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Fim de uma era na galáxia muito, muito distante de Star Wars. Após 14 anos de uma gestão marcada por sucessos de bilheteria e turbulências criativas, Kathleen Kennedy está deixando o cargo de presidente da Lucasfilm.

A mudança, efetiva a partir desta semana, reestrutura o comando do estúdio dividindo as responsabilidades:

  • Dave Filoni, protegido de George Lucas e figura central em A Guerra dos Clones e Ahsoka, foi promovido a Presidente e Diretor Criativo.
  • Lynwen Brennan, executiva veterana da casa, assume como Copresidente, focando na parte administrativa e de negócios.

Essa divisão entre criativo e administrativo espelha o modelo usado pela Disney na Pixar e pela Warner Bros. na DC Studios. Ambos se reportarão a Alan Bergman, copresidente da Disney Entertainment.

Kennedy não se afastará imediatamente da franquia. Ela atuará como produtora nos próximos dois grandes lançamentos do estúdio: O Mandaloriano e Grogu (que estreia em 21 de maio deste ano) e Star Wars: Starfighter (previsto para 2027). Posteriormente, ela seguirá como produtora independente.

Sua gestão foi responsável pelo relançamento da saga com O Despertar da Força e sucessos como Rogue One e a série Andor. No entanto, também enfrentou críticas por projetos cancelados, a recepção negativa de A Ascensão Skywalker, o fracasso de Solo e controvérsias recentes envolvendo a série The Acolyte.

A ascensão de Filoni é vista como uma tentativa de alinhar a visão criativa do estúdio com a essência deixada por George Lucas, embora analistas apontem o desafio de tornar suas tramas, muitas vezes profundas no “lore”, acessíveis ao grande público. A expectativa é que a nova liderança encerre o período de estagnação e acelere o desenvolvimento de novos projetos.

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