Eles não tem muita coisa em comum, mas estão juntos!

CAPITÃO AMÉRICA, VOLUME 2: CAPITÃO DE NADA, DE TA-NEHISI COATES E ADAM KUBERT
Os roteiros de Ta-Nehisi Coates são bem nos moldes dos roteiros que Jeph Loeb fazia no começo deste século: poucos quadros, poucos diálogos, ações desenfreadas, quadrinhos que podem ser lidos em pouco tempo. Mas a diferença? É que são bem escritos e bem engendrados e melhor ainda: não são sempre a mesma trama! Este é o segundo arco de Ta-Nehisi com Steve Rogers, o Capitão América. Ele é o que deveria ter acontecido com o verdadeiro Capitão América na esteira de Impérico Secreto. Na época, pareceu que as pessoas não se importavam que Steve Rogers instaurou uma ditadura no seu país tolhindo sua liberdade. Parecia até o Brasil de hoje! Mas Ta-Nehisi Coates mostra que não é bem assim e coloca Rogers dentro de uma rebelião no presídio em que ele conta com a ajuda de super-heroínas femininas comandas por uma certa figura misteriosa. Então, a revelação dessa figura misteriosa faz valer ter acompanhado o quadrinho até ali. Que essa foi uma jornada muito especial, principalmente com a ajuda dos ótimos desenhos estilizados de Adam Kubert, isso certamente foi. Vamos ver o que o futuro reserva para a relação de Steve com a misteriosa figura!

CREPÚSCULO, DE HOWARD CHAYKIN, JOSÉ LUIZ GARCÍA-LOPEZ E STEVE OLIFF
Comprei Crepúsculo para tentar entender porque a Panini Comics Brasil estava colocando no mercado uma minissérie tão mas tão obscura ao invés de trazer tantas e tantas outras publicações da DC Comics pedidas e imploradas pelos leitores. Não consegui descobrir. Comprei Crepúsculo para me empolgar com mais uma tentativa da DC Comics de revitalizar seus personagens antigos, nesse caso, os heróis espaciais dos anos 1950, por um talento da época, Howard Chaykin. Não consegui entender direito a história. Devo ser burro e Chaykin teria a delicadeza de me chamar assim. Comprei Crepúsculo para me deleitar sobre a arte incrível de José Luiz García-López que faz desenhos de super-heróis como nenhum outro. Mas aqui ele não desenha super-heróis e podemos perceber que tudo na história foi feito para desenvolver uma emulação do sucesso da época: O Incal, de Alejandro Jodorewski e Moebius, inclusive as cores neste quadrinhos sã assim. Saí DCpcionado. Com todas essas ainda não entendi o motivo da Panini lançar u quadrinho tão mas tão desconhecido e com um arte tão mas tão descarcterizada e com um roteiro ininteligível.
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CINEMA PURGATÓRIO, VOLUME 4, DE ALAN MOORE, GARTH ENNIS, KIERON GILLEN, CHRISTOS N. GAGE, MAX BROOKS, KEVIN O’NEILL, GABRIEL ANDRADE, RAULO CACERES E NAHUEL LOPEZ
Comprei esse quadrinho pensando: “Ih lá vou eu comprar mais uma edição de Cinema Purgatório, que é praticamente a mesma coisa em todas edições”. Tá , eu sei que não é bem assim, mas eu estava com essa sensação. “Por que comprá-lo, por que não comprá-lo? Comprei-vo”. Então fiquei satisfeito com o que acabei encontrando nele. Alan Moore dá um show quando ironiza e aterroriza os filmes com crianças e os filmes musicais. Garth Ennis dá um jeito de colocar Chtulhu e o Predador num mesmo gibi. Kieron Gillen consegue ser ainda mais agourento e esquisitão do que tudo que el tinha colocado na sua HQ até então. E Christos Gage oferece uma batalha de Kaijus e humanos bem qualificada. Só Max Brooks que continua naquela mesmice, mas que não supreende porque é o que ele tem oferecido em Cinema Purgatório desde a edição número um: uma guerra americana contra formigas que não interessa a ninguém de fora do país dos yankees. Os desenhos continuam ótimos destaque para o brasileiro Gabriel Andrade que vem fazendo jornada dupla nos quadrinhos com duas séries de Cinema Purgatório. Pronto, me convenceram a ir até o final da série.






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