Ação e aventura!

SUPERMAN: ACTION COMICS, VOLUME 2, A ASCENSÂO DO LEVIATÃ, DE BRIAN MICHAEL BENDIS E STEVE EPTING
Estou acompanhando tanto as histórias da revista Superman quanto da revista Action Comics mensalmente na revista do Superman. Se o primeiro arco de Action Comics, a Máfia Invisível já havia me agradado mais que o primeiro arco de Superman, a Casa de El, este segundo arco, A Ascensão do Leviathan me agradou ainda mais. talvez seja o melhor trabalho de Brian Michael Bendis na DC Comics que li até então (não que eu tenha lido muitos). Isso porque lembra ele nas suas histórias do Demolidor ou de Jessica Jones, quando ele pega um título individual e insere toda a sua verve de conspirações e espionagens. Em A Ascensão do Leviatã, uma figura misteriosa de nome Leviatã está abduzindo todas as grandes organizações secretas do Universo DC, como a ARGUS, a Kobra e a Espiral, e parece que o motivo gira em torno de Amanda Waller, Sam Lane e o Superman. Então até mesmo Clark Kent e Lois Lane acabam se disfarçando para tentar desvendar a nova situação em que se encontram. Os desenhos de Steve Epting, célebre por sua passagem no Capitão América de Ed Brubaker completam a atmosfera noir de investigação detetivesca que a história pede. Muito bom!

CONAN, O BÁRBARO, VOLUME 2, VIDA E MORTE DE CONAN, LIVRO 2, DE JASON AARON, MAHMUD ASRAR E ESAD RIBIC
É engraçado que essa nova fase de Conan na Marvel foi introduzida pelos recônditos da Casa das ideias através do poder da Feiticeira Escarlate, logo a primeira inimiga que ele enfrenta se chama Bruxa Escarlate. Ela o sequestra, tem um par de filhos gêmeos com ele e quer sacrificá-lo para que ele abra um portal para a chegada do deus maligno Azazel. Conan morre pelas mãos portando facas dos filhos gêmeos e, num mundo idílico, ele é confrontado por sua família e logo em seguida se depara com o todo-poderoso Crom, o deus para o qual nunca dirigiu uma oração, mas sempre esteve levando o seu nome para todas as paragens que já percorreu. Assim, Crom resolve restaurar sua vida mas amaldiçoar o resto dela com sofrimento e uma velhice inglória. Neste volume, os desenhos de Mahmud Asrar parecem menos caprichados, menos detalhados. As cores também não são tão interessantes, mas o roteiros de Aaron deu uma melhorada. Completam as edições desta “fornada de histórias” a linda sequência Conan: Êxodo, toda pintada pelo artista Esaad Ribic, numa história de sobrevivência toda ela sem nenhum diálogo inteligível.

VENOM: GUERRA DOS REINOS, DE CULLEN BUNN, DONNY CATES, IBAN COELLO, ALBERTO ALBUQUERQUE E JUAN JEDSON
Regra geral: os tie-ins de grandes megaeventos costumam ser bastante inferiores que os crossovers em sim. Essa interação do Venom com a Guerra dos Reinos também não passa disso: um tie-in bastante dispensável. Para começar, ele não é inteiramente escrito por Donny Cates, o cara que está revirando a mitologia do Venom ao melhor estilo retcon, com deuses cósmicos e fenomenais dentro de um simbiontinho. A história do Venom em Guerra dos Reinos, é que Eddie Brock perdeu o controle do seu simbionte e as Nornes vão lhe oferecer uma outra maneira de combater os seus inimigos da injustiça e iniquidade: elas lhe fornecem uma pedra azul mística que configura uma proteção em forma de simbionte para ele. O problema é que quando Venom não faz aquilo que as Nornes querem, elas convocam Halloween para fazê-lo e também dar cabo de Eddie Brock e recuperar a pedra das Nornes. Se você gosta de histórias que tem simplesmente lutinha, talvez essa HQ seja para você. Como eu não sou fã desse tipo de desenvolvimento de personagem, ela não me agradou como vinha me agradando os arcos anteriores. E tenho dito.






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