
Xenoblade Chronicles 2 é um dos jogos que fez com que o Nintendo Switch se tornasse o console preferido dos fãs de JRPG, oferecendo uma experiência incrível para os jogadores. Depois de oferecer meses de suporte através de quests adicionais e outros bônus, a Monolith Soft lançou uma nova história, uma expansão que serve como prequel do jogo, que permite que os veteranos e novos jogadores conheçam os eventos que se passam 500 anos antes do jogo principal. Torna – The Golden Country é um ótimo jogo para quem curtiu a história original de Xenoblade Chronicles 2 e também para quem sempre quis jogar o game, mas ainda não teve tempo para mergulhar em mais de 80 horas de aventura.
Como uma prequel, Torna se passa no mesmo mundo de Xenoblade Chronicles 2, Alrest, onde a humanidade fez morada. No meio da população, existem as Blades, formas de vida artificiais que se ligam a pessoas que são chamadas Drivers, oferecendo um ótimo poder de luta. A prequel começa no Titã de Torna, algo novo para quem jogou o game principal. O game gasta pouco tempo para introduzir o mundo, além de sua protagonista, Lora, acompanhada pelas blades Jin e Haze. Logo conhecemos o príncipe de Torna, Addam, e sua blade, Mythra – uma Blade especial conhecida como Aegis. A missão é caçar Malos, outro Aegis que está ligado à destruição do mundo.

Torna – The Golden Country tem uma história bem mais madura que o game principal, mantendo alguns momentos leves, mas sem perder tempo. Lora é uma ótima protagonista e tem uma bela companhia, já que todos os companions são interessantes. A história do jogo é mais focada na missão principal e a relação de Torna com os demais personagens é excelente. Sim, você encontrará um elo entre as duas histórias, mas posso dizer que Torna é uma ótima história, que só adiciona qualidade para o game principal.
Algumas mudanças foram feitas no sistema de batalha. Todos os sistemas que envolvem auto-attacks e specials estão de volta, com o jogador controlando o time de Drivers, enquanto a outra equipe é controlada pela IA.
Entretanto, em Torna, Blades e Drivers podem tomar o papel principal no combate e os jogadores são encorajados a testar essas mudanças. Atributos e saúde são compartilhados entre Driver e Blades, mas a nova mecânica permite que você cure um pouco do life quando troca de usuário ativo, fazendo com que a urgência de cura seja aliviada.
Torna faz um excelente trabalho em melhorar o sistema de combate para cobrir a forma como a party é construída e manter as coisas interessantes. Os jogadores sentirão o ritmo diferente nesta expansão, confirmando que o sistema de combate é o mais engajador até o momento.

Ainda assim, muita coisa continua igual, com uma mistura de experiência, skill points, acessórios e objetivos para melhorar sua party. As tavernas foram substituídas pelos acampamentos, que ganham um sistema de crafting. Ele é usado em diversas áreas, tais como sidequests, acessórios e boosts passivos que combinam bem com o sistema de coleta de itens do jogo principal. As habilidades de campo podem ser usadas para desbloquear tesouros ou ganhar itens extras dos pontos de coleção.
Torna também tem um visual fantástico tanto no modo ‘mesa’ quanto no modo ‘portátil’ do Switch. O único gargalo para o modo portátil acontece na última batalha, que é espetacular. Aliás, os visuais dos ambientes continuam incríveis, os designs dos monstros são bem usados e cada região tem uma fauna e flora própria. A UI e o sistema de controle ganham um significado brilhante, já que cada ação só necessita de um botão.
Vale dizer que Torna se passa em mais um Titã – Gormott – onde os jogadores podem gastar até 20 horas de gameplay – quem quiser fechar tudo, irá gastar bem mais. Gormott oferece a oportunidade de ver um lugar familiar para os jogadores veteranos, enquanto irá impressionar bastante os novatos.
A expansão tambem é rica em conteúdo extra, porém, isso pode frustrar um pouco o jogador em 2 momentos, visto que para progredir, é preciso aumentar o level de Community para 2 e 4 (em momentos diversos), algo que é feito ao encontrar aliados em Torna e Gormott. Ou seja, você vai ter que falar com NPCs, fazer sidequests. Embora isso não seja um problema, entendo que alguns jogadores se sentirão frustrados pela necessidade de realizar tais tarefas. Felizmente, todas as quests são interessantes e possuem ótimas histórias e grandes personagens. Além disso, alguns deles irão melhorar o seu conhecimento sobre os protagonistas.

Torna também conta com novas músicas e arranjos, que são bem legais de ouvir. A dublagem original está sensacional, mas a do jogo original me parece ser um pouco melhor. Explico: embora os protagonistas estejam perfeitamente representados pelas atuações dos dubladores, alguns personagens menores não oferecem a mesma qualidade. Algo que não era visto no game original.
No fim, Torna – The Golden Country oferece uma experiência diferente, mas familiar, de Xenoblades Chronicles 2. A prequel constrói mais camadas na lore do jogo original e oferece uma experiência fantástica para quem é fã da série. A história é mais madura e deixará você apaixonado pelos personagens. A Monolith Soft criou uma incrível experiência para os donos de um Nintendo Switch. Vale a pena!





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