Desenvolvido por Massive Entertainment e Ubisoft, “The Division” surgiu como um título muito promissor, especialmente após sua apresentação na E3 2013, mas será que quatro anos depois do lançamento ainda vale a pena?
O jogo é situado em Nova Iorque depois de um surto pandêmico de Veneno Verde (mistura entre diferentes vírus conhecidos, incluindo a varíola), então, considerando os tempos que vivemos atualmente, parecia mais do que adequado coloca-lo no quadro Revisitamos.
Seu personagem faz parte de um grupo chamado “Strategic Homeland Division (SHD)“, designado justamente para salvar a humanidade.

Apesar do foco no co-op e multiplayer, é possível dizer que a experiência solo é muito satisfatória. Com um sistema de níveis (incluindo nas armas e itens secundários) você dificilmente conseguirá enfrentar inimigos acima das suas habilidades. Trata-se de um nível de desafio muito bom, especialmente se jogar solo.
As missões principais são conectadas à sua Base de Operações, e sempre que forem completadas, receberá créditos para melhorar três alas: Médica, Tecnológica e Segurança.
Ao longo dessa jornada, você enfrentará três facções: Rikers, Cremadores e Last Man Battalion, mas o vilão principal é ninguém menos do que um agente da própria Division: Aaron Keener. Por sinal, é possível encontrar várias pistas dele no mundo aberto, que mostram um pouco por trás dessa traição.
Os mesmos elogios não podem ser feitos às missões secundárias e atividades derivadas (apelidadas de ‘Encontros’), que se tornam extremamente cansativas rapidamente. O único ponto positivo talvez seja seus bônus, como itens e armas condizentes ao seu nível. Ou seja, se mostram úteis apenas até um certo período.
Como dito mais acima, aqui temos foco ao co-op e multiplayer, e isso é diretamente responsável pelo fato do personagem não ter nenhuma personalidade. Na verdade, ele sequer tem uma voz, o que é algo bem frustrante. Ainda assim, existe um vasto inventário para personaliza-lo de acordo com sua preferência.
A jogabilidade é muito interessante, com a cobertura aparecendo como destaque. O sistema de mira pode causar certa estranheza inicialmente, mas depois que pegar o jeito, fica tranquilo. Além desses detalhes tradicionais, também é possível utilizar habilidades especiais (torretas, minas guiadas, escudo balístico, cobertura inteligente) por um tempo limitado, que se prova uma ótima ajuda.
Os gráficos satisfatórios, mas é compreensível aqueles que tenham se decepcionado pelo downgrade considerável em comparação com a apresentação original do jogo.
Aliás, é necessário uma conexão constante com a internet, algo que pode acabar prejudicando sua experiência dependendo da qualidade do serviço.
No balanço final, “The Division” é uma boa pedida para quem busca uma aventura não tão extensa e com muita ação.
Vale lembrar que uma adaptação está sendo desenvolvida pela Netflix, e trará Jake Gyllenhaal e Jessica Chastain como protagonistas.
- Nível de desafio em missões solo
- Jogabilidade
- Falta de variedade nas atividades do mundo aberto
- Protagonista sem personalidade
- Downgrande em comparação à apresentação original do jogo