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Dentre os vários elementos característicos de Supernatural, a árvore genealógica dos Winchester é um dos mais curiosos. Ela representa o equilíbrio perfeito entre a força e o conhecimento, e é por isso que Sam e Dean conseguiram fazer o que ninguém mais fez: parar o Apocalipse e ditar as suas próprias regras para anjos e demônios.
Neste artigo, ajudo você a entender como essa família foi construída, levando em consideração não apenas a série principal, mas também o derivado Os Winchesters.
O lado materno: O sangue dos caçadores
Tudo o que Sam e Dean sabem sobre caçar monstros vem do lado materno. A família Campbell caça criaturas das trevas desde que chegou aos EUA, vinda da Europa.
Samuel e Deanna Campbell

Os avós maternos de Sam e Dean, Samuel e Deanna Campbell, foram apresentados no clássico episódio de viagem no tempo “No Início“, da 4ª temporada, e ganharam ainda mais destaque no derivado Os Winchesters. A grande reviravolta é que eles foram os caçadores “raiz“, e foi deles que Mary herdou o ofício que tentou esconder de John.
Mary Winchester

Forçada a ser uma caçadora pelos pais, Mary sempre quis fugir dessa vida, mas o destino não deixou. Em 1973, após ver os seus pais e o seu namorado John serem mortos por Azazel, ela fez um pacto para reverter a situação em troca de permitir que o demônio entrasse na sua casa dez anos depois. Foi esse acordo que levou à sua morte em 1983 e deu origem à jornada de Sam e Dean.
Ela foi ressuscitada por Amara (A Escuridão) no final da 11ª Temporada, e virou uma personagem importante nas temporadas finais de Supernatural.
O lado paterno: O Legado dos homens das letras
Durante anos, pensamos que John Winchester era apenas um ex-fuzileiro que aprendeu a caçar do zero. Errado! O lado Winchester traz uma herança intelectual e mística.
Henry Winchester

Introduzido no 12º episódio da 8ª temporada de Supernatural, Henry, o avô paterno, fazia parte dos Homens das Letras — uma sociedade secreta que guardava todo o conhecimento sobrenatural do mundo. Ele viajou no tempo para escapar de um demônio e morreu para proteger seu legado.
O desaparecimento de Henry em 1958 foi o que moldou a infância traumática de John Winchester. John cresceu acreditando que o pai o tinha abandonado, sem saber que Henry, na verdade, tinha morrido no futuro.
É desse lado da família que vem o intelecto de Sam. Sem Henry, os Winchester jamais teriam as ferramentas necessárias para derrotar entidades como A Escuridão.
Vale ressaltar que Henry foi casado com uma mulher Millie, que é, consequentemente, a avó paterna dos rapazes.
John Winchester

Se Mary era a motivação e os avós eram o legado, John Winchester foi o motor que colocou a série em movimento. Ele é o ponto exato onde as duas linhagens — a força dos Campbell e o intelecto dos Winchester — se fundiram, embora ele mesmo tenha passado quase a vida toda sem saber disso.
John não foi apenas um pai azarado. Na mitologia da série, ele era o recipiente original do Arcanjo Miguel. O Céu manipulou o seu encontro com Mary para que o sangue das duas famílias criasse Sam e Dean, os peões finais do Apocalipse.
Após a morte de Mary, John transformou a criação dos filhos num treino militar. Ele foi o responsável por escrever o famoso Diário, que serviu de guia de sobrevivência para Sam e Dean durante as primeiras temporadas.
John teve um fim heroico e trágico no início da 2ª Temporada, quando entregou a sua alma para o demônio Azazel em troca da vida de Dean. Ele provou que, apesar de todos os erros como pai, o seu amor pelos filhos era a sua maior força.
Os Irmãos: Sam, Dean e… Adam?
Sim, não nos podemos esquecer do “terceiro irmão“.
Dean e Sam

Nem preciso falar muito, são os protagonistas: Dean, os músculos, e Sam, o cérebro. Foram treinados ou criados de forma abusiva pelo pai? Pouco importa. O fato é que isso foi determinante para que eles salvassem mundo múltiplas vezes.
Adam

Se existe alguém que realmente sofreu por ser um Winchester, esse alguém foi Adam Milligan. Muitas vezes esquecido pelos fãs — e pelos próprios irmãos durante várias temporadas —, Adam é filho de John Winchester com a enfermeira Kate Milligan.
Como Adam possuía o sangue Winchester, ele também era um recipiente adequado para os Arcanjos. Quando Dean recusou dizer “sim” a Miguel para o Apocalipse, os anjos ressuscitaram Adam — que havia sido morto pelos Carniçais antes mesmo de sua primeira aparição na série — para usá-lo como o plano alternativo.
O momento mais trágico de Adam foi o final da 5ª Temporada, quando ele caiu na Jaula de Lúcifer junto com Sam. Sam foi ressuscitado, mas Adam ficou preso no Inferno por anos, sendo torturado por Miguel e Lúcifer.
Ele só teve a sua redenção no episódio 8 da 15ª Temporada, quando voltou à cena com uma relação de simbiose com o Arcanjo Miguel, mostrando uma grande mágoa com seus seus irmãos.
Dean Winchester II

Membro mais jovem da família Winchester, Dean II é o filho de Sam. Ele aparece no episódio final da série, intitulado “Carry On“, durante a montagem que mostra a vida de Sam após a morte de Dean.
Diferente de quase todos os outros membros da família citados anteriormente, Dean II é o primeiro Winchester em gerações a crescer em um ambiente de paz e normalidade.
Além do Sangue: Jack e Bobby
Em Supernatural, aprendemos que “família não termina no sangue“.
Bobby Singer

Introduzido no final da 1ª temporada, Bobby surgiu para ajudar Sam e Dean a encontrar John Winchester, e virou um dos personagens mais amados de toda a série.
Basicamente um pai adotivo, Bobby deu aos rapazes o que John, na sua obsessão, muitas vezes não conseguiu: apoio emocional e um lar. Ele foi o homem que deu afeto a Sam e Dean e também os preparou para enfrentar o Diabo.
A sua morte na 7ª Temporada, no episódio 10, é considerada uma das mais tristes de toda a série. Mesmo após a morte, Bobby continuou a aparecer como fantasma, provando que o mundo de Supernatural não funciona sem ele.
Jack Kline

Se Sam e Dean passaram a vida lutando contra o que o destino lhes impôs, Jack Kline é a prova de que é possível vencer a própria natureza. Sendo um Nephilim — filho de uma humana com o Arcanjo Lúcifer —, Jack tinha tudo para ser o vilão final, mas acabou por se tornar o sucessor espiritual do legado dos Winchester.
Jack foi introduzido no final da 12ª Temporada. O seu nascimento foi um dos eventos mais temidos do universo.
Embora Lúcifer seja o seu pai biológico, Jack rejeitou essa linhagem. Ele escolheu Sam, Dean e Castiel como os seus “três pais“. Essa dinâmica mudou a série, transformando os irmãos Winchester em mentores e figuras paternas, fechando o ciclo iniciado por John e Bobby.
Jack possui um poder quase ilimitado, o que o tornou alvo de anjos, demônio e do próprio Deus (Chuck). A sua jornada na série é uma luta constante para aprender a usar esse poder para o bem, enfrentando crises de identidade e a perda da sua alma.
No clímax da 15ª Temporada, Jack cumpre o seu propósito final ao absorver o poder de Chuck e tornar-se o novo Deus. Diferente do seu antecessor, Jack optou por permitir que a humanidade tivesse, pela primeira vez, o verdadeiro livre-arbítrio.






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