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A aquisição da Activision segue resultando em farpas trocadas entre Sony e Microsoft, que agora debatem sobre conteúdo adulto.

No mais recente relatório público da autoridade da concorrência do Reino Unido (CMA), a empresa do PlayStation diz se sentir fragilizada com o processo de compra da Activision, alegando que, se finalizado, o Xbox irá tirar apelo ao seu console entre os consumidores adultos.

Na ocasião, a Sony até respondeu ao comentário da Microsoft sobre o acordo não enfraquecer o PlayStation, já que a Nintendo consegue sobreviver muito bem sem franquias como Call of Duty, alegando que as três empresas não são concorrentes diretas, já que a dona do Switch não foca suas atividades em conteúdo adulto.

“A Microsoft alega que o modelo diferenciado da Nintendo demonstra que a PlayStation não precisa de Call of Duty para competir eficazmente. Mas isto revela a verdadeira estratégia da Microsoft. A Microsoft quer que a PlayStation se torne como a Nintendo, uma concorrente menos próxima e eficaz da Xbox.” – Relatou a Sony.

Ao se defender, a Microsoft disse que isso não procede, pois a Nintendo apresenta em seus consoles até mais conteúdo adultos do que a Xbox, e é sim uma concorrente direta, assim como a Sony.

“A sugestão que a Xbox, PlayStation e Nintendo não são concorrentes próximos é incorreta.” – Começou a Microsoft.

“A Nintendo oferece um conjunto maior de conteúdo adulto do que a Xbox, a CMA representa erradamente o Nintendo Switch como uma console especialmente para as famílias. Tal caracterização negligencia o facto que existe mais jogos adultos/maduros disponíveis na Switch, e são promovidos ativamente, incluindo no canal Youtube da Switch.” – Concluiu a empresa.

Apex Legends, The Witcher 3, Doom Eternal, Wolfenstein II: The New Colossus, Cult of the Lamb, NieR: Automata: The End of YoRHa Edition, Alan Wake Remastered, Crysis Remastered, Outlast, Little Nightmares, Five Nights at Freddy’s e Life is Strange foram citados como exemplos pela Microsoft.

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No momento, a Microsoft luta para conseguir aprovar a compra da Activision Blizzard, que ainda precisa da aprovação de 16 órgãos reguladores em todo o mundo, para ser finalziada.

Até agora, apenas o Brasil e a Arábia Saudita aprovaram o acordo, com vários territórios, incluindo a Comissão Europeia e a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido, tendo anunciado revisões mais aprofundadas do assunto.

Os acionistas da Activision Blizzard votaram para aprovar a aquisição da empresa pela Microsoft ainda em abril deste ano. Mais de 98% das ações votadas em Assembleia Especial foram a favor da transação proposta.

No entanto, a votação não significa que o acordo será concluído, pois ainda está sujeito à investigação dos órgãos governamentais responsáveis.

O discurso dos agentes antitruste do presidente Joe Biden está alimentando os temores dos investidores de que o acordo possa ser bloqueado ou sujeito a atrasos, mesmo que prevaleça.

Além disso, a negociação também precisará da aprovação de outros governos, incluindo a União Europeia e a China. Dessa forma, as coisas ainda devem passar por uma grande burocracia até uma decisão final.

Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.