
Desde que Chris Claremont e John Byrne produziram “Dias de um Futuro Esquecido” em 1981, todos os roteiristas de X-Men passaram a distorcer o espaço-tempo de maneira confusa. Brian Michael Bendis inovou ao resgatar os X-Men do originais passado para o presente. E tudo isso nos leva para a “Batalha do Átomo“, onde encontramos personagens de diferentes linhas temporais em um confronto.
Considerando a quantidade de viagem no tempo e número de viajantes do tempo que aparecem nos dez capítulos de “Batalha do Átomo”, até que a história é bem acessível para os leitores que estão seguindo a atual série de encadernados dos X-Men. Bendis e sua equipe, Jason Aaron e Brian Wood, conseguiram criar uma história interessante dos X-Men que engloba os títulos “Novíssimos X-Men”, Fabulosos X-Men e X-Men.
O time une as energias para criar uma história empolgante que é recheada de revelações interessantes. Assim que a história termina, Bendis, Wood e Aaron deixam o caminho pavimentado para o futuro, mas isso não atrapalha a experiência de ler este material. Com um pequeno exército de artistas, o trabalho de arte só se torna realmente comum nos capítulos finais.

Bendis e o artista Frank Cho começam a abertura do encadernado com grande scenas de ação, enquanto os X-Men e Kitty Pryde se veem cercados de Sentinelas. O Ciclope do presente e seu time de X-men chegam para salvar suas contrapartes. Quando o jovem Ciclope é ferido mortalmente, a realidade começa a sofrer e o Ciclope do presente desaparece. O jovem é salvo e tudo se ajeita, mas fica claro que o time original requer certos cuidados especiais. Wolverine, Kitty e os demais decidem que o time original deve voltar para sua linha temporal, a ideia é evitar consequências destrutivas para a linha temporal do presente.
Antes que os heróis retornem para sua linha temporal, um grupo de X-Men do futuro aparece com um mensagem. Kate Pryde, a neta de Chales Xavier, Deadpool, um Homem de Gelo gigante, Fera e Molly hayes chegam para dizer que o time original deve ser enviado de volta, pois, caso contrário, o futuro estará condenado. Sem querer que os outros tomem decisões por eles, além de não possuírem desejo de retornar para seu tempo, o grupo original se recusa.
Ao mesmo tempo, começam a duvidar da palavra dos X-Men do Futuro. O que acontece no futuro para que eles precisem voltar ao presente apenas para avisar isso? Você descobrirá o evento durante a leitura. Mas a grande questão é: a equipe adolescente deve mesmo voltar ao seu tempo original? A presença deles irá atrapalhar o desenvolvimento das histórias dos demais personagens? “Batalha do Átomo” traz um argumento de discussão para os X-Men do presente e sobre destino.

Bendis, Aaron e Wood constroem uma história realmente bem estruturada e divertida. Cada um dos roteiristas fez um trabalho magnífico ao misturar humor, aventura, que consegue arrancar boas risadas do leitor. Stuart Immonen também apresenta uma arte tão boa quanto Frank Cho. Suas sequências de ação são praticamente cinematográficas. No evento citado pelos X-Men do futuro, Immonen consegue criar um pesadelo que nos faz entender o medo dos personagens.
Infelizmente, o trabalho de Giuseppe Camuncoli é o mais fraco do encadernado. Os painéis são bem básicos e nada impressiona. Talvez seja a presença de artes tão fantásticas nos capítulos anteriores que causem esta impressão. O trabalho de Esad Ribic também parece sido feito com uma certa pressa. É um ótimo artista, com belíssimos trabalhos, mas este não foi o seu melhor.
Bendis, Aaron e Wood garantem uma verdadeira montanha russa de emoções com este material, colocando várias reviravoltas para dar mais sabor ao encadernado. No fim, vemos várias das sementes de Bendis sendo espalhadas para cada título. Batalha do Átomo é uma leitura divertida e escrita com o verdadeiro espírito dos X-Men.
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