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Em um dos movimentos mais inacreditáveis da indústria nesta década, The Adventures of Cliff Booth caiu no colo da Netflix como uma sequência de Era Uma Vez… em Hollywood (2019). Antes disso, o projeto estava nas mãos da Sony Pictures.
Em entrevista à Variety, o chefe da Sony Pictures, Tom Rothman, revelou que o estúdio já tinha um acordo verbal com Quentin Tarantino para financiar e distribuir o filme que, de fato, seria o décimo e último da carreira do cineasta.
Tarantino, no entanto, desistiu de dirigir o projeto e colocou o roteiro de lado. Apaixonado pelo material, Brad Pitt pediu uma chance para salvá-lo e levou a ideia a David Fincher, que parou todos os seus compromissos para aceitar o desafio. Acontece que Fincher tem exclusividade com a Netflix. Para que o filme pudesse acontecer, a Sony precisou abrir mão dos direitos e, devido à boa relação com Tarantino, permitiu que o projeto fosse para outra casa.
“Nós íamos fazer o filme quando Quentin [Tarantino] iria dirigir, mas ele decidiu que não queria mais e mudou de rumo. A única outra pessoa com quem ele se sentia confortável para dirigir seu roteiro era David Fincher, e Fincher era exclusivo da Netflix; então, não queríamos ficar no caminho de ninguém.“, revelou Rothman, admitindo posteriormente que, sim, ficou muito decepcionado por não ter tido a chance de produzir a sequência de Era Uma Vez… em Hollywood (2019).
Situado 8 anos depois do filme original e focado inteiramente no dublê de Rick Dalton, The Adventures of Cliff Booth chega aos cinemas em 25 de novembro. O longa receberá uma janela cinematográfica de 2 semanas e o lançamento na Netflix está previsto para 23 de dezembro.
Este é um dos maiores investimentos da história da Netflix. O orçamento foi de mais de US$ 200 milhões, com Tarantino sozinho ganhando US$ 20 milhões pelo roteiro.






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