Monstros e criaturas assassinas!

MONSTER KANZENBAN, VOLUME 3, DE NAOKI UROSAWA
Monster é um quadrinho que eu sempre tenho cem por cento de aproveitamento. Mesmo eu não tendo lido todos os volumes este mangá já é um dos meus preferidos, senão o meu preferido. Naoki Ursasawa é um mestre da narrativa, a forma como ele manipula e molda as histórias é muito perfeita. Se por um lado temos a história de Tenma, o médico fugitivo investigando o paradeiro do menino Johan, por outro lado, temos pequenas histórias, pequenos contos que vão sendo agregados no decorrer da história. Este terceiro volume é cheio destes pequenos contos que, numa novela, poderia ser um recurso para fazer uma barriga na história, mas em Monster encontramos uma singeleza, uma peculiaridade própria dos grandes contos da literatura. Ou ainda como numa boa série em que a história principal gira em torno de pequenas histórias resolvidas episódio por episódio. Claro que não é só isso: também existe a forma como Naoki Urasawa trabalha com o traço caricatural em alguns personagens e o traço clássico do mangá em outros. E temos a soberba narrativa que o mangaka aplica em suas histórias. Simplesmente maravilhoso, que venha o próximo!
Para adquirir este quadrinho, clique aqui.
TONY STARK: HOMEM DE FERRO: PROGRAMA ULTRON, DE DAN SLOTT, CHRISTOS N. GAGE, VALERIO SCHITTI
Dan Slott é um cara que sabe escrever enredos quando ele quer. Mas esse é um problema. Quando ele quer. Às vezes ele abandona a história que estava escrevendo e larga o plot para um roteirista complementar seu argumento, como foi o caso de Jim Zub e de Christos N. Gage nesta série Tony Stark: Homem de Ferro. Nela, tudo culmina em 2020, no personagem Arno Stark que foi criado quarenta anos atrás e agora, chegamos ao seu fatídico ano. Este é o último arco antes de 2020, que apresenta como vilão a fusão homem-máquina de Hank Pym e Ultron. É a partir daí que ele vem em busca, novamente de uma noiva-esposa, quando tenta fazer a fusão entre Jocasta e Vespa, intenção esta que será impedida por Tony Stark, James Rhodes e Bethanny Cabe. Um arco bastante divertido, como costumam ser os arcos que envolvem o trabalho de Dan Slott e Christos N. Gage. Os desenhos de Valerio Schitti são competentes e dão o tom da trama, como ele vinha fazendo desde o primeiro número desta fase. Este arco encerra a revista “mensal” do Homem de Ferro no Brasil. Provavelmente a fase 2020, que é um megaevento saia toda em encadernados. O que é bom também.
Para adquirir este quadrinho, clique aqui.
CARNIFICINA ABSOLUTA: CONTOS SANGRENTOS, VOLUME 1 – ESCOLHIDO, DE FRANK TIERI, JED MCKAY, SALADIN AHMED, MARCELO FERREIR, FEDERICO VICENTINI E FLAVIANO ARMENTARO
Um amigo havia me perguntado o que eu estava esperando para os tie-ins da saga Carnificina Absoluta, quando fiz o review dos tie-ins de Guerra dos Reinos. Falei para ele que os tie-ins geralmente costumam ser mais fracos que a série principal, mas que oxalá, gostaria que fossem bons. Acho que os tie-ins de Carnificina Absoluta conseguiram atingir esse patamar. Mesmo eu não tendo lido a minissérie principal porque não estava disponível na banca onde comprei o tie-in. Das quatro histórias que compõem este encadernado, três delas são boas, incluindo o crossover do Deadpool versus Carnificina. Aquela que eu achei mais fraca foi a ligada ao Homem-Aranha Miles Morales, que é fraquinha, fraquinha. Já as duas outras, Arma Extra e Ansiedade da Separação são bastante boas, com roteiros e desenhos competentes e empolgantes, fora do comum dos tie-ins de sagas. Infelizmente o único que segue a lógica chata de um tie-in que enche linguiça é mesmo a de Miles Morales. O que é surpreendente porque é escrita por um dos grandes nomes da Marvel, Saladin Ahmed. Enfim, isso é um sinal de que não se pode acertar todas, sempre.