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O filme Elio, da Pixar, enfrentou uma produção “catastrófica”, marcada por mudanças significativas que incluíram a saída da atriz America Ferrera, a troca de diretores e a remoção de temas LGBTQIA+. Fontes internas revelaram ao Hollywood Reporter que a versão original do diretor Adrian Molina (de Viva: A Vida É Uma Festa) apresentava Elio com traços queer.
No entanto, após uma exibição teste e feedback da liderança da Pixar, essa caracterização foi gradualmente suavizada.
Problemas nos bastidores e reflexo na bilheteria
Detalhes como o interesse do protagonista por moda sustentável e a sugestão de um interesse amoroso masculino foram removidos ou atenuados. Molina deixou o projeto após as alterações em sua visão original, sendo substituído por Madeline Sharafian e Domee Shi.
America Ferrera, escalada inicialmente para ser a mãe de Elio, também saiu do elenco, sendo substituída por Zoe Saldaña como a tia do personagem, devido a conflitos de agenda e frustração com as constantes mudanças de roteiro, além da remoção da representação latina na liderança.
Apesar de receber 81% de aprovação no Rotten Tomatoes, Elio teve a pior abertura na história da Pixar nos EUA, arrecadando apenas US$ 20,8 milhões, com um custo de produção estimado em mais de US$ 200 milhões. Ex-funcionários expressaram descontentamento com as mudanças e questionam o compromisso da Pixar com a diversidade.
Muitos acreditam que as decisões de suavizar os temas LGBTQIA+ partiram da própria Pixar, por uma “obediência antecipada” à Disney, e não por imposições diretas da empresa-mãe. Isso reacende o debate sobre liberdade criativa e representatividade no estúdio.
Elio segue em cartaz nos cinemas do Brasil.
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Fonte: Hollywood Reporter