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Em comunicado oficial, foi anunciado que a Nippon TV planeja a aquisição de 42,3% das ações majoritárias do Studio Ghibli, responsável por clássicos como Meu Amigo Totoro, A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado, entre outros.

De acordo com um porta-voz, assim que a negociação for concluída, a emissora japonesa planeja enquadrar a empresa como uma subsidiária.

Co-fundador e produtor do Studio Ghibli, Toshio Suzuki apontou que a aquisição está em andamento há algum tempo, e a busca do estúdio por um sucessor motivou a compra.

Após a morte de Isao Takahata, Hayao Miyazaki e Suzuki ainda permanecem como os pilares da companhia. No entanto, ambos têm mais de 75 anos e estão ansiosos para encontrar novas lideranças.

O mais interessante é que Goro Miyazaki, filho de Hayao, dirigiu Tales From Earthsea e Earwig and the Witch, tendo recusado várias ofertas para assumir a liderança nos últimos anos.

Leia mais sobre Studio Ghibli e The Boy and the Heron:

The Boy and the Heron arrecadou 7,95 bilhões de ienes (US$ 55 milhões) no Japão.

Joe Hisaishi (A Viagem de Chihiro, Princesa Mononoke, Meu Amigo Totoro) compôs a trilha musical, enquanto Kenshi Yonezu, conhecido pelos temas de abertura de Chainsaw Man e My Hero Academia, interpretou a música-tema intitulada “Chikyūgi” (Globo).

Do que se trata a história?

Um jovem garoto chamado Mahito, em luto por sua mãe, se aventura em um mundo compartilhado por vivos e mortos. Lá, a morte chega ao fim e a vida encontra um novo começo. Uma fantasia semiautobiográfica sobre vida, morte e criação, em tributo a amizade, da mente de Hayao Miyazaki.

A trama do longa-metragem é inspirada no romance de Genzaburō Yoshino, publicado no Japão em 1937. Segundo Miyazaki, o livro é muito importante para o protagonista.

Lançamento sem marketing

Antes da estreia nos cinemas japoneses, The Boy and the Heron não recebeu trailers, sinopses ou imagens promocionais. O único material de marketing divulgado foi um pôster.

Toshio Suzuki, responsável pela estratégia, queria resgatar a época quando se ia ao cinema sem saber muito sobre determinado filme, ao contrário dos tempos atuais com excesso de informação.

Miyazaki demonstrou receio com a estratégia, mas decidiu confiar em Suzuki. No final, deu tudo certo.

Vale destacar que essa também foi a primeira animação a receber lançamento simultâneo em IMAX, e conseguiu a maior bilheteria de abertura em salas do formato no país.



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