Festival da Marvel!

COLEÇÃO HISTÓRICA MARVEL: MESTRE DO KUNG-FU, DE DOUG MOENCH, SCOTT EDELMAN, MIKE ZECK, PAT BRODERICK E JIM CRAIG
Ler o Mestre do Kung-Fu para mim é complicado. As pessoas que leram ele na década de 1980 enchem o quadrinho de elogio e falam mil maravilha sobre ele. Eu sei que os anos 1980 produziram realmente maravilhas de quadrinhos de super-heróis e na Marvel também, como Demolidor, X-Men e tantos outros. Aparentemente era para o Mestre do Kung-Fu ser um destes. Eu confesso que tenho que ler minha coleção do personagem à conta gotas, porque as narrativas me exaurem bastante, indo do nada para lugar nenhum. Poxa, eram para ser narrativas de espionagem e não essa coisas esquisita que os seus artífices produziram. Então, saudosistas, me perdoem, mas eu não tenho gostado nada nada destes encadernados do Mestre do Kung-Fu. Nesta última leva já li o sétimo e o oitavo encadernados de Shang-Chi, e olha, tá difícil para seguir continuando até pelo menos a edição de número 12 que foi a última programada pela Panini Comics Brasil. É por essas e outras que eu tenho muito cuidado com os saudosistas, porque eles acabam tendo saudades do tempo que passou e não da narrativa que leram.
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TONY STARK: HOMEM DE FERRO, VOLUME 2: DURAS REALIDADES, DE DAN SLOTT, JIM ZUB E VALERIO SCHITTI
Eu gosto muito do trabalho do Dan Slott na Marvel, mas o que ele tem feito neste Fresh Start tem me decepcionado bastante. Um dos casos é este segundoa rco do Homem de Ferro, Duras Realidades, em que Slott precisa dividir os roteiros com Jim Zub para poder dar conta do recado. Nele, para variar, quando Tony Stark começa a mexer com inteligência e realidades artificiais a coisa dá crepe! E dessa vez, além de termos o Controlador como vilão, temos sem mais nem menos também uma entidade artificial com o nome de Placa Mãe, que passa a “encarnar virtualmente” a mãe de Tony, Maria Stark. Nisso, a verdadeira mãe de Tony, Armstrong, descobre que pouco restou de biológico e de natura em seu filho e que o Tony com que se relacionou nos últimos meses não era anda mais que uma entidade artificial que possuía os sentidos e memória de Stark. Por outro lado, quem brilha mesmo na série são o Homem-Máquina, Aaron Stack e a robô Jocasta. Já os desenhos de Valerio Schitti, mais um italiano na Marvel são bastante irregulares, por vezes muito bons e por vezes muito ruim. Então que no Cômputo geral este é um quadrinho bem irregular também.
A MAGNÍFICA MISS MARVEL, VOLUME 1: PREDESTINADA, DE SALADIN AHMED E MYNGIUK JUNG
Depois de mais de cinquenta (50) edições de Ms. Marvel sob a batuta de sua criadora, G. Willow Wilson e com as tramas já dando um certo sinal de cansaço, a nossa magnífica Kamala Khan ganhou um título novo e um novo comandante; Saladin Ahmed. O novo respiro e a nova pegada de Ahmed deram um novo fôlego para a série, que ficou bem mais divertida, ainda que deixando de lado os aspectos mais sociais que era características da série de Kamala Khan. De começo, Saladin Ahmed envia Kamala Khan para o espaço, onde ela é tratada ao mesmo tempo como uma predestinada e uma rebelde e deve escolher o seu lado. Sendo assim, a trama nos lembra as boas histórias de imaginação que eram feitas com os X-Men durante os anos 1980, injetando no meu sangue boas doses de saudosismo do bom. Os desenhos e a colorização se mantém na mesma pegada do volume anterior. Neste encadernado também vemos o esforço de Saladin a inserir novos elementos dentro da mitologia de Ms. Marvel, como o uniforme alienígena que Kamala passa a usar como uma espécie de simbionte. Mas será que é isso mesmo? Só lendo as próximas edições para saber!