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Finalmente o dia 1 de abril chegou e trouxe consigo a estreia do segundo filme da franquia Super Mario Bros. através da parceria da Nintendo com a Illumination. Desta vez, o longa faz parte da comemoração dos 40 anos do encanador bigodudo e já chegou quebrando recordes de bilheteria nos Estados Unidos. E não é pra menos: o primeiro filme foi um grande sucesso, arrecadando mais de 1.3 bilhão de dólares, se tornando o maior sucesso de 2023.
Agora, 3 anos depois, Super Mario Galaxy: O Filme chega para expandir ainda mais o universo apresentado no seu antecessor, enchendo a telona de referências constantes a diversos jogos e personagens da Nintendo, enquanto se transforma em uma viagem nostálgica pela própria história do personagem.
Antes de mais nada, devo avisar que o filme possui um ritmo muito mais acelerado que o primeiro, além de entregar uma narrativa que deixa o desenvolvimento de personagens e se concentra unicamente em uma sequência frenética de cenas de ação. Mas, é claro, existe um momento mais tranquilo e ele está bem no seu início.

Sim, Super Mario Galaxy: O Filme começa já apresentando Rosalina, personagem conhecida dos games, como a figura materna das Lumas. Dentro do Observatório de Cometas, onde ela vive uma vida tranquila enquanto lê histórias para as estrelinhas, mas acaba sendo interrompida pelo grande vilão deste novo filme, Bowser Jr., que a rapta como parte de um plano para resgatar seu pai, Bowser, e também dominar o universo.
Enquanto isso, Mario e Luigi agora já são os grandes heróis do Reino do Cogumelo, resolvendo diversos problemas e, em um deles, acabam encontrando Yoshi. A introdução do dinossauro é acompanhada de um flashback e seguida por inúmeras piadas que se baseiam nas suas habilidades esquisitas. Daí pra frente, podemos dizer que o dinossauro está totalmente integrado na equipe, se tornando um dos principais elementos nos desafios que Mario encontra pela frente.
Mas tudo isso é só o começo, já que os eventos do filme acabam levando todos os personagens principais ao espaço enquanto o filme todo gira em torno de dois resgates que acontecem de lados opostos: Mario e seus amigos lutam para resgatar Rosalina das mãos de Bowser Jr., o filho de Bowser. Enquanto o vilão vai em busca de seu pai, que vive como uma miniatura presa dentro do castelo desde o primeiro filme.

Agora vamos ao que interessa: Provavelmente você já deve ter ouvido falar do filme anteriormente e, sim, o longa traz uma quantidade frenética e quase imparável de participações e referências às franquias da Nintendo e jogos do Mario. Algumas aparecem de forma muito natural que se encaixam perfeitamente na história, enquanto outras estão ali apenas para se tornarem assunto dos fãs em sites e rodas de conversa após a exibição do filme. Ainda assim, nenhuma delas pode ser considerada como exagerada ou fora do contexto.
E, embora o filme traga o nome de um dos jogos mais amados do personagem, Super Mario Galaxy, ele está longe de ser uma adaptação fiel do mesmo. Existem vários momentos que trazem detalhes, cenários e músicas de outros jogos da franquia, realmente se apresentando como uma espécie de comemoração do aniversário do protagonista.
Como dito antes, o longa é composto por uma sequência acelerada de eventos cheios de ação que tomam todo o filme. É um grande show de luzes, movimentos e piadas, algo que encanta as crianças menores, que são o público-alvo da produção, mas que talvez não agrade o público mais velho como um todo. Embora eu saiba que os fãs da Nintendo vão curtir participar de uma caçada de pequenos easter-eggs, eu preciso deixar claro que este filme não é igual ao primeiro.

Um dos maiores problemas do filme é a falta de foco em uma premissa básica, o longa é uma viagem divertida e engraçada em seu todo, mas que acaba perdendo oportunidades para dar a razão de cada personagem existir. Mesmo Rosalina e Yoshi tendo uma boa introdução que os apresenta ao público, o desenvolvimento desses dois personagens deixa muito a desejar, o que pode ser meio decepcionante para alguns.
Não apenas isso, um dos fatores mais elogiados do primeiro filme foi a dinâmica entre Donkey Kong e Mario. A dupla começa com uma rivalidade engraçada que acaba evoluindo para uma amizade bacana. Já no novo filme, o grande crossover se dá com Fox McCloud, o protagonista da série Star Fox, que é reduzido a mais uma das tantas formas de Mario e seus amigos navegarem no espaço, colocando-o como um Han Solo sem o mesmo carisma de Harrison Ford.
Não me leve a mal, eu gosto das adições do filme, mas acho que a melhor delas acaba sendo justamente o Bowser Jr., já que além de se mostrar como o grande vilão do filme, ele ainda ganha um bom desenvolvimento, algo que não se dá apenas pelo tempo de tela, mas pelas motivações apresentadas. Bowser Jr. é um vilão fruto da criação de seu pai e que aparece para puxá-lo de volta para o lado sombrio depois de Bowser se apegar aos encanadores em um processo de reabilitação.

No fim, Super Mario Galaxy: O Filme é um grande espetáculo que busca homenagear os 40 anos de um dos maiores ícones da indústria dos games e da cultura pop como um todo. O filme consegue chamar a atenção dos pequenos com cenas empolgantes e muita aventura, mas talvez não seja o longa favorito na franquia para os mais velhos, já que existe uma clara divergência de narrativa em relação ao seu antecessor, evitando que ele tenha o mesmo impacto.
E, claro, se você é fã da Nintendo, prepare-se para passar mais de 1 hora apontando o dedo para a tela e mostrando que você conhece cada local, power-up ou personagem que aparecer na sua frente, enquanto celebra o fato deles finalmente terem uma versão cinematográfica. Para esta parcela do público, o longa é um verdadeiro banquete.
- Um verdadeiro espetáculo de cenas de ação e aventura
- Muitas referências para os fãs da Nintendo
- Ritmo empolgante
- História mais fraca que a do primeiro filme
- Personagens não tem desenvolvimento
- Fox McCloud merecia mais






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