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Rian Johnson teve a chance de fazer seu próprio filme de Star Wars e polarizou muito os fãs com o conteúdo. Apesar da recepção não ter sido das melhores, ele não tem arrependimentos, pois acredita ter fugido do grande pecado que é cometido com a franquia atualmente.
Falando para o Polygon, o diretor disse que tratar os personagens e elementos clássicos da franquia como intocáveis é o maior erro que um agente criativo pode cometer.
Johnson acredita que Star Wars se tornou grande por confrontar o público, não reconfortá-lo.
“Cresci como fã de Star Wars. Eu conheço aquela sensação quando algo desafia a saga, e conheço a repercussão que isso gera” refletiu Johnson. “Eu sei como pode haver brigas internas no mundo de Star Wars. Mas eu também sei que o pior pecado é tratar a saga como algo intocável. O pior pecado é ter medo de fazer qualquer coisa que a abale. Porque todo filme de Star Wars, voltando a O Império Contra-Ataca (1980) e daí em diante, agitou o tabuleiro, incomodou os fãs, os deixou irritados, os fez brigar e falar sobre isso. E então, para muitos deles, os fez amar a obra e aceitá-la, eventualmente.”
O filme de Johnson, Os Últimos Jedi (2017) gerou polêmica por tratar Luke Skywalker (Mark Hamill) não como o herói Jedi invencível que os fãs esperavam, mas sim como um eremita amargurado, desiludido e que falhou em treinar a nova geração de Jedi.
Johnson também irritou um pessoal por estabelecer que os pais de Rey eram “ninguém” — catadores e bêbados que a venderam por bebida (algo que J.J. Abrams mudou em A Ascensão Skywalker (2019), a tornando neta de Palpatine).
A ideia de Rian era tornar Rey importante por mérito próprio, não por linhagem. A Lucasfilm acabou não concordando com isso.
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Fonte: Polygon






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