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O astro Russell Crowe utilizou as suas redes sociais para defender a versão do diretor do épico Robin Hood, comandado pelo aclamado cineasta Ridley Scott e lançado originalmente em 2010.

A superprodução marcou a quinta colaboração entre o ator e o diretor, mas acabou se tornando um divisor de águas negativo na carreira do protagonista.

Entre 1997 e 2009, Crowe viveu o seu auge em Hollywood, entregando atuações memoráveis em obras como Los Angeles: Cidade Proibida, O Informante, Gladiador, Uma Mente Brilhante, Mestre dos Mares, A Luta pela Esperança, Os Indomáveis e O Gângster.

No entanto, o declínio começou justamente com Robin Hood, que sofreu com críticas mistas e uma bilheteria muito abaixo das expectativas.

Com uma produção tumultuada, o orçamento do longa saltou para astronômicos US$ 237 milhões, enquanto a arrecadação global estacionou em US$ 321 milhões, gerando severos prejuízos para a Universal Pictures.

Quase 17 anos após a sua badalada estreia no Festival de Cannes, o protagonista usou o X (antigo Twitter) para exaltar o corte de Ridley Scott, que conta com 17 minutos de desenvolvimento adicional.

“A versão do diretor é o filme que todos pensávamos que íamos lançar. No entanto, 17 minutos foram cortados para a versão exibida nos cinemas”, relatou o ator.

“Um minuto é muito tempo na tela. Imagine qualquer um dos seus filmes favoritos com 17 minutos do seu núcleo emocional removidos… assista à versão do diretor”, argumentou Crowe.

A produção se destacou por apresentar uma abordagem muito mais sombria e realista da figura icônica, apoiada por um elenco estelar formado por Cate Blanchett, Oscar Isaac, William Hurt, Léa Seydoux, Max von Sydow e Mark Strong.

Além de recomendar a versão estendida, o astro respondeu a um fã revelando que a sua visão original para a lenda medieval era muito mais ambiciosa e envolvia uma franquia.

“Essa era a ideia. Ser contada em 3 partes. Quando comecei a me aprofundar em Robin Hood, achei a história e suas raízes na mitologia do Green Man profundamente interessantes”, explicou o artista.

“O conto de Robin durou centenas de anos, como? Foi minha ideia mostrar que Robin Hood era um título, passado adiante, não um único homem”, finalizou o ator, detalhando o seu conceito não utilizado.

Para os fãs que desejam tirar as próprias conclusões sobre a controversa releitura histórica, Robin Hood está atualmente disponível no Brasil através de plataformas de streaming on demand.

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