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Com quase 20 anos de carreira, é muito fácil associar os álbuns de Taylor Swift à inúmeras obras de Hollywood, afinal, eles carregam uma linha narrativa tão profunda quanto. Mas caso seus discos fossem filmes, quais seriam?
Do “Debut” ao futuro “The Life Of A Showgirl”, confira 12 indicações muito pertinentes de títulos que podem ser perfeitamente traduzidos a partir das composições da cantora:
“Taylor Swift (Debut)” – Sierra Burgess é Uma Loser

Jovem, apaixonado e muito sonhador, o “Debut” de Taylor Swift é a essência pura do country pop, e suas composições refletem a inocência e a pureza do primeiro amor, detalhes que se encaixam perfeitamente com Sierra Burges é Uma Loser (2018).
Como Swift bem reflete em suas primeiras composições, Sierra é uma jovem estudante que tenta encontrar seu lugar no mundo, um tema muito recorrente de canções do álbum como “A Place in This World”, enquanto enfrenta os desafios do ensino médio.
Sierra, uma romântica incurável como a Taylor de “Stay Beautiful”, acaba se apaixonando pelo garoto errado, embora seja aquela capaz de enxergá-lo pura e verdadeiramente, um romance inocente que descreve a essência de “Invisible” e “Tied Together with a Smile”.
Disponível em: Netflix.
“Fearless” – Como Perder Um Homem em 10 Dias

“Fearless” é como assistir à uma comédia romântica pautada por altos e baixos, com temas que nos fazem viajar por épocas distantes com amores proibidos à la “Love Story”, ou através de finais imperfeitos, como bem descrevem composições como “You’re Not Sorry” e “Forever & Always”.
Eu diria, no entanto, que a fantasia e toda diversão do álbum se encaixam de uma forma intrigante em Como Perder um Homem em 10 Dias (2003), em que, ao mesmo tempo que exibe uma relação com construções disfuncionais, acaba nos direcionando para um final agridoce.
A hilária relação entre Andie e Benjamin são facilmente traduzidas em “The Way I Loved You”, ou na sarcástica “Mr. Perfectly Fine”, da setlist Taylor’s Version. Um amor complexo entre duas pessoas que, no fim das contas, se pertenciam, do jeitinho “You Belong With Me”.
Disponível em: Paramount+/Mercado Play
“Speak Now” – O Diário de Bridget Jones

“Speak Now” é uma captura certeira da transição da adolescência para a vida adulta, e quem seria mais perfeita para representar os altos e baixos desse período da vida, senão Bridget Jones?
O Diário de Bridget Jones segue uma mulher na casa dos 30 anos tentando assumir as rédeas de sua própria vida, enquanto documenta sua jornada para encontrar um amor perfeito, um desejo tão ardente quanto “Enchanted”.
Como “Electric Touch”, felizmente, ela está pronta para arriscar em algo perigoso, alguém que desperte uma energia no estilo “Sparks Fly”. A imaginação fértil da personagem também alimenta muito essa narrativa, bem como Taylor Swift na divertida “The Story of Us”.
A pergunta é: isso terminará como a linda “Timeless”, ou partirá o coração de Bridget em um vazio à la “Back to December”?
Disponível em: Mercado Play
“Red” – Carol

Responsável por colocar Taylor Swift nos holofotes globais, “Red”, como bem sugere o título, explora sentimentos que remetem à essa cor, desde emoções mais simples como o amor, até a dor da perda, a raiva e confusão.
Em Carol, de 2015, uma jovem chamada Therese Belivet, é puxada pela personagem homônima para uma jornada intensa. A companhia deste amor à coloca em um lugar quase inalcançável, algo que Taylor captura em “State of Grace” e “The Holy Ground”, mesmo que Therese esteja ciente de que Carol não é exatamente confiável, uma associação ideal aos sentimentos mistos de “I Knew You Were Trouble”.
O destino disso, claro, está fadado a algo semelhante ao que é narrado em “Sad Beautiful Tragic”, ou lembranças dolorosas no estilo “All Too Well”, mas com um toque de sarcasmo agridoce de “I Bet You Think About Me”. A própria canção homônima também descreve muito bem os estágios deste romance.
Uma reviravolta, entretanto, faz com que os espectadores terminem esta narrativa com uma doce dose de “Begin Again”.
Disponível em: Prime Video
“1989” – Abaixo o Amor

Ambientada na Nova York dos anos 60, o vibrante Abaixo o Amor, traduz perfeitamente a modernidade e o tom pop do “1989”, seguindo uma mulher independente e feroz, como Swift bem reflete em “Blank Space” e “Shake It Off”.
Trazendo também o glamour de “Style” e “Wildest Dreams”, o alto astral de “Welcome to New York” e “How You Get The Girl”, o filme brinca com a paixão nada convencional entre Barbara e Catcher, em meio à uma guerra de egos tão vivaz quanto este disco.
Nas entrelinhas, o longa também consegue captar a confusão interna dos protagonistas, dilemas românticos que não se traduzem facilmente, questões pertinentes presentes nas letras de “I Wish You Would” ou “Is It Over Now?”.
Disponível em: Disney+
“Reputation” – Cisne Negro

Apesar da estética mais pesada, temos que concordar que “Reputation” é um dos álbuns mais românticos de Taylor Swift. O CD, no entanto, é dificilmente lembrado por isto, e mais associado ao fato de tratar a época mais sombria da cantora.
Então, apelando para seu visual e sentimentos efeverscentes como retratados em “Look What You Made Me Do” e “Don’t Blame Me”, Cisne Negro é uma aposta segura para se associar ao álbum, a partir de Nina Sayers, uma perfeccionista patológica que está desesperada para provar seu valor.
Com a fúria de “I Did Something Bad” e a sutileza de “Delicate”, Nina está em uma rota de colisão tão funesta quanto o que Taylor descreve em “Gateway Car”.
Disponível em: Disney+
“Lover” – Simplesmente Acontece

Com tantas camadas para se processar, Simplesmente Acontece (2014) e Rosie, sua protagonista, são dignos de “Lover”, um álbum que, apesar de ser descrito como “uma carta de amor ao amor”, aborda um conjunto muito mais amplo de emoções.
Como o fato de se encontrar em si mesmo, como traduz “Daylight”, ou lidar com um pessimismo tão destrutivo quanto “Soon You’ll Get Better”, complexidades que definem a jornada de Rosie, que no fim, quer mesmo é ser definida pelas coisas que ama.
Embora não seja a típica romântica incurável, seu poderoso percurso à la “The Man“, é tão intenso romanticamente quanto “Lover”, “Paper Rings” e “Cornelia Street”, apenas para sua trajetória levá-la a um desfecho autossuficiente. O que seria mais admirável que o amor próprio?
Disponível em: Prime Video
“Folklore” – Adoráveis Mulheres

Trazendo Taylor Swift no que é considerado seu suprassumo lírico, “Folklore” reflete a estética narrativa, nostálgica e, por vezes, melancólica, de Adoráveis Mulheres (2019), especialmente quando se trata dos paralelos entre Swift e Jo March, uma escritora que também luta para ter sua arte reconhecida.
Tratando-se de um exercício de imaginação para além das próprias experiências da cantora, o filme também narra histórias amplas a partir da perspectiva de muitas mulheres, que vivem entre o presente e lembranças do passado, uma espécie de escape, semelhante a “august” e “the lakes”.
Ao mesmo tempo, o tom fantasioso do drama também nos remete a “the last great american dynasty” e “illict affairs”, ou como essas garotas buscam seu lugar em uma época de adversidades, um reflexo de “mirrorball”, “mad women” e, claro, “this is me trying”.
Disponível em: Apple TV+
“Evermore” – Spencer

Compartilhando uma profunda exploração do isolamento e do peso das expectativas, Spencer é uma representação intrigante dos temas abordados em “Evermore”, a irmã gêmea do “Folklore”, como diria a própria Taylor Swift.
Com temas mais maduros, em seu 9º álbum, a cantora se aprofunda nas temáticas relacionadas a relacionamentos fracassados e pressões sociais, além de estender sua habilidade lírica para histórias paralelas, como em “no body no crime”.
Em uma representação da Princesa Diana, composições sofisticadas como “champagne problems”, “tolerate it” e “tis the damn season”, refletem perfeitamente seu estado de espírito. “Dorothea” e “marjorie” também são ótimos exercícios de associação à Diana, no que diz respeito à sua fama, beleza e delicadeza.
“coney island” e “right where you left me” carregam a dor do arrependimento e memórias que corroem a protagonista por toda a trama que, visualmente, também combina muito com a estética de todo o disco.
Disponível em: HBO Max
“Midnights” – A Pior Pessoa do Mundo

Tanto o filme A Pior Pessoa do Mundo quanto o álbum “Midnights” exploram a angústia e a indecisão da vida adulta moderna, questionando as inseguranças e os arrependimentos de Julie, a protagonista, algo definidor no 10º álbum de estúdio da cantora.
Músicas como “Question…?” refletem a constante auto avaliação de Julie, além do filme em si ser um reflexo direto de sua autocrítica e do sentimento de não ser boa o suficiente, algo que ecoa em composições como “Anti-Hero”, traduzindo a ansiedade e a auto sabotagem.
As pressões impostas à vida amorosa da personagem são um reflexo de “Midnight Rain“, enquanto a constante busca por respostas ligadas às suas decisões se alinham a “You’re On Your Own, Kid”, ou “Dear Reader”, que serve como um epílogo para amarrar toda a experiência de uma forma profunda.
Disponível em: Prime Video
“The Tortured Poets Department” – A Favorita

Explorando a natureza destrutiva e performática das relações de poder e do amor, “The Tortured Poets Department” e A Favorita (2018) são um ótimo estudo sobre ambição, vulnerabilidade e como a dor se manifesta em comportamentos autodestrutivos.
Em uma visão ampla de “The Smallest Man Who Ever Lived” e “So Long, London”, estas canções estão relacionadas ao sentimento de ser traído, algo constantemente abordado na trama. “I Can Do It With a Broken Heart”, por sua vez, destaca como estas personagens precisam continuar o “show” mesmo em meio a dor.
“Clara Bow” também exerce uma reflexão profunda a respeito do legado da Rainha Anne e a transitoriedade do poder, funcionando como uma espécie de crônica relacionada à ascensão e queda, enquanto “I Hate It Hare” e “The Prophecy” refletem a solidão e tristeza das protagonistas.
Disponível em: Disney+
“The Life Of A Showgirl” – A Última Showgirl

Em uma menção honrosa ao 12º trabalho de estúdio de Taylor Swift e como ele abordará os delírios e questionamentos a respeito da fama, “The Life Of a Showgirl” pode ser facilmente associado à A Última Showgirl (2024), aclamado longa com Pamela Anderson.
Na trama, uma showgirl lida com o desafio de se reinventar e recuperar relacionamentos frágeis, um paralelo surpreendente com os desafios enfrentados pela cantora em quase 20 anos de carreira.
Disponível em: Prime Video (aluguel digital).
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