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CAPITÃ MARVEL, VOL. 1: REENTRADA, DE KELLY THOMPSON E CARMEN CARNERO
Apesar de Kelly Thompson já estar à serviço da Marvel Comics, com contratos de exclusividade e diabaquatro, sendo alçada a uma das principais escritoras da Casa das Ideias, esta é a primeira vez que eu consigo ler em português um arco de histórias totalmente roteirizado por ela. isso porque a Panini Comics Brasil não tem dado muita prioridade para os seus trabalhos, com aquela velha desculpa que mulher – e trabalhos associados com elas – não vendem. Jessica Jones e Força-V foram os outros dois trabalhos dela que vieram ao Brasil. A moça não é incompetente, não. Ela manda muito bem com personagens bem caracterizado e reestabelecendo ligações entre eles que foram esquecidas há tempos, anos, décadas talvez por outros escritores como, por exemplo, Brian Michael Bendis. Thompson tem um humor próprio e tem uma maneira de fazer histórias de forma mais, digamos, recheada, o que aumenta o envolvimento do leitor com diálogos e com a maneira de ser dos personagens, que deixa de serem pasteurizados. Os desenhos de Carmen Carnero são um espetáculo à parte, fazendo com que embarquemos com os dois pés (direitos?) dentro da história que essas maravilhosas mulheres se propuseram a contar. Elas não ficam devendo para nenhum homem, quem diria, hein, Panini Comics?!

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O DEFUNTO LOGAN, VOLUME 1: PECADOS DO PAI, DE ED BRISSON E MIKE HENDERSON
A passagem de O Velho Logan pelas publicações da Marvel se deu em algumas fases diferentes, que podemos elencar como fase de Brian Michael Bendis, fase de Jeff Lemire, fase de Ed Brisson e, por fim, essa fase Dead Man Logan, que foi tragicamente -editorial e narrativamente – nomeada como O Defunto Logan aqui no Brasil. Isso sem mencionar outros títulos ladeados da realidade das Terras Desoladas roteirizados, por exemplo, por Ethan Sachs. Esta fase do Defunto Logan também é feita por Ed Brisson, que fez uma passagem heterodoxa e heterogênea pelo personagem, tanto em O Velho como em O Defunto. Heterodoxa porque ela foge de qualquer tradição das histórias de Wolverine, mesmo as que eram praticadas pelos outros escribas de O Velho Logan e heterogênea porque as temáticas variam entre a tragédia e a comédia, a paródia e a originalidade, o universo mutante e o universo marvel em geral. Mas ainda assim o Defunto Logan consegue ser ainda pior que O Velho Logan, pelo menos nessa primeiro encadernado. Bastante pasteurizado, insosso, sem graça. Ao mesmo tempo que os desenhos de Mike Henderson não parecem convencer neste tipo de narrativa.

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HOMEM-ARANHA: O AMIGÃO DA VIZINHANÇA, VOLUME 1 – SEGREDOS E RUMORES , DE TOM TAYLOR, JUAN CABALL E OUTROS DESENHISTAS
Antes de falar de Tom Taylor, eu queria falar do trabalho de Juan Caball, que faz as ilustrações de boa parte deste primeiro encadernado da série de Homem-Aranha: O Amigão da Vizinhança. Juan possui um traço dinâmico, arredondado, fino e que é muito simpático e combina com novos tempos vindos para o Homem-Aranha. Sua narrativa também é bastante impressionante e envolvente. Dito isso, vamos falar de Tom Taylor que é a estrela maior desta nova série do Homem-Aranha e que durou apenas 12 edições. Quem acompanha a carreira de Taylor sabe que ele tem uma maneira muito própria de trabalhar as séries que assume. Ele as assume não como se fosse uma obrigação para uma corporação, mas como se fossem suas, como faziam os velhos escribas de Marvel e DC Comics, que estabeleciam boas dinâmicas para os personagens e criava, sim, novos conceitos e novos articuladores de enredos, sejam eles gatilhos de histórias ou de criaturas com outros tipos de relações estabelecidas com o personagem que é dono do título. Aqui em Homem-Aranha: O Amigão da Vizinhança ele não faz feio e ainda encerra o encadernado com uma emocionante história que faz referência à clássica HQ de Stern e Romita Jr. sobre O Menino que Colecionava Homem-Aranha.

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