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É julho de 2025, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025) e Superman (2025) finalmente acertam o tom dos títulos mais tradicionais de Marvel e DC. Nenhum dos dois filmes, no entanto, faz isso de maneira inédita.
Do final da década de 90 para o começo dos anos 2000, um cineasta de Montana mostrou para milhões de crianças o que esses personagens significam e, hoje adultas, estas estão emocionadas.
É claro que falo de Brad Bird, que fez alguns dos melhores filmes de Quarteto Fantástico e Superman sem sequer usar os personagens.

O Gigante de Ferro (1999) é filme sobre um ser poderoso de outro planeta, que aprende sobre a humanidade e o heroísmo, e decide se sacrificar por nós. O Super-Homem, inclusive, é citado nominalmente no filme.
Os Incríveis (2005), por sua vez, é uma história sobre como lidar com as complexidades da vida familiar é tão, ou mais, complicado do que lutar contra supervilões.
De forma até descarada, temos: o Sr. Incrível como um herói com superforça, como o Coisa; A Mulher-Elástico, que se estica como o Sr. Fantástico; Violeta, que tem poder de invisibilidade e faz campos de força, como a Mulher Invisível; Flecha, que com supervelocidade e completa o quarteto; e o recém-nascido Zezé, que tem poderes múltiplos e imprevisíveis, como Franklin Richards no filme da Marvel Studios. Gente, existe até uma versão do que seria o Toupeira e o povo da subterrâneo na animação da Pixar.

Não só os personagens são parecidos, mas os temas também. Tal qual Os Incríveis (2005), Superman (2025) fala sobre como ser genuinamente bom em um mundo cínico é algo subversivo.
Quarteto Fantástico (2025), por sua vez, remete a O Gigante de Ferro (1999) em sua mensagem sobre como a empatia pode unir as pessoas, mesmo diante do ceticismo e da destruição iminente.
Muitos dizem que a Marvel Studios definiu o cinema de super-heróis. Eu discordo. O estúdio da Disney, de fato, foi muito importante para a popularização do subgênero. No entanto, Brad Bird foi o verdadeiro responsável por definir como as aventuras dos quadrinhos poderiam se tornar interessantes no cinema do século 21.
O fato de os dois filmes, que muitos apontam estarem salvando o subgênero do ostracismo, serem tão parecidos em tom com O Gigante de Ferro (1999) e Os Incríveis (2005), só reforça o quanto Bird foi um cineasta à frente do seu tempo.
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Você consegue alugar ou comprar a sua cópia digital de O Gigante de Ferro (1999) nas principais plataformas digitais. Os Incríveis (2005), por sua vez, está disponível no Disney+.






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