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20 anos após seu lançamento, Batman Begins ainda é aclamado por revitalizar a franquia do Batman, e David S. Goyer, roteirista do filme, revelou o que considera um grande problema nas produções de super-heróis de hoje. Em uma recente entrevista para o podcast Happy, Sad, Confused, celebrando o aniversário do filme, Goyer compartilhou um conselho crucial sobre roteiro.

Goyer explica por que Batman Begins utilizou vilões para servir à história

Goyer e o diretor Christopher Nolan tinham uma abordagem diferente para a criação da trilogia O Cavaleiro das Trevas. Ele explicou: “Uma das coisas que aconteceram com todos os filmes do Batman e até mesmo o filme do Superman [O Homem de Aço] foi que identificamos o tipo de história que queríamos contar, independentemente dos vilões, antes de começarmos.”

Segundo Goyer, a equipe então encontrava vilões que ajudassem a contar essa história, o oposto do que ele observa na maioria dos filmes de quadrinhos atuais.

Para Batman Begins, a ideia era explorar Bruce Wayne superando seus medos, o que levou naturalmente à escolha do Espantalho (que representa o medo) e de Ra’s al Ghul (uma figura patriarcal que desafia Bruce). Essa metodologia, onde a história guia a escolha do vilão, em vez de o vilão popular ditar a trama, é, para Goyer, o segredo para uma narrativa coesa e impactante, como provou a duradoura popularidade de O Cavaleiro das Trevas.

Ele argumenta que a prática atual de focar em trazer antagonistas famosos para a tela, sem considerar como eles servem à jornada do herói, contribui para a “fadiga de super-heróis” que o público vem sentindo. Filmes como Batman Begins se destacam justamente por sua utilização proposital de vilões para enriquecer a trama e o desenvolvimento do personagem principal.

Batman Begins está disponível na Max.

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Fonte: Comic Book Resources