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Eu sei o que você está pensando ao ver mais um review de uma nova edição de um jogo consagrado: vale a pena comprar de novo? No caso de Yakuza 0: Director’s Cut, a resposta depende MUITO de quem está perguntando. O relançamento oferece melhorias pontuais, mas o verdadeiro valor está em reviver uma das melhores histórias da franquia, mas agora com suporte moderno e inédito para os dispositivos da Nintendo.
O início de uma saga

Situado nos anos 80, período de crescimento econômico explosivo no Japão, Yakuza 0 funciona como prólogo para toda a saga. Jogamos alternando entre dois protagonistas icônicos: Kazuma Kiryu, ainda nos seus primeiros passos como membro da yakuza, e Goro Majima, muito antes de virar o insano “Cão Louco” de Kamurocho. A trama é centrada em uma conspiração pelo controle de um pequeno terreno com grande valor estratégico, e se desdobra com reviravoltas que misturam drama, ação e aquele toque exagerado que só a série Yakuza sabe entregar.
Kiryu tenta limpar seu nome após se ver envolvido em um assassinato. Já Majima vive uma farsa de liberdade, forçado a dirigir um clube de luxo sob vigilância constante até que lhe é prometida uma segunda chance, ao custo de um assassinato.
Caso você não saiba, Yakuza 0 é frequentemente citado como o melhor título da era beat ‘em up da franquia. Sua história é fechada, emocionalmente poderosa e acessível até para novatos. Como introdução ao universo da série, dificilmente poderia ser melhor e essa nova edição, voltada para Nintendo Switch 2, reforça essa qualidade com algumas adições estratégicas.
Combate estiloso e mecânicas únicas
O jogo brilha em sua jogabilidade. Kiryu tem três estilos clássicos — Brawler, Rush e Beast — que oferecem uma variedade satisfatória entre agilidade e força bruta. Majima, por sua vez, é mais excêntrico: além de um estilo de breakdance hilário e funcional, ele pode usar um taco de baseball indestrutível. Embora algumas lutas com Majima pareçam desequilibradas, o sistema de combate é fluido, visualmente impactante e altamente recompensador.
Diferente de outros jogos da série, aqui você não acumula pontos de experiência, mas dinheiro. Muita grana. Cada pancadaria resulta em notas voando pela tela que podem ser “investidas” diretamente em novas habilidades e upgrades. É um sistema exagerado que combina perfeitamente com o tom da era dourada japonesa retratada no jogo.
O que muda?
Embora as melhorias gráficas não sejam revolucionárias, afinal, o jogo foi originalmente feito para PS3, o port para o Nintendo Switch 2 roda com estabilidade em 4K a 60fps, algo inédito até mesmo em versões anteriores para PlayStation e Xbox. A diferença é sutil em monitores pequenos, mas perceptível em TVs maiores.
A versão Director’s Cut também adiciona cerca de 30 minutos de novas cutscenes, com foco em momentos mais íntimos entre Kiryu e Nishikiyama. Embora nenhum desses trechos mude drasticamente a história, eles adicionam pequenos toques de humanidade a personagens já queridos. O modo extra Red Light Raid, que permite até quatro jogadores enfrentando hordas em modo cooperativo, é uma surpresa divertida. Não altera nada profundamente, mas adiciona valor real ao pacote.
Vale a pena?
A resposta vai depender do seu histórico com a franquia. Para quem já jogou no PS4 ou PC, as melhorias talvez não justifiquem a compra imediata a não ser que o apelo portátil do Switch 2 seja um diferencial para você. Para quem nunca jogou, porém, essa é a melhor forma de começar na franquia. Yakuza 0: Director’s Cut é o tipo de relançamento que reacende o amor por um clássico, enquanto planta esperança de que mais títulos da série recebam esse mesmo tratamento.
- Desenvolvedora: Ryu Ga Gotoku Studio
- Publisher: SEGA
- Plataformas: Nintendo Switch 2
- Review feito no: Nintendo Switch 2
- Combate
- Desempenho
- Ótima porta de entrada na franquia