Na leitura de duas resenhas Marvel você leva um fumetto!

GUERRA DOS REINOS ESPECIAL: CRÔNICAS DE GUERRA, VOLUME 1, DE JASON AARON, GERRY DUGGAN, LEAH WILLIAMS, ANDREA SORRENTINO, MARCELO FERREIRA
Geralmente, spin-offs como este Crônicas de Guerra, de A Guerra dos Reinos, costumam ter algumas histórias mais imponentes que a minissérie principal dessas megassagas. E o que quero dizer com imponente é que eles possuem mais camadas para que possamos encarar o mega-evento através de outros olhos. Principalmente os dos seres humanos comuns que orbitam as sagas super-heroicas. Contudo, esse primeiro volume de Crônicas de Guerra falha fragorosamente nesse intuito, infelizmente. As histórias da minissérie Crônicas de Guerra são bastante básicas e não trazem muita novidade. A minissérie do justiceiro em Guerra dos Reinos se mantém como enchedora de linguiça violenta e crua como são de praxe a grande maioria das histórias desse vigilante fora-da-lei. O que deixa mais divertida mesmo a edição é o encontro inédito entre heróis gigantes da Marvel: Gigante, Golias, Atlas e Homem-Formiga se infiltrando no exército dos gigantes de Malekith, tentando obter alguma vantagem para os super-heróis de Midgard. Assim sendo, A Guerra dos Reinos Especial: Crônicas de Guerra #1 é um encadernado bem mediano.
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QUARTETO FANTÁSTICO, VOLUME 2: SR. E SRA GRIMM, DE DAN SLOTT E VÁRIOS ARTISTAS
Esse quadrinho me deixou bastante dividido. Porque quando peguei ele para folhear – sim, sempre folheio os quadrinhos antes de ler para valer – me pareceu mais um daqueles quadrinhos que quer capitanear com um evento. No caso, esse evento é o casamento do Coisa, Ben Grimm com a escultora cega Alicia Masters. Fiquei pensando será que era necessário realmente tantas páginas de quadrinhos para mostrar as despedidas de solteiro dos dois? O que me passou foi que Dan Slott não estava sabendo o que fazer direito com o Quarteto Fantástico – sensação que tenho desde o primeiro encadernado deles. As histórias sim, são divertidas e tal, mas não me pegaram tanto quanto a grande maioria dos trabalhos que Dan Slott costuma fazer e que me deixam bastante empolgado mesmo. Assim que o grande destaque deste quadrinho acaba sendo a arte de pessoas com um talento extremamente premiado como Mike Allred, Aaron Kuder e Adam Hughes. Acho que eu, junto com muita gente ficou bastante decepcionado com esse retorno da Família Fantástica quando deveria estar recebendo um tratamento e um destaque melhores e maiores.
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MONOLITH, DE ROBERTO RECHIONI, MAURO UZZEO E LRNZ
Ah, os fumetti! Minha nova paixão em forma de quadrinhos! São tão gostosos de se ler e se acompanhar! Este Monolith, se eu tivesse pego à esmo para ler sem saber da história por trás de sua publicação, teria sido difícil eu crer que se ratava de um quadrinho feito à italiana. Isso porque tanto a arte como o estilo da colorização vão para um caminho muito diferente dos fumetti tradicionais. Fico feliz que a Panini Comics tenha começado a trazer, então, esse tipo de quadrinhos italianos em um formato diferente do que estamos acostumados, mas com a qualidade de sempre. Neste Monolith uma mulher precisa lutar contra um carro super high-tech para remover seu filho lá de dentro, que está morrendo por causa da temperatura do carro. Uma luta humano versus tecnologia bem diferente do que estamos acostumados a ter. Além disso, este quadrinho foi concebido para ser um filme para os cinemas, e acabou se tornando uma HQ, ou seja, fez o caminho inverso ao natural. Se você está em dúvida se vale a pena ler este quadrinho recomendo que dê uma olhada no trailer do filme antes para ratificar dessa forma a minha indicação ou não. De qualquer forma, eu achei uma ótima experiência de leitura e espero que o filme esteja disponível para os brasileiros em breve.
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