Hoje tem DC Comics, Marvel e HQ Brazuca!

BATMAN: DETECTIVE COMICS, Vol. 2: MEDIEVAL, DE PETER J. TOMASI, BRAD WALKER, ANDREW HENESSY, TRAVOS MOORE
Depois de eu ter me decepcionado bastante com o primeiro volume da nova fase de Detective Comics – que aqui no Brasil passou a ser publicada em encadernados e não de forma fasciculada – este segundo volume já começa a trazer histórias no estilo de Peter J. Tomasi que costumamos curtir. Isso tem muito fundo de verdade porque ele reintroduz o Robin Damian Wayne nas histórias de seu pai, Bruce Wayne. Também nesse encadernado com uma arte caprichada de Brad Walker, temos a primeira aparição nos quadrinhos de um personagem que só havia aparecido nos videogames desde então: o Arkham Knight. Este personagem pareceu muito bem construído e como boas motivações, embora história em si deixe um pouco a desejar. Além disso, o encadernado traz o segundo annual de Detective Comics trazendo um personagem importante no Ano Dois do personagem do Cavaleiro das Trevas, que é o Ceifador. Esse anual, de certa forma, lida com o legado do Ceifador e apresenta, dessa vez, o desenhos também belíssimos do artista de Heróis em Crise, Travis Moore. Espero que essa fase continue engrenando.
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SR. & SRA. X: ETERNAMENTE, DE KELLY THOMPSON E OSCAR BALZADUA
Olha, eu estava precisando mesmo de uma leitura assim nos meus quadrinhos de super-heróis que eu ando lendo. Muita gente diz que os anos 1990 principalmente para as revistas dos mutantes foi de uma qualidade péssima mas, infelizmente, para esses detratores, foi essa época que me fez me engajar nos quadrinhos. E garanto que não fui o único. Existia uma certa magia naquelas sagas intermináveis que hoje não temos mais e essa magia se chamava preocupação com o enredo, com os personagens e com a continuidade. Hoje os roteiristas simplesmente jogam os personagens nas situações que eles querem sem se preocuparem se isso faz sentido para sua história pregressa ou não. Neste quadrinho, que tem o infame nome de Sr. e Sra. X, Kelly Thompson e Oscar Balzadua fazem o tema de casa. Nota-se que pesquisaram os personagens que têm em mãos e que querem entregar histórias divertidas para os leitores respeitando os elementos anteriores de suas histórias. Eles também estão atualizando elas com novas percepções coerentes com aquilo que novas gerações de leitores possam esperar dessas histórias. E a Panini acertou em cheio ao trazer toda a run do título em um só encadernadão.
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MONSTRUÁRIO, VOL. 1, DE LUCAS ODA E MARIO CAU
Acompanho o trabalho do Mario Cau desde que ele publicou os primeiros Pieces na década passada e os li em formato digital. Por isso quando digo que em Monstruário seu trabalho artístico está no ápice, pode confiar em mim. Neste quadrinho ele conta com o apoio de Danilo Freitas nas cores que, mesmo eu não tendo conhecido o trabalho dele ainda, mostra e muito a que veio, valorizando por demais a arte já caprichada de Cau. Além disso, nesse time tem a engrenagem que faz tudo girar que é o roteiro de Lucas Oda, que nos envolve num mistério bastante embasado em teorias filosóficas, sociológicas e psicológicas que dão uma profundidade maior aos terrores que o título nos vende. A história de Lucia podia ser a de qualquer um procurando por seus ancestrais, mas, como na psicanálise ela está tentando é desenterrar a origem de seus medos, ou seja, de seus monstros. É trabalhando nessa analogia, nessa metáforas entre terrores e temores que folheamos com cuidado as páginas de Monstruário para não perder um detalhe nem do texto nem do primor gráfico que ela revela. Agora preciso ir atrás da continuação.
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