Ao longo do mangá de Saint Seiya, ou Cavaleiros do Zodíaco, os cinco cavaleiros de bronze protagonistas vão passando por várias mudanças de visual em suas armaduras, muito mais do que acontece anime.
Inicialmente, elas são bem simples, mas com o o tempo vão se tornando cada vez mais bonitas, ao passarem por ressurreições que quase sempre envolvem… sangue.
No vídeo de hoje, apresentamos todas as mudanças que as armaduras dos bronze boys sofreram no mangá, como isso aconteceu e os momentos em que essas novas versões entraram em cena.
Armadura de Pégaso

A armadura de Pégaso é a que sofreu mais alterações ao logo do mangá. A primeira versão é bem simples, pois a ideia de mangá era de que as armaduras cobririam os corpos dos cavaleiros de acordo com suas patentes. Assim, cavaleiros de bronze teriam pouca proteção, os de prata teriam um pouco mais, e os de ouro teriam armaduras cobrindo quase todo o corpo.
A maioria dos cavaleiros de bronze, durante essa primeira versão, não possuem proteção nos pés ou nas pernas, contando apenas com uma simples joelheira. Essa armadura de Pégaso, no entanto, não dura muito. Ela acaba sendo destruída durante a Guerra Galáctica, na luta de Seiya contra Shiryu de Dragão.
Por esse motivo, as armaduras de Pégaso e de Dragão acabam tendo uma mudança a mais, pois Shiryu as leva até Mu de Jamiel para serem consertadas. Doando seu sangue para isso, elas retornam com uma nova forma, mais poderosa. A armadura de Pégaso ganha muito mais proteção, com um peitoral muito maior, além de caneleiras. O mais característico dessa versão, no entanto, é o seu elmo, que perde as asas de pégado e ganha umas… turbinas? Bem, é um elmo horrível que o Seiya perde logo em seguida para nunca mais usar.
E o Kurumada aparentemente se arrependeu desse design, pois logo ele oferece uma versão mais… polida, dessa segunda versão. Isso acontece quando os cavaleiros de bronze chegam ao Santuário, para subir as 12 casas. Mu de Áries conserta as armaduras de todos os bronze boys, mas a única que ganha uma alteração no visual, é a de Pégaso. Até mesmo a do Dragão, que também havia ganhando uma versão 2.0 com o sangue de Shiryu, permanece igual, o que só corrobora a ideia de que aqui Kurumada simplesmente quis corrigir o design anterior.
Nessa versão, ele deixa o peitoral com um aspecto mais definido, muda um pouco o design do cinto e traz de volta o capacete com as asinhas. De resto, braços e pernas não mudam muito, contando apenas com um redesenho mais clean. Essa é a armadura que Seiya usa durante toda a saga das 12 casas.
No anime, Seiya usa apenas uma armadura do início da série até o fim das 12 casas. Essa versão foi uma criação da Toei, inspirado no peitoral do primeiro design de Kurumada, mas com peças muito mais fechadas, incluindo no elmo.
Ao fim das 12 Casas, a armadura de Pégaso é reconstruída por Mu, usando uma doação de sangue dos cavaleiros de ouro. Quem doa sangue para a armadura de Seiya é Aiolia de Leão. Essa nova versão é basicamente um upgrade da anterior, com tudo nela parecendo uma versão melhorada e polida. Tanto é que, da saga de Asgard em diante no anime, esse design passou a ser utilizado.
A Armadura de Pégaso só passa por uma nova alteração na Saga de Hades, quando Shion a restaura usando o sangue divino de Atena. Ela se torna mais aerodinâmica, ao mesmo tempo em que ganha mais proteção, especialmente nas pernas, cobrindo dos pés até parte das coxas. O sangue de Atena mais tarde faz com que ela evoluia ainda para uma versão muito superior, a Armadura Divina. No mangá, ela é completamente dourada, mas no anime optou-se por seguir um esquema de cores próximo do que ela já tinha.
Armadura de Dragão
Assim como os outros cavaleiros de bronze, a primeira versão da armadura de Dragão não possui proteção nas pernas, exceto por uma joelheira. Mas pelo menos ela já contava com uma boa proteção peitoral, algo raro nessa classe de cavaleiros. Assim como aconteceu com Seiya, a armadura de Dragão ficou destruída na Guerra Galática, já que o Dragão e o Pégaso se enfrentaram.
Quando Shiryu leva as duas armaduras para serem consertadas em Jamiel e literalmente dá o seu sangue por isso, a armadura de Dragão renasce alterada, embora de forma bem mais sutil que a de Pégaso. As maiores mudanças são uma proteção para os pés, um cinturão com uma mudança de design que acompanharia a armadura dali em diante, e um peitoral com placas um pouco maiores.
Diferente daquela mudança extra da armadura de Pégaso na entrada das 12 Casas, a Armadura de Dragão segue nesse modelo até o fim da Saga. No anime, do início até o final ela tem uma só versão, que assim como aconteceu com Seiya, tem um elmo fechado, uma espécie de saiote e uma longa proteção nas pernas. Após ser fatiada por Shura de Capricórnio na subida das 12 Casas, a Armadura de Dragão é reformada por Mu após receber o sangue do Mestre Ancião, o Cavaleiro de Libra. No anime, curiosamente, é Mu que doa sangue para a armadura.
Após isso, a Armadura de Dragão renasceu, mas novamente suas alterações foram bem pequenas. O cinturão, o elmo, o peitoral e as joelheiras permanecem como antes, mas o braço direito é alterado e as pernas ganham uma maior proteção. Esse é basicamente o design usado também no anime após a saga das 12 casas.
Essa armadura só viria a mudar na Saga de Hades, após ser reconstruída por Shion com o sangue de Atena. Dessa vez sim, as alterações são maiores. Além do peitoral perder aquele visual de três placas e ganhar um design mais arrojado, o cinturão sofreu uma alteração considerável e o braço direito é basicamente a cabeça de um dragão. O escudo também sofre o seu primeiro redesign desde o início do mangá, e a proteção das pernas se torna mais completa.
O sangue de Atena mais tarde faz com que a Armadura de Dragão evolua para uma versão superior, a Armadura Divina. No mangá, ela é completamente dourada, mas no anime optou-se por seguir um esquema de cores próximo do que ela já tinha, então ela é muito mais puxada para tons de verde.
Armadura de Cisne
A Armadura de Cisne teve menos alterações que a de seus companheiros, afinal o Hyoga era mais cuidadoso e não saía quebrando sua armadura por aí. Quer dizer, o Ikki enfiou o punho no coração dele, mas digamos que esse é o tipo de ferimento que elas conseguem regenerar sozinhas.
A primeira versão da armadura de Cisne tem bastante proteção, considerando as armaduras de bronze, pois Hyoga tem proteções nos pés, diferente de seus companheiros, que tem só as joelheiras. O peitoral também protege todo o peito e parte do abdôme, além da proteção dos braços ser consideravelmente robusta. O elmo, no formato de um cisne, não sofre alterações nas próximas fases.
Essa armadura só viria a mudar ao fim da saga das 12 Casas, e o mesmo acontece no anime. Mas por lá, a armadura de Hyoga tem algumas mudanças, embora mantenha o mesmo elmo. Além das já clássicas botas enormes protegendo as pernas, a armadura de cisne da Toei tem um saiote e conta com um peitoral bem bonito, que parece um cisne com as asas abertas.
Aliás, o Kurumada gostou tanto desse peitoral, que levou para o seu mangá, quando a armadura de Cisne foi reconstruída graças ao sangue dos cavaleiros de ouro – no seu caso, especificamente o sangue de Milo de Escorpião. Pouca coisa muda de resto, já que os braços e o elmo permanecem basicamente os mesmos. No entanto, a proteção das pernas aumenta consideravelmente.
Essa armadura só voltaria a sofrer alterações na Saga de Hades, após ser reconstruída por Shion usando o sangue de Atena. Nessa versão, além de uma proteção muito maior para as pernas, o peitoral ganha um design mais arrojado, mas ainda permanecendo com a ideia das asas abertas de um cisne. Também há uma mudança em parte do cinto e nas ombreiras, que passam a ser maiores e mais abertas.
Ainda graças ao sangue de Atena, mais tarde a Armadura de Cisne evolui para uma versão extremamente poderosa, a Armadura Divina. No mangá, assim como a de todos os outros, ela é completamente dourada, mas no anime optou-se por seguir um esquema de cores próximo do que ela já tinha. Assim, ela ganhou um tom branco com alguns elementos em amarelo.
Armadura de Andrômeda
Quem segue um esquema parecido com Hyoga é o Shun, que também não teve alterações em sua armadura até o final da Saga das 12 Casas. E o pior é que ele precisava, coitado. A armadura dele é daquelas bem clássicas de bronze, só com a joelheira de bolinha e é isso. Mas considerando que ele tem as correntes de Andrômeda para defendê-lo, acho que isso compensa. O torso da armadura tem um foco no abdôme e nas costas, e as ombreiras são bem simples, diferente de como aparecem montadas na armadura.
A Toei foi um pouco mais criativa nesse quesito, usando as ombreiras da mesma forma da armadura montada, o que dá um visual bem característico e criativo para Shun. No entanto, eles se inspiraram até demais, fazendo com que a armadura de Shun tivesse até seios.
Tanto no mangá, quanto no anime, sua primeira armadura sofreria uma alteração apenas ao final da Saga das 12 Casas, ao receber o sangue de um cavaleiro de ouro. Aliás, uma mudança considerável aqui, entre as duas obras. No mangá, a armadura recebe o sangue de Shaka de Virgem, enquanto que o anime optou por trocar para Aldebaran de Touro. Isso geraria uma situação complicada para Toei caso decidissem animar o mangá Next Dimension, pois por lá existe uma momento onde uma memória residual de Shaka aparece para ajudar Shun graças ao seu DNA na armadura de Andrômeda.
Enfim, nessa segunda versão da armadura, Kurumada decidiu seguir a ideia das ombreiras do anime, que naquele ponto já eram muito características de Shun. O torso também ficou mais completo, protegendo peito e abdôme e se conectando com o cinturão. Além de, é claro, Shun ganhar as proteções nas pernas que todos os cavaleiros de bronze ganharam nessa fase.
A próxima mudança só viria na Saga de Hades, onde a armadura foi reformada por Shion usando o sangue de Atena. O design segue a linha do que feito com os outros cavaleiros, com linhas mais arrojadas e um visual quase que futurista. A armadura também ganhou muito mais proteção, especialmente nas pernas. No caso de Andrômeda, a proteção vai até as coxas.
Assim como aconteceu com seus outros parceiros de bronze, a Armadura de Andrômeda ainda evolui para uma versão mais poderosa devido ao sangue de Atena que a reforçou, a Armadura Divina. No mangá, assim como a de todos os outros, ela é completamente dourada, mas no anime optou-se por seguir um esquema de cores próximo do que ela já tinha. Assim, embora ainda tenha alguns elementos dourados (incluindo as correntes) ela é majoritariamente rosa.
Armadura de Fênix
A armadura de Fênix já é um caso à parte, devido às suas particularidades. Ela é, dentre todas as 88 armaduras, a única capaz de ressuscitar sozinha, mesmo se virar cinzas. Por esse motivo, ela nunca precisou ser consertada por Mu ou receber o sangue de ninguém. Pelo menos não no mangá, já que no anime a Toei inventou que ela recebeu sangue de Shaka e foi restaurada por Mu – o que não faz o menor sentido, mas ok.
Sua primeira versão segue aquele esquema básico dos cavaleiros de bronze, mas contando com uma proteção para os pés, além das penas da Fênix, que não servem para nada mas que dão um visual bem badass, vale ressaltar. Quer dizer, serve para alguma coisa sim, ele taca um dessas no Shaka.
A armadura de Fênix passa por sua primeira alteração após ele retornar com Shaka da dimensão onde foram parar após seu confronto na Casa de Virgem. A armadura havia virado pó, mas renasce das cinzas como já havia feito outras vezes, só que dessa vez com um novo visual. Não fica claro se existe uma quantidade de vezes que ela precisa ressurgir das cinzas para ganhar um novo visual, mas é o que vemos aqui.
Essa nova versão é basicamente uma melhoria em tudo, da anterior. O peitoral segue um pouco da ideia da armadura de Cisne, com um aspecto de asas de fogo, o que fica ainda mais bonito nas cores do mangá, onde a armadura parece ser incandescente. As joelheiras ganham um aspecto pontudo, enquanto as pernas ganham mais proteção.
Ikki fica com essa armadura um bom tempo, e como ele não é muito de andar em bando, acaba perdendo o rolê dos cavaleiros de bronze com o Shion, onde todos ganharam armaduras novas banhadas pelo sangue de Atena. Mas isso não o impede de ganhar uma nova armadura bonitona também. Na fase Inferno da Saga de Hades, Ikki aparece com a terceira versão da armadura de fênix, simplesmente porque sim.
Essa terceira versão é um aprimoramento visual bastante eficaz da anterior, onde tudo é basicamente mais afiado e… bonito. O peitoral parece realmente uma fênix de asas abertas, as pernas tem maior proteção e as pontas do design aumentam ainda mais aquela sensação de que a armadura está em chamas.
No entanto, para chegar na versão Divina da Armadura de Fênix, Ikki finalmente precisou entrar em contato com o sangue de Atena – porque aí também já seria demais. No mangá, a Armadura Divina de Fênix é dourada como as demais, enquanto que no anime ela é… dourada! Pois é, essa foi a única armadura cujo esquema de cores não seguiu o padrão que era utilizado no anime.