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Atenção: o texto a seguir contém spoilers de Supergirl!

O final polêmico de Supergirl gerou discussões recentes, e a roteirista Ana Nogueira revelou a decisão narrativa por trás da conclusão. Nogueira explicou que o desfecho da adaptação cinematográfica foi definido logo nas primeiras etapas de desenvolvimento do projeto.

O material de origem mostra Ruthye aparentemente executando Krem em um futuro distante da linha temporal principal. A equipe criativa concluiu que um salto temporal não funcionaria na tela e optou por alterar a dinâmica entre os personagens durante o ato final, com a própria protagonista assumindo a responsabilidade de executar o vilão.

Em entrevista para a Variety, Nogueira detalhou a sua interpretação sobre a obra original para justificar a mudança: “Os quadrinhos terminam com Ruthye matando Krem, mas em um futuro muito, muito distante, e sabíamos que não íamos conseguir fazer esse tipo de salto temporal, e eu acho que é um final bem sombrio dos quadrinhos.

Ele essencialmente mudou, e ela o mata mesmo assim, porque ela ainda tem essa raiva, e você entende que há esse elemento de merecimento, certo?“, disse. A declaração aponta que a produção buscou uma abordagem diferente para poupar a jovem de um peso moral intenso na adaptação.

Nogueira aprofundou a justificativa abordando a transferência de responsabilidade na tela: “Então, queríamos criar um vilão que merecesse isso, mas também queríamos que Kara se importasse em preservar a inocência de Ruthye, e que sentisse que poderia assumir matá-lo, que ela poderia ser a pessoa a trazer justiça para esse homem, e fazer isso sem sobrecarregar essa criança.

É diferente para Supergirl, e acho que vai parecer diferente para o público“, concluiu a roteirista. A visão apresentada, no entanto, levanta um debate sobre uma possível interpretação equivocada da roteirista em relação ao desfecho da obra original.

O encerramento de Supergirl: A Mulher do Amanhã possui uma construção narrativa bastante ambígua e não deixa concretizado que Krem realmente morreu. Tom King já admitiu publicamente que, em sua visão autoral sobre a história, o antagonista continua vivo no final da trama.

A estrutura de roteiro se assemelha ao desfecho de Batman: A Piada Mortal, onde cabe inteiramente ao leitor refletir se Batman executou o Coringa ou não. A ausência de uma resposta definitiva serve justamente para prolongar o debate sobre os limites éticos dos heróis nas páginas.

Curiosamente, na adaptação animada de Batman: A Piada Mortal, os realizadores removeram toda a ambiguidade da mesma forma que foi feito agora com Supergirl.

A trama acompanha a jornada intergaláctica da heroína kryptoniana em busca de vingança ao lado de uma jovem alienígena. O elenco principal destaca Milly Alcock (A Casa do Dragão) assumindo o manto titular, enquanto Craig Gillespie (Cruella) assina a direção.

Supergirl está agora em cartaz nos cinemas do Brasil.

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