De Frank Miller e John Romita Jr.!
Analisamos as três edições durante nosso processo de leitura para que você possa ver como acontece a evolução da narrativa de Superman: Ano Um e chegar à sua conclusão se a leitura é válida ou não!

VOLUME 1
Diferente das outras contribuições que Frank Miller fez ao universo do Batman, quase quarenta anos atrás incluindo Cavaleiro das Trevas e Ano Um, este Superman: Ano Um não traz muitas modificações para o mito do Superman. Pelo menos não nesse primeiro volume que trata da chegada do bebê Kal-El à Terra e seu crescimento com os Kent e se encerra com seu alistamento na marinha americana. Talvez o mais inovador e mais diferente apresentado neste quadrinho seja o formato utilizado: magazine e, não o americano com que estamos acostumados. Os desenhos de John Romita Júnior também não trazem muitas diversificações na forma de narrar com imagens, repetindo as crianças com cabeções que ele havia trazido em Kick-Ass. Por outro lado a finalização com pincel fino feita por Dani Miki harmoniza muito mais com o restante do traçado desenvolvido por John Romita Junior, deixando os desenhos e as narrativas mais leves. Não é quadrinho ruim, mas não cumpre a promessa que é a de se igualar com outras propostas que recontam a origem dos heróis DC Comics como feito com o Batman pelo próprio Frank Miller em 1986.

VOLUME 2
Realmente, ir com uma baixíssima expectativa para uma leitura pode ser um caminho para se ter uma experiência recompensadora com os produtos de entretenimento. Mas quem é que consegue controla r a sua expectativa, não é mesmo? Preciso dizer que Frank Miller, neste segundo capítulo do seu Ano Um do Superman conseguiu dar uma nova perspectiva para as aventuras do Homem de Aço. Essa parte da sua vida é citada aqui e ali, mas nunca recontada à exaustão como sua origem. Falo da época em que esteve alistado na marinha e nessas experiências acabou se encontrando com Lori Lemaris, uma sereia da Atlântida. E agora preciso elogiar John Romita Júnior, que consegue criar uma ambientação muito interessante para a parte deste volume que se passa em Atlântida, dando novas feições ao povo atlanteano e aos sereianos. Não sei se é o trabalho de finalização de Dani Miki que se alterou de um volume par o outro, mas a arte ficou mais palatável, mais agradável. Então o resultado é que temos uma Aventurona com A maiúsculo e com um gostinho retrô de um tesouro que estava incrustrado no fundo do mar e ninguém o revelava. Até que o fizeram!

VOLUME 3
Existem aqueles quadrinho minisséries, como Batman: O Último Cavaleiro da Terra, que começam empolgantes e vão desempolgando quando chegamos ao final. Superman: Ano Um, não é ao contrário deste, porque não termina com um último ato esplendoroso, contudo, ele tem um segundo ato muito bom. Neste terceiro ato parece que temos mais um epílogo do que um clímax, mas de qualquer forma ele retorna à estabilidade do primeiro ato. Conhecemos Lois Lane, Perry White e um Jimmy Olsen desenhado como deve ser: retratado em sua adolescência, por John Romita Jr.. Também temos Coringa e Lex Luthor dando as caras e, como não poderia faltar, para delírio dos fãs de Miller, temos o primeiro confronto do Azulão com o Homem-Morcego. E, para dar um gostinho de Superman V Batman: A Origem da Justiça, nossa queria Diana, a Mulher-Maravilha dá as caras. Ao chegar no final desta minissérie o saldo é positivo: foi uma boa jornada, com mais altos do que baixo muito porque eu tinha uma expectativa baixa para Superman: Ano Um. Recebemos uma história como o Superman mercê e sem as maluquices apelativas costumeiras dos últimos trabalhos de Miller e sem a arte desproporcional que JRJR vinha apresentando em trabalhos como Kick Ass. Para o alto e avante, então!
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