
Antes tarde do que nunca! Shazam! chegará aos cinemas em 2019 com direção de David F. Sandberg (Annabelle 2: A Criação do Mal), marcando a primeira aparição do clássico “Capitão Marvel” nos cinemas. O carismático Zachary Levi será o poderoso super-herói, enquanto Asher Angel interpreta seu alter-ego, o garoto Billy Batson.
É um bom momento para dar as caras – franquias de super-heróis estão em alta e lucram absurdos inimagináveis, mas certo desgaste apresenta-se em suas engrenagens. Provas? Cheque os números que estão sendo arrecadados por Liga da Justiça e o resultado de X-Men: Apocalipse em 2016. Se serve de consolo, não é uma exclusividade do subgênero dos capas coloridas: se há uma coisa que a bilheteria de 2017 provou é que o público está de saco cheio de marcas longínquas e ideias triviais.
Piratas do Caribe, um barco à deriva, não conseguiu manter o começo sólido nos mercados nos quais estreou por mais de duas semanas, arrecadando mais de US$ 250 milhões a menos que seu antecessor e colocando seu
Por outro lado, o sucesso absoluto do ótimo Mulher-Maravilha prova que ares refrescantes têm a vez. Além da estreia surpreendente, o longa-metragem de Patty Jenkins exigiu que as pessoas fossem ao cinema novamente e novamente, o que se traduziu em um fôlego assustador que se manteve inabalável por mais de um mês. Neste sentido, Shazam é a outra carta na manga da DC, e não há desculpas para o fracasso: absolutamente todos os conceitos essenciais em torno do personagem são facilmente adaptáveis aos moldes cinematográficos e, além disso, têm forte apelo comercial.
Apenas pense no impacto que um garoto comum, órfão, que se transforma num adulto robusto com uma palavra (“… shazam!”) terá no público infantil. Pense além, nos muitos adultos, pessoas mais velhas, que sempre sonharam em ver seu super-herói favorito da infância nas telonas – Shazam teve o ápice de sua popularidade dos anos 50, desde quando ainda pertencia à falecida Fawcett Comics, aos meados dos anos 70.
Sendo um pouco mais sonhador, digo que é possível que Shazam se torne, para a DC, um caso semelhante ao que o Homem de Ferro representa para a Marvel atualmente, caso tudo dê certo. É uma comparação muito estranha, eu sei, e estabelecer comparativos com Tony Stark é uma das coisas mais clichês da internet moderna. O que quero dizer é que há potencial para que ele se torne um grande nome de diferentes mídias através da fama no cinema.
É só uma questão do quão coerentes serão às qualidades naturais e originais de Shazam, e do quão inteligentes serão em trazê-las ao contexto moderno. Afinal, as crianças definitivamente não são as mesmas de antigamente e os adultos não têm mais a mesma mentalidade que tinham aos dez anos, quando começaram a ler seus quadrinhos.
Talvez, assim, a editora deixe de rebaixá-lo ao status de “Superman B” (a DC gosta de se gabar porque Shazam, originalmente, era um concorrente de Clark Kent) e abra os olhos para o grande pote de ouro que tem guardado em sua geladeira, expandindo sua mitologia nos quadrinhos. E assim, ainda talvez, não precisemos mais ter que engolir em seco a verdade de que Arlequina é o quarto pilar comercial da DC.