É a DC Comics desfilando na parada!

WONDER WOMAN: THE JUST WAR, DE G. WILLOW WILSON, CARY NORD, XERMÂNICO, EMMANUELLA LUPPACCHINO E JESUS MERINO
A escritora norte-americana e muçulmana G. Willow Wilson ficou famosa por criar e desenvolver as histórias de Kamala Khan, a personagem adolescente da Marvel, que também é seguidora do Islã. O próximo trabalho de G. Willow Wilson nos quadrinhos de super-heróis foi, então, na editora rival, DC Comics, fazendo logo a sua principal personagem feminina, a Mulher-Maravilha. Não sei se eu estava com muita expectativa para ler estas histórias – que já saíram há um bom tempo no Brasil e eu acabei deixando e deixando para depois – ou se realmente esses roteiros estão aquém da média das histórias da princesa amazona. Wilson coloca um trio de seres mitológicos que servem de alívio cômico e destoam totalmente do resto da trama, os desenhos de Cary Nord também estão muito instáveis, não fazendo jus à arte dele em outras obras como Conan, o Cimério, por exemplo. Já os desenhos de Xermânico que faz os fill-ins são mais agradáveis e mais consistentes com o que tivemos de arte para a Mulher-Maravilha nesta fase Renascimento DC Comics. Claro, vou continuar acompanhando série, mas com menos expectativa e empolgação. Compre com desconto, clicando aqui.

SUPERMAN: ANO UM, VOLUME UM, DE FRANK MILLER E JOHN ROMITA JR.
Diferente das outras contribuições que Frank Miller fez ao universo do Batman, quase quarenta anos atrás incluindo Cavaleiro das Trevas e Ano Um, este Superman: Ano Um não traz muitas modificações para o mito do Superman. Pelo menos não nesse primeiro volume que trata da chegada do bebê Kal-El à Terra e seu crescimento com os Kent e se encerra com seu alistamento na marinha americana. Talvez o mais inovador e mais diferente apresentado neste quadrinho seja o formato utilizado: magazine e, não o americano com que estamos acostumados. Os desenhos de John Romita Júnior também não trazem muitas diversificações na forma de narrar com imagens, repetindo as crianças com cabeções que ele havia trazido em Kick-Ass. Por outro lado a finalização com pincel fino feita por Dani Miki harmoniza muito mais com o restante do traçado desenvolvido por John Romita Junior, deixando os desenhos e as narrativas mais leves. Não é quadrinho ruim, mas não cumpre a promessa que é a de se igualar com outras propostas que recontam a origem dos heróis DC Comics como feito com o Batman pelo próprio Frank Miller em 1986. Compre com desconto, clicando aqui.

JOVENS TITÃS/EXTERMINADOR: O PROTOCOLO TERMINUS, DE ADAM GLASS, CHRISTOPHER PRIEST, BERNARD CHANG, CARLO PAGULAYAN
Não sei se vocês se lembram, que nas minhas duas mais recentes resenhas dos encadernados de Exterminador eu estava achando os enredos muito mais caídos do que os seus encadernados anteriores. Ele foi lá e lutou com Batman forjando uma suposta paternidade de Damian, e então em seguida foi mandado ao Arkham. Neste encadernado que temos um crossover com os Jovens Titãs a premissa é simples: o Extreminador pede a Damian Wayne que o assassine. Mas será que Damian se corromperá a esse jeito levando sua equipe jovem consigo? Esse é o dilema explorado nestas páginas. E, rapaz, a coisa melhora mesmo. Isso por que o roteirista Adam Glass acabou construindo um enredo e estabelecendo um elenco de personagens bastante diferente e interessante para os Jovens Titãs sob o comando de Damian Wayne. Isso, agora da forma correta, com uma nova geração para o próprio Wayne ter sob seus cuidados – ou reinações. No final, até aquilo que acaba acontecendo com os Jovens Titãs e o Exterminador é bastante inesperado -dentro do inesperado de uma história em quadrinhos de heróis norte-americana. Compre com desconto, clicando aqui.






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