Loucura, loucura, loucura!

DC COMICS ENCONTRA LOONEY TUNES, DE VÁRIOS AUTORES
Esse encadernado vem na mesma vibe do encontro da DC Comics com a Hanna-Barbera. Porém, na minha opinião humilde, eu achei que este encontro da DC Comics com Looney Tunes foi muito melhor realizado. Isso porque ele tem duas formas de apresentar a história: uma no estilo de quadrinhos da DC Comics e outra no estilo de Looney Tunes, o que deixa a publicação bem mais interessante e divertida. Para se ter uma ideia eu achei o encontro de Batman e Hortelino, em que ambas as histórias foram escritas por Tom King, melhor realizado da forma Looney Tunes, apesar dos belos desenhos de Lee Weeks. Afora este encontro, também achei que se saíram bem os encontros entre Legião dos Super-Heróis e Pernalonga, Taz e Mulher-Maravilha, Marvin e o Caçador de Marte. E que ficaram muito mais muito esquisitos e bizarros os encontros entre o Coiote Coió e o Lobo e o do cowboy bigodudo Eufrazino com Jonah Hex. Mesmo assim, foi interessante ver esse encontro de dois mundo tão diferentes em histórias descompromissadas com a cronologia, prestando uma homenagem farsesca a todos esses ícones da cultura pop
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LENNON, DE DAVID FOENKINOS, ERIC CORBEYRAN E HORNE PERREARD
Eu gosto muito de ler quadrinhos sobre os Beatles. Claro, isso é porque eu gosto muito da banda e cresci com meus pais e tios ouvindo as músicas deles. Então, eles fazem parte da minha vida e, por isso é legal saber mais sobre a vida deles. Existem muitos quadrinhos que tratam dos Beatles em quadrinhos, tendo inclusive um livro teórico que analisa todas essas encarnações. Neste quadrinho de origem francesa, intitulado “Lennon”, acompanhamos sessões de terapia hipotéticas do líder dos Beatles, John Lennon, a partir de quando ele se mudou para Nova York até o final do seus dias, quando foi covardemente assassinado no prédio onde morava. Temos, então, um passeio analítico-psicológico através da vida de Lennon, que tenta explicar seu “problema” com as mulheres e seu complexo de Messias, quando chegou a se comparar com Jesus Cristo. Os desenhos de Corbeyran com as aquarelas monocromáticas de Horne para arrematar dão uma dimensão incrível para os desenhos do álbum, deixando ele mais palatável e também lançando por vezes recursos mais caricatos para representar passagem da existência dos Beatles. Um belo quadrinho para fãs e não fãs de Beatles.
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ARMA H, VOLUME 2: BATALHA PELO MUNDO ESTRANHO, DE GREG PAG, CORY SMITH, GUIU VILLANOVA E ARIO ANDINITO
Quem diria que a revista de um personagem tão inusitado e massavéio como um amálgama do Hulk com o Wolverine, o Hulkverine, ou Arma H seria tão divertida? Talvez a razão seja o fato de que este é um personagem novo, que não está amarrado a anos de continuidade, que tem uma linha de coadjuvantes novos a atuais e alguns nem tão novos e atuais, mas que pertencem a um escalão mais maleável da Marvel, como é o caso do Homem-Coisa e da Titânia e até mesmo de Dario Agger, o minotauro dono das indústrias Roxxon. Neste volume, além do Hulkverine Arma H se encontrar com Steve Rogers, o Capitão América, ele também precisa resgatar alguns cientistas da Roxxon que estão pesquisando energias alternativas na realidade do Mundo Estranho. Mas a fonte dessas energias vão chocar tanto o leitor quanto os personagens que fazem parte dessa missão explorativa no Mundo Estranho, testando a ética e a moral de cada um deles. Os desenhos de Cory Smith são um incentivo à parte ou, se quiser, um incentivo adicional para ler a HQ. São muito bons e tem um estilo muito próprio, gostoso de acompanhar. Fica, então, essa dica inusitada de HQ.
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