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A adaptação para anime de Solo Leveling está fazendo um tremendo sucesso neste momento por apresentar uma história repleta de ação com elementos inspirados em jogos de RPG. O cenário de dungeons e batalhas entre caçadores levaram muitos fãs a acreditarem que Solo Leveling é um isekai, o famoso gênero que ganha inúmeros lançamentos a cada temporada de anime.

A presença de portais que conectam o mundo real a uma dimensão alternativa povoada por monstros mágicos parece realmente algo tirado de um isekai padrão. Mas será que Solo Leveling se classifica mesmo nesse gênero?

O que é Isekai?

Reprodução/A-1 Pictures

Isekai é um gênero de anime e mangá que se refere a histórias onde os personagens principais são transportados para um mundo completamente diferente do seu. Isso é frequentemente alcançado através de meios sobrenaturais, como portais mágicos, reencarnação ou através de realidades virtuais.

Além disso, histórias de isekai costumam ter títulos enormes, como That Time I Got Reincarnated as a Slime, The World’s Finest Assassin Gets Reincarnated in Another World as an Aristocrat, Reborn as a Vending Machine, I Now Wander the Dungeon, entre muitos outros.

Essa tendência de títulos longos não é comum nos mangás, apenas nas light novels sobre isekai. Por mais engraçado que esses títulos possam parecer às vezes, essa tática virou um grande apelo de marketing para as light novels. Enquanto os mangás contam títulos curtos com ilustrações detalhadas, as light novels apostam em títulos longos e autoexplicativos para gerar interesse.

Em meados dos anos 2000, quando o anime de Fate: Stay Night ficou famoso, as novels que abordam temas de fantasia começaram a ter mais destaque no mercado. Mas o termo isekai em si só foi conhecido mundialmente quando animes como Sword Art Online e Re:Zero ficaram populares.

Atualmente, isekai virou algo extremamente genérico entre os animes, porque já lançaram tantas animações desse tipo, seguindo o mesmo padrão de história, sem nenhuma inovação. Um ou outro anime ainda consegue se destacar nesse meio, mas a maioria é quase ignorado por serem apenas mais do mesmo.

De acordo com algumas fontes, o Isekai pode ser dividido em 4 categorias: “Portal Quests“, “Imersivo“, “Intrusão” e “Liminal“. Cada um desses tipos apresenta variações na forma como os personagens são introduzidos ao mundo alternativo e como interagem com ele.

  • Portal Quests: Neste tipo de isekai, os protagonistas iniciam suas jornadas sobrenaturais através de um portal mágico, como No Game No Life, onde os irmãos Sora e Shiro são transportados para um mundo governado por jogos.
  • Imersivo: Os isekais imersivos focam mais no cenário ambientado no mundo mágico para os personagens iniciarem uma nova vida dentro de uma outra realidade, como em Re:Zero, onde Subaru Natsuki é transportado para um mundo de fantasia repentinamente.
  • Intrusão: Esse é um tipo de “isekai inverso”, porque os personagens do mundo mágico são enviados ao mundo normal. Por exemplo, The Devil is a Part-Timer! faz parte dessa categoria, levando um Rei Demônio ao Japão moderno, onde não existe magia.
  • Liminal: O Liminal costuma ser uma história que liga eventos de dois mundos diferentes por um portal dimensional ou mágico, como Gate: Jieitai Kano Chi nite, Kaku Tatakaeri, onde criaturas míticas surgem no Japão através de um portal.

O termo continuou bem popular em 2018, sendo o mesmo ano em que estreou a webtoon de Solo Leveling. Conforme a história foi ganhando popularidade, muitas pessoas assimilaram o universo de Solo Leveling com um isekai japonês. Apesar das similaridades, existem muitos debates sobre o gênero da série.

A diferença de Solo Leveling com os Isekais japoneses

Reprodução/A-1 Pictures

O termo fantasia tende a estar intimamente relacionada ao isekai, com a maioria dos títulos ambientados em mundos repletos de elementos como dragões, elfos, demônios e conhecimento mágico.

Os portais que aparecem no mundo de Solo Leveling servem como conexões para uma dimensão repleta de monstros e magia, evocando a sensação de uma jornada para outro mundo. Contudo, a série aborda esses elementos de uma maneira diferente.

Ao contrário de muitos isekais tradicionais, em que a maior parte da história se passa no mundo alternativo, em Solo Leveling, os portais são mais uma ameaça do que um local para exploração contínua. Os caçadores não são teletransportados permanentemente para outro mundo, eles apenas precisam limpar a área para proteger o seu lar.

Solo Leveling, portanto, se encontra em uma linha entre os gêneros de fantasia e isekai, apresentando elementos principais de ambos.

A série não se limita à tradição padrão de explorar um novo mundo e começar uma nova vida. Eventualmente, aqueles que já assistiram muitos isekais vão fazer essa comparação, mas aqueles que conhecem e acompanharam a obra original não classificam Solo Leveling de tal forma.

Além disso, é crucial notar que Solo Leveling se origina de uma webnovel sul-coreana, um tipo de novel que não segue os mesmos padrões dos japoneses focados no isekai. Talvez o anime se enquadre mais em outro gênero, entretanto o Japão, como detentor dos direitos, pode vir a classificar a animação como um isekai mesmo ou da forma que eles preferirem.

A obra original não se classifica estritamente aos padrões do isekai, mas o anime pode ser categorizado como um deles dependendo da perspectiva do público. Essa dualidade de influências vai continuar trazendo muitos debates entre os fãs durante a exibição do anime.

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A web novel original criada por Chugong contou com 14 volumes no total. A obra ganhou uma adaptação em webtoon, ilustrada por Jang Sung-rak, também conhecido como Dubu, CEO do Redice Studio.

A Editora Panini será responsável pela publicação do manhwa no Brasil, após a NewPOP perder os direitos. A obra será publicada desde o Volume 1 a partir de março.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.