
Batman #53 acabou chocando o mundo dos quadrinhos, graças a uma cena onde Bruce Wayne revela o estado atual de suas crenças religiosas – ou melhor, a falta delas.
Obviamente, a internet surtou com a ideia de Batman ser ateu, e agora o roteirista Tom King decidiu ir ao Twitter expressar sua opinião sobre toda essa “controvérsia”.
“Muitas pessoas dizendo que Batman #53 (que eu escrevi) revela que Batman é ateu. Não é assim que eu leio esse gibi. Mas eu não acho que a minha leitura seja a mais importante.
De qualquer forma, espero que você leia o gibi inteiro e tire suas próprias conclusões.”
Lot of people saying Batman 53 (which I wrote) shows Batman is an atheist. That’s not how I read that comic. But I don’t think my reading of it is the most important one.
Anyway, I hope you read the whole thing for yourself and decide for yourself. pic.twitter.com/qikN7oZIyr
— Tom King (@TomKingTK) 21 de agosto de 2018
Na história, Bruce continua como membro do júri no julgamento do Senhor Frio. Os jurados estão trancados em uma sala, e quase todos estão certos de que Frio é culpado, exceto um: Bruce Wayne. Na verdade, ele não acredita que Frio seja inocente, mas acredita que o Batman foi longe demais desta vez. Batman usou muita força na prisão do vilão, e Bruce quer convencer os jurados disso.
E neste momento, damos um mergulho na vida espiritual de Bruce. Ao ser perguntado se acredita em Deus, Bruce responde:
É isso. Eu costumava a acreditar.

Bruce explica que depois da morte da sua família, ele deixou de lado todas as crenças, visto que nada salvou seus pais. Esta declaração foi suficiente parar gerar inúmeros debates em fóruns e reddits nos Estados Unidos. Porém, há outra teoria: Bruce Wayne acredita em algo, mas ele perdeu a fé.
Enquanto Bruce continua falando com os jurados e explicando tudo, ele mostra que acredita em algo novo: Batman. Depois, Bruce diz o seguinte:
Deus abençoa suas almas com graça. Batman soca pessoas na cara.

Porém, Bruce mostra que perdeu a fé em si mesmo. Ao falar com Alfred, ele admite que está perdido e pede seu traje original, dizendo que precisa lembrar de quem ele é. Assim, vestir o traje original é uma forma de ritual para que ele possa recuperar a fé em si mesmo e alcançar seu conceito próprio de redenção, vingança e salvação.





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