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Com a baixa dos filmes de super-heróis após anos de fenômenos de bilheteria, muitos diretores de peso estão alfinetando as produções do subgênero e, Ridley Scott resolveu se juntar à cruzada deles.
Em entrevista ao Deadline, o diretor foi questionado se já recebeu alguma proposta para trabalhar em algum filme de herói e, respondeu que sim, mas afirmou nunca ter demonstrado interesse em trabalhar novamente em nenhum projeto do tipo.
O “novamente” remete a crença de Scott de que Alien, Gladiador e Blade Runner sejam filmes de super-heróis.
O diretor não parou por aí e, fez questão de alfinetar o subgênero, dizendo que as histórias de seus filmes são melhores que as de outros super-heróis.
“Sim, recebi propostas, mas apenas disse: ‘Não, obrigado’. Não é para mim. Já fiz dois ou três filmes de super-heróis. Acho que Sigourney Weaver é uma super-heroína em Alien. Acho que Russell Crowe é um super-herói em Gladiador. E também acho Harrison Ford um anti-herói em Blade Runner. A diferença é que meus filmes são melhores,” disse Scott.
Continuando a entrevista, Ridley Scott deixou claro que não é fã de super-heróis, mas que adora ler quadrinhos e, reconhece que levar o estilo narrativo desse tipo de obra para o cinema é algo muito difícil.
Para ele, alguns filmes do Batman e o Superman de Richard Donner são exemplos de êxito nessa tentativa.
“Há uma idolatria aos super-heróis, que na verdade é apenas uma extensão dos quadrinhos. A partir disso, é muito difícil escrever uma história em quadrinhos e realizá-la com sucesso no cinema. Dito isso, eu não sou fã de super-heróis, apesar de adorar os quadrinhos. Acho que há alguns filmes do Batman muito bons, e o filme do Superman do Richard Donner captura bem a tradição dos quadrinhos,” continuou Scott.
O movimento contra filmes super-heróis nem sempre foi unanimidade entre grandes nomes de Hollywood. Alguns deles, inclusive, chegaram a trabalhar em diversas produções do subgênero.
Talvez o principal exemplo seja Christopher Nolan, que citado hoje em dia por pessoas consagradas de Hollywood como uma espécie de novo messias do “cinema autoral“, não só dirigiu três filmes do Batman, como produziu e co-escreveu um do Superman, escolhendo Zack Snyder a dedo como diretor.
Com todo impacto negativo que a visão “sombria e realista” do Superman teve na fadiga de filmes de super-heróis, seria Nolan uma espécie de Oppenheimer do subgênero?
Bem, o assunto aqui não é sobre Nolan, mas sim sobre Ridley Scott, que está levando Napoleão (2023) para os cinemas em 23 de novembro.
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Joaquin Phoenix, vencedor do Oscar por Coringa, dará vida ao imperador francês e líder militar. Trata-se de um olhar original e pessoal sobre as origens de Napoleão e sua rápida e implacável ascensão, vista através do prisma de seu relacionamento viciante e muitas vezes volátil com sua esposa e um amor verdadeiro, Josephine, interpretada por Vanessa Kirby (Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte Um).
O filme captura as famosas batalhas de Napoleão, a ambição implacável e a mente estratégica surpreendente como um extraordinário líder militar e visionário de guerra.
Meses depois da estreia nos cinemas, Napoleão será disponibilizado no catálogo do Apple TV+.