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A Editora das Lendas vem com tudo!

ARLEQUINA: HARLEEN, VOLUME 3, DE STJEPAN SEIJIC
Finalmente chegamos à derradeira edição da minissérie em três partes que investiga com detalhes a origem da palhacinha do crime, a Arlequina. Se a segunda edição tinha tirado um pouco minha vontade de continuar lendo esta coleção, esta terceira edição veio para dizer: “não, não, Guilherme, você estava errado, olha o que eu vou fazer aqui, olha só”. Eu olhei e foi legal. Claro que a arte encantadora do croata Stjepan Seijic tem o seu brilhantismo e sedução à parte, é possível perceber que ele quer enredar o leitor também no seu roteiro, altamente psicológico, mas que nessa edição também acaba ficando recheado com boas doses de ação também. Claro, eu gostaria que o roteiro desta edição fosse ainda mais psicológico, mas eu sei que a convenção de “como deve ser um quadrinho de super-herói” não permite tais profundidades e que exige que sempre tenha pelo menos uma cena de lutinha entre o bem e o mal para fazer jus ao gênero. Então preciso avaliar dentro das expectativas que foram forjadas para o gênero e não sob aquelas que eu gostaria. Nesse quesito, então, a HQ se sai muito bem. Vale a pena.

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BATMAN E OS RENEGADOS, VOLUME UM, DE BRYAN EDWARD HILL E DEXTER SOY
Sempre simpatizei bastante com a equipe dos Renegados em todas as suas formações. Sabe aqueles restolhos simpáticos que você quer que fiquem com mais destaque nas publicações? Pois são eles. Mas os Renegados têm uma característica fundante também que é trazer personagens que representam camadas da população que são também renegada no grande cômputo do sistema. Eles trazer minorias étnicas e sexuais e, nesta formação, temos dois homens negros e duas mulheres orientais, lembrando muito os heróis da editora Milestone. Contudo, a realização das histórias, ao meu ver deixou muito a desejar. Não sei se eu compraria uma continuação desta história ou se manteria este encadernado na minha coleção. Isso porque o roteiro e a arte me passaram um sentimento esquisito de estar vivendo os anos noventa novamente lendo uma história da X-Force e que até tem um Cable, o Kalibre, nesta história. Os desenhos de Dexter Soy também são muito noventistas lembrando as revistas da Image Comics no início de sua jornada publicacional. Para completar o vilão da história é Ra’s Al Ghul, um personagem que não gosto e não entendo direito. Veredito final: não vale a pena, por mais que eu quisesse que valesse.

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GAVIÃO NEGRO, VOLUME DOIS, DE ROBERT VENDITTI E BRYAN HITCH
Este encadernado continua a saga de Carter Hall, o Gavião Negro, em busca de suas outras vidas. Mostra que no princípio ele era um serviçal de uma horda de assassinos de mundo e que é seu destino se tornar novamente este tipo de ser, mesmo que ele consiga cumprir o karma dessa vida que destroçou milhares de mundos e de almas. Em Londres, ele conta com a ajuda da Madame Xanadu para tentar entender o que se passa com ele. Em Krypton, Carter Hall se encontra com um ancestral seu que era um cientista kriptoniano. Com a ajuda destas percepções ele descobre que para enfrentar os exércitos desses piladores e assassinos de mundos, ele só pode contar com ele mesmo. Então, é isso mesmo que ele faz: dá um jeito de ter acesso a todos aqueles que já foram suas vidas passadas em algum momento desse karma de repetição de vidas como uma espécie de salvador das civilizações nas quais renasceu. A arte de Bryan Hitch continua dando uma sensação boa para a leitura dos roteiros de Robert Venditti. O que deixa a desejar, contudo, são as cores irregulares de cada numero deste encadernado. Uma pena isso.

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