
Desde o anúncio de uma adaptação em live-action de Ghost in the Shell, mangá de estilo cyberpunk criado por Masamune Shirow, muitos fãs da obra esperavam que uma atriz asiática fosse escolhida para o papel. Entretanto, Scarlett Johansson acabou sendo a escolhida para dar vida à protagonista Major Motoko Kusanagi, originalmente japonesa na obra de Shirow.
Surgiram diversas acusações de whitewashing (transformação de um personagem étnico ou histórico em uma pessoa branca) e agora, em entrevista à revista Marie Clarie, Johanson falou sobre o assunto.
“Eu certamente nunca presumi interpretar uma personagem de outra raça. Diversidade é importante em Hollywood e eu jamais gostaria de sentir que estou interpretando um personagem de maneira ofensiva. Porém, atuar em uma franquia que possui uma mulher como protagonista é uma oportunidade rara. Certamente eu sinto a pressão de tudo isso, há um peso enorme em meus ombros.”
Ghost in the Shell segue a Major Motoko Kusanagi (Johansson) líder da Seção 9, uma força-tarefa que combate crimes tecnológicos e ciberterrorismo em nome da Comissão Nacional Japonesa de Segurança Pública, em um futuro cyberpunk onde quase todos os seres humanos tem uma certa quantidade de implantes cibernéticos. O próprio corpo de Kusanaki é inteiramente artificial.
Ghost in the Shell já foi adaptado para anime inúmeras vezes, incluindo o clássico filme de 1995 e a aclamada série Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, exibido de 2002 a 2003, contabilizando 52 episódios.
A adaptação americana será dirigida por Rupert Sanders (Branca de Neve e o Caçador), a partir de um roteiro de Jonathan Herman e Jamie Moss. Além de Scarlett Johansson e Rila Fukushima, o elenco inclui Pilou Asbæk, Michael Pitt, Takeshi Kitano e Juliette Binoche.





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