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Do espaço sideral à espada e magia!

A GUERRA DOS REINOS, VOLUME 1: O ÚLTIMO REINO, DE JASON AARON, RUSSELL DAUTERMAN, OS MCELROYS E ANDRE LIMA ARAÚJO
Taí! Que bom que a Marvel tinha dado uma parada nos megaeventos. Parar, refletir e dar continuidade quando se está num ritmo intenso sempre faz bem. E parece que fez bem para a Marvel da mesma forma. Isso porque A Guerra dos Reinos não lembra mais tanto aqueles eventos que vieram depois de Guerra Civil que envolvem quinhentas revistas e todo mundo fica perdidaço. Ele lembra mais os eventos da década de 1980 e 1990 em que a meta era se divertir com personagens bem estruturados. Enxugando assim o escopo do alcance do evento, a Marvel acaba trazendo uma história bastante aventuresca e que faz com que os adoradores da alta fantasia medieval entrem em delírio de felicidade com tantos elementos vikings, gigantes, elfos e anões saltando de lá para cá no meio da cidade de Nova York e nosso heróis da Casa das Ideias tentando impedir essa realidade. A Panini Comics também está de parabéns pela forma como conduziu a saga, reduzindo a necessidade de se comprar vários gibis. Adquirindo a série principal já é possível se ter uma ideia do que a saga promete e cumpre sem ter que se esbaldar gastando em outros spin-offs.

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DRAGONERO, VOLUME 3: OS IMPUROS, DE LUCA ENOCH E OUTROS ARTISTAS
Finalmente neste terceiro volume de Dragonero voltei a sentir a firmeza e o clima de constante aventura que o volume zero da coleção me trouxe. Os personagens andam por céus e rios, castelos e florestas, enfrentam orcs e assassinos e tiram o fôlego do leitor. Nós, que lemos este fumetto, nos deslumbramos com personagens bem desenvolvidos, com desenhos inquietantes e com uma aventura muito no estilo das campanhas de role playing game associadas com o sistema Dungeons and Dragons. Uma diferença deste quadrinho para os demais da Bonelli é que parece que sua aventura é contínua e não “procedural”, ou seja, um processo que acontece apenas em uma edição e isso coloca Dragonero mais próximo das intermináveis sagas dos super-heróis da Marvel e da DC Comics do que os outros quadrinhos publicados pela Sergio Bonelli Editore. Eu só preciso dizer que os fumetti tem sido minha nova paixão no universo dos quadrinhos e estou adorando descobrir esse universo – muitas vezes em preto e branco – que conseguem me surpreender de uma maneira que os quadrinhos de super-heróis já não têm mais o poder.

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SHARKEY, O CAÇADOR DE RECMPENSA, DE MARK MILLAR E SIMONE BIANCHI
Sharkey o Caçador de Recompensas foi o quadrinho mais silencioso de Mark Millar que eu já ouvi (ou melhor, não ouvi) falar até agora desde que ele montou o seu selo próprio Millarworld. Fala sobre Sharkey, um caçador de recompensas espacial durão que acaba sendo conquistado por um menininho órfão e intrometido chamado Extra-Billy. Os dois precisam cruzar o espaço para levar Extra-Billy ao seu parente mais “próximo” depois da morte dos pais dele. Sharkey o Caçador de Recompensas conta com a arte do italiano Simone Bianchi, que eu preciso confessar que já gostei mais em um passado não muito distante. Dá para ver as partes em que o italiano não teve esmero com seus desenhos e outras que teve. Já o roteiro é aquele roteirinho bem qualquer coisa, que outras space opera do tipo dão “de vareio” como se diz por aqui. Sharkey o Caçador de Recompensas faz parte do esforço de Millar para criar séries e filmes para o canal de streaming Netflix, que assumiu as suas publicações desde então. Talvez por isso o rebuliço que as obras de Millar costumam causar não estão mais me atingindo: foram da esfera dos quadrinhos para a esfera das séries, que não é bem a minha praia.

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