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A saga Universo Absolute da DC Comics continua a reimaginar as bases de seus principais heróis. Agora, a roteirista Kelly Thompson trouxe novos detalhes sobre a identidade de Diana Prince nas páginas de Absolute Mulher-Maravilha.
Em entrevista ao podcast Near Mint Condition (via Comic Book Resources), a escritora revelou os bastidores sobre o desenvolvimento da personagem. “Estou escrevendo sobre ela como uma personagem queer — isso não significa que a DC definitivamente permitirá que ela seja canonicamente queer nos quadrinhos”, declarou Thompson.
O termo queer é utilizado como um guarda-chuva para descrever identidades sexuais e de gênero que fogem dos padrões heteronormativos. Na cultura pop e na literatura, o termo geralmente representa uma fluidez nas relações afetivas, indicando personagens que não se limitam a rótulos estritos.
Thompson detalhou que a atração da heroína por mulheres será evidente para os leitores da nova HQ. Segundo a autora, Diana transcende a ideia de gênero como uma construção social, especialmente pelas circunstâncias extremas de sua nova origem.
Nesta continuidade, a protagonista não cresceu no conforto de Themyscira. “Ela não vai pensar: ‘Ah, eu realmente amo essa pessoa, pena que ela não tem o equipamento certo’”, explicou a roteirista sobre a visão prática da guerreira forjada no Inferno.
Presumir que a personagem se limite a ser hétero ou lésbica seria a antítese de sua essência. No entanto, a consolidação da Mulher-Maravilha como um símbolo queer e bissexual não é algo inédito dentro da editora.
Durante a fase Mulher-Maravilha: Renascimento, o roteirista Greg Rucka já havia estabelecido de forma explícita a bissexualidade da heroína clássica. A justificativa narrativa abordava o fato de que a convivência exclusiva com mulheres no paraíso das Amazonas tornava os relacionamentos homoafetivos perfeitamente naturais.
Para as Amazonas, o conceito de atração por outras mulheres simplesmente acontece, eliminando a necessidade de terminologias ou preconceitos do mundo exterior. Essa base de aceitação livre pavimentou o caminho que a DC Comics vem seguindo com a heroína ao longo dos anos.
A nova série Absolute Mulher-Maravilha apresenta uma versão isolada de Diana, atuando como uma pária mística sem o apoio de suas irmãs de batalha ou a diplomacia tradicional da personagem. A equipe criativa conta com o roteiro de Kelly Thompson e as ilustrações de Hayden Sherman.
O título continua sendo disponibilizado nas lojas de quadrinhos e plataformas de leitura digital nos Estados Unidos.






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