de que o jogador já investiu mais do que apenas no console e jogo base.
Uma vitrine que esquece a marca
O grande problema é que Welcome Tour parece esquecer que está carregando uma das marcas mais lendárias da indústria. Tirando uma recriação legal da fase 1-1 de Super Mario Bros. em 4K, praticamente não há referências a franquias icônicas como Zelda, Metroid ou Donkey Kong.
A experiência se assemelha mais a uma apresentação da CES do que a uma celebração do universo Nintendo. E isso é especialmente decepcionante para um título que, por mais barato que seja, ainda é cobrado. A ausência de conteúdo gratuito nesse contexto, soa mais como uma oportunidade desperdiçada do que uma decisão estratégica.
Veredito

Welcome Tour cumpre seu papel como vitrine técnica do Nintendo Switch 2, apresentando de forma prática os novos recursos do console. Mas faz isso com tão pouco carisma, diversão ou identidade Nintendo que dificilmente vai marcar os jogadores. O valor de R$ 59,90 pode parecer acessível, mas mesmo esse preço é difícil de justificar diante da falta de conteúdo memorável ou envolvente.
Talvez o mais frustrante seja imaginar o que Welcome Tour poderia ter sido: uma jornada com Mario guiando os jogadores por dentro do console, celebrando não só o futuro do Switch 2, mas também o legado de décadas de história. Mas, infelizmente, desta vez, o Mario está ausente e a diversão também.
- Desenvolvedora: Nintendo
- Publisher: Nintendo
- Plataformas: Nintendo Switch 2
- Review feito no: Nintendo Switch 2
- Apresenta de forma clara os recursos do Switch 2
- Alguns minigames são curiosos e funcionais
- A recriação da fase 1-1 em 4K é um toque nostálgico bacana
- Ausência de personagens icônicos e identidade visual carismática
- Requer periféricos adicionais para completar certos desafios
- Minigames sem emoção, estrutura repetitiva






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