Comentários
TalesOfSeries

Olá pessoal tudo bem? Estou iniciando uma série de posts/artigos sobre JRPGs aqui no Blog, e estarei iniciando com uma série que me encantou assim como lhe encantará também, se você der a oportunidade. Trata-se da série Tales Of, da Bandai Namco (anteriormente Namco Bandai Games, em sua subsidiária, a Namco Tales Studio). Irei dar um tratamento especial para essa série, não apenas porque ela merece, mas também porque acredito que ela deveria ser mais popular do que é, por possuir elementos que podem agradar tanto os gamers hardcores como os casuais também pelos combates fluídos e divertidos.

Estou trazendo para vocês um histórico completo dos títulos principais da franquia e logo após, irei explicar as mecânicas principais que caracterizam a franquia e como ela repercute pelo mundo, espero que gostem! Vamos lá!

Em 15 de dezembro de 1995, foi lançado no Japão, para o console Super Famicom (conhecido no ocidente como Super Nintendo), o primeiro jogo de uma franquia que sobrevive bem até os dias de hoje, o Tales of Phantasia, que só encontrou o seu caminho até a língua inglesa em março 2006, com o lançamento de sua versão para GBA (Game Boy Advance). O jogo contava a história de Cless, um cavaleiro que tem a sua cidade natal destruída e segue em sua missão para defender o planeta de um ser maligno, o Dhaos.

Capa de Tales of Phantasia para Super Famicom
Capa de Tales of Phantasia para Super Famicom

Mas por incrível que pareça, o Phantasia não foi o primeiro Tales a atingir as terras de língua inglesa, em setembro de 1998, foi lançado o segundo jogo da franquia principal da série Tales of, o Tales of Destiny, que veio a ser considerado um dos melhores jogos de todos os tempos no Japão (referência). O jogo conta com um enredo impecável, personagens marcantes e basicamente o mesmo sistema de combate e evolução de personagens utilizado no Phantasia.

Um de seus personagens, o Leon Magnus, foi eleito como o personagem mais marcante de toda a história da franquia até pouco antes do lançamento do Tales of the Abyss (2005), tendo o seu posto substituído por Yuri Lowell, protagonista do Tales of Vesperia (2008) nas votações subsequentes, mas se mantendo no Top 3 até hoje (Link do Abyssal Chronicles com o ranking da última votação).

Imagem do remake de Tales of Destiny para PS2.
Remake de Tales of Destiny para PS2 lançado em 2006.

Em novembro de 2000, foi lançado no Japão o terceiro título da série, o Tales of Eternia, que chegou aqui em setembro de 2001, pouco menos de um ano do lançamento japonês.

O jogo manteve o padrão estabelecido pelo remake do Phantasia para PSOne e incluiu também cenas de animação. Entre as maiores mudanças neste título foi a mudança na direção de arte dos personagens, principalmente nas batalhas, que passaram a ter uma anatomia menos deformada, estilo que foi aprimorado e mantido pelos outros jogos 2D da série dai para frente. Além disso, o combate também foi aprimorado, ficando mais fluído e divertido. O jogo também entrou para o ranking de melhores jogos conseguindo melhor colocação do que o Tales of Destiny.

Por motivos de direitos autorais com o nome “Eternia”, a empresa decidiu lançar no ocidente com o nome de Tales of Destiny II, para confundir a cabeça dos fãs da série para todo o sempre. Por que confundiria? Mais abaixo você saberá 😉

Personagens em Tales of Eternia ficaram menos nanicos.
Personagens em Tales of Eternia ficaram menos nanicos.

Em 2002, Destiny volta as para os consoles japoneses na forma de Tales of Destiny II (Que as confusões comecem). Sim, um jogo totalmente diferente do Eternia, que não tinha ligação direta com o Tales of Destiny, mas o Destiny II (japonês) sim, é a continuação direta do primeiro, infelizmente nunca chegamos a vê-lo em inglês…

Judas, personagem icônico e bastante popular que foi introduzido em ToD2.
Judas, personagem icônico e bastante popular que foi introduzido em ToD2.

O Tales of Destiny II, foi o primeiro jogo da franquia a utilizar o sistema de Grades, pontos que são acumulados durante o jogo para que ao final, possam ser gastos para comprar benefícios e jogar do início novamente retendo algumas coisas e ativando recursos especiais como aumento de experiência ganha durante as batalhas, dinheiro, etc…

Graficos de Tales of Destiny 2 sofreram upgrades consideráveis.
Graficos de Tales of Destiny 2 sofreram upgrades consideráveis.

Em agosto de 2003, a Namco Tales Studio lançou o que viria a ser um dos maiores Tales Of de todos os tempos, o Tales of Symphonia, que trouxe atualizações drásticas para a série, como o uso de modelos 3D fora e dentro dos combates, mantendo as animações 2D nas cutscenes com padrão elevadíssimo e sistema de combate atualizado e bem mais sofisticado, Tales of Symphonia ainda é considerado por muitos nos dias de hoje, o melhor Tales Of de todos os tempos. Apesar de ter sido o primeiro da franquia a utilizar gráficos 3D, o sistema de combate ainda era completamente linear…

Tales of Symphonia utilizou pela peimeira vez na franquia, gráficos 3D com Toon Shader.
Tales of Symphonia utilizou pela peimeira vez na franquia, gráficos 3D com Toon Shader.

O Playstation 2, em 2004, estreou o seu primeiro título da franquia, o Tales of Rebirth, que contou com o protagonista Veigue, um cara muito persistente que não desiste de gritar para o mundo inteiro KUREAAA! Haja fôlego…

O jogo resolveu “regredir” nos gráficos, utilizando o 2D novamente, porém muito mais refinado do que nos jogos anteriores que seguiram o estilo. E sinceramente, ficou muito bom! Porém o jogo também inovou em alguns aspectos, o sistema de combate por exemplo, adicionou um aspecto tático que possibilitava o jogador posicionar os personagens em 3 linhas de ação, podendo ordenar que alguns personagens pudessem ficar mais à frente ou mais atrás.

Tales of Rebirth volta atrás e resolve apostar em gráficos 2D refinados.
Tales of Rebirth volta atrás e resolve apostar em gráficos 2D refinados.

Em 2005 (2006 nas Américas), foi a vez de Tales of Legendia, que veio com modelos 3D novamente e um enredo mais focado nos personagens. Este jogo foi quem me fez ficar fissurado até os dias de hoje em qualquer jogo da franquia que apareça. eu pensei “não importa qual jogo da série Tales Of eles façam, vai ser bom!”.

O estilo de arte é um pouco diferente do Symphonia, os personagens ficaram um pouco mais fofinhos e o enredo ficou um pouco mais clichê do que os anteriores, porém a história continua envolvente e apesar dos personagens serem meio bobos em alguns momentos, em outros eles passam por situações…., tensas! :P, vou evitar dar spoilers, joguem! vale cada segundo. A história da vida de Senel vai lhe deixar bastante imerso. Só achei meio desconexo as histórias que seguem após o final do jogo (meio que uma continuação dentro do próprio jogo???). Ah sim, Shirley pode ser um pé no saco…

Tales of Legendia volta a postar nos gráficos 3D.
Tales of Legendia volta a postar nos gráficos 3D.

MIND BLOWING NUMBER ONE! Em 2005 (POUQUINHO depois do Legendia), 2006 para as Américas, veio o Tales of the Abyss para revolucionar o sistema de batalha que já vinha sendo aprimorado a cada título, permitindo que agora, ao segurar um botão, o jogador pudesse andar com o personagem que ele controla andar em qualquer direção! Fora isso, o sistema de AD Skills adicionou bastante opção de customização dos personagens, deixando o que já era orientado a diversão, mais divertido ainda!

Fora isso…, alguns personagens interessantes, um protagonista mimado que faz bullying com um bichinho fofinho (tá, ele amadurece, mas…, né?), uma clériga bonitona, cantora e braba, inimigos clássicos, um aliado super poderoso que anda com você o tempo todo mas não luta e por último, ignore o enchimento de saco de Anise, mas não se preocupe, Jade Curtiss é um dos personagens mais incríveis que você encontrará em um RPG. A história não me animou muito, mas agradou muita gente.

O jogo se tornou o Tales Of de maior pontuação no ranking da Famitsu de melhores jogos no Japão e vendeu absurdamente. Posteriormente, foi lançado um Port para 3DS onde a principal mudança foram os elementos 3D estereoscópico.

Os gráficos e a jogabilidade de Tales of the Abyss revolucionaram a franquia que já era única.
Os gráficos e a jogabilidade de Tales of the Abyss revolucionaram a franquia que já era única.

Em 2007, a franquia principal estreou para Nintendo DS, com o Tales of Innocence, não tenho muito para falar sobre esse título que nunca saiu do Japão, nem em seu remake para PS Vita em 2012, apesar de que gostaria muito de por as mãos nele. O jogo trouxe para o DS, gráficos 3D e uma combinação do sistema de movimentação do Tales of the Abyss e de combos aéreos do Tales of Destiny, o que ao meu ver, é uma grande façanha para o portátil que possui um hardware como o DS. Ainda existem esperanças de o jogo vir para o Ocidente, quem sabe? Se o Hearts R fizer sucesso, talvez a NB possa pensar melhor sobre o destino deste título.

Imagem do remake do Tales of Innocence para PS Vita com conteúdo atualizado.
Imagem do remake do Tales of Innocence para PS Vita com conteúdo atualizado.

O único Spinoff da franquia que irei mencionar neste artigo, é o Tales of Symphonia: Dawn of The New World, pois é o Spinoff que mais vejo fãs por ai. O jogo revisita o primeiro, encontrando personagens do mesmo e trazendo a nostalgia de volta.

As batalhas dessa vez possuiem um elemento diferente, a utilização de monstros como membros da equipe…? Pessoalmente eu acho um pouco estranho, mas o jogo conseguiu atingir um bom número de vendas, entrando pro ranking semanal de vendas em seu lançamento.

Tales of Symphonia: Dawn of the New World utiliza monstros para completar a equipe.
Tales of Symphonia: Dawn of the New World utiliza monstros para completar a equipe.

Em 2013, foi anunciado um remake do primeiro Tales of Symphonia e do Dawn of the New World remasterizados em uma coletânea para Playstation 3, com alguns conteúdos adicionais e com direito a uma edição de colecionador também! Esta edição foi chamada de Tales of Symphonia Chronicles.

Remake dos 2 Tales of Symphonia para PS3 remasterizados.
Remake dos 2 Tales of Symphonia para PS3 remasterizados.

MIND BLOWING NUMBER TWO: Em 2008, foi lançado o Tales of Vesperia, o que para mim, é o melhor título da franquia. Simplesmente tudo nele é espetacular, os gráficos em cel shading, os personagens (Yuri Lowell e Flynn Scifo, topo dos polls de personagens da série até hoje), o enredo, a narrativa, o sistema de batalha, customização dos personagens, sistema de AD Skills na forma de Skill Points, que agora fica atrelado aos equipamentos, podendo ser aprendidos ao utilizá-los uma quantidade X de vezes ou enquanto estiver usando o equipamento, a trilha sonora, o design dos personagens, até mesmo as fantasias que puxaram de uma das minhas séries favoritas (Judith + KOS-MOS?), e que tal um mascote cachorro com uma cicatriz no olho e que na verdade não é um mascote…, e sim um personagem jogável muito valente e destemido?

Personagens de Tales of Vesperia, os melhores da franquia.
Personagens de Tales of Vesperia, os melhores da franquia.

Para dizer que nada é perfeito, a versão…, digamos, extendida do jogo, para PS3, foi lançada apenas no Japão…, mesmo com a legião de fãs enchendo o saco da NB, nada foi feito, ou melhor, aparentemente nada pôde ser feito, tudo indica que a Microsoft pagou pela exclusividade do jogo para a sua plataforma no ocidente, restando apenas a esperança imortal dos fãs…

Patty Fleur, personagem disponível apenas na versão Japonesa de Tales of Vesperia...
Patty Fleur, personagem disponível apenas na versão Japonesa de Tales of Vesperia…

Se existe alguma esperança para que o título venha para cá no PS3, eu faço este apelo agora, por favor Bandai Namco, Mr. Hideo Baba, não deixem a sua obra prima de fora, mostrem ao mundo a forma completa do maior Tales Of já produzido, obrigado!

O jogo também recebeu um longa metragem no cinema que conseguiu fazer bastante sucesso, ao contrário das outras produções de animação stand alone da franquia que não se deram tao bem…, chamado de Tales of Vesperia: The First Strike.

Tales of Vesperia: The First Strike, prelúdio conta a história de Yuri militar e Repede bebê.
Tales of Vesperia: The First Strike, prelúdio conta a história de Yuri militar e Repede bebê.

Enfim…, enquanto lamento a não-vinda da versão completa de Tales of Vesperia para o PS3 no ocidente, seguimos para frente, ainda em 2008, Tales of Hearts para Nintendo DS, o jogo trouxe uma inovação um tanto quanto inusitada, a possibilidade de jogar o jogo inteiro em 2D ou em 3D, estranho não é? Pelo menos eu achei. O jogo ganhou uma versão remake para PS Vita, que ao contrário do primo pobre Innocence R, o Tales of Hearts R vai encontrar seu caminho para o ocidente. Além disso, o jogo também adicionou mais uma opção estranha, a habilidade de chamar personagens de outros jogos (até de Tekken) para realizarem ataques durante as batalhas, quase um spinoff…

KOS-MOS de Xenosaga faz aparição especial dando suporte em Tales of Hearts, Imagem do jogo em 2D.
KOS-MOS de Xenosaga faz aparição especial dando suporte em Tales of Hearts, Imagem do jogo em 2D.

Em 2009 a franquia foi marcada com a vinda de um título que iria fazer muito sucesso, o Tales of Graces, jogo que foi lançado inicialmente para o Wii, e depois relançado para PS3 com conteúdos extras, da mesma forma que foi feito com o Vesperia, com a principal diferença que este título veio para o ocidente, apesar de apenas a versão de Playstation com o título de Tales of Graces F, o F faz menção a ‘Future’, uma vez que o jogo conta com uma nova saga sobre o futuro dos personagens..

Personagens principais de Tales of Graces.
Personagens principais de Tales of Graces.

O título trazia o melhor do sistema de batalha utilizado em Vesperia, com alguns diferenciais, como a ausência de pontos de magia para utilizar as Artes, utiliza um sistema de Chain Capacity, uma barrinha que enxe rapidamente após alguns segundos sem atacar e pode aumentar sua capacidade máxima através de equipamentos e skills. Os combos do jogo seguem o mesmo estilo do Vesperia, permitindo que o jogador consiga realizar uma quantidade absurda de sequências utilizando a combinação correta de Artes, itens, equipamentos e Over Limit, podendo encerrar o combo de maneira triunfal com as Mystic Artes e também implementou o sistema de side stepping, passos laterais em adição ao systema de Free Run implementado apartir do Abyss, permitindo esquivas laterais melhores que nos seus antecessores.

Batalhas de Graces F ficaram bastante fluídas com o sistema de CC.
Batalhas de Graces F ficaram bastante fluídas com o sistema de CC.

Cada personagem também possui características próprias, principalmente o protagonista Asbel, que possui 2 modos de jogo, e ao alterná-los, ele imbui nele mesmo, uma iron stance, modo onde ele pode resistir a alguns ataques sem ter suas ações interrompidas, bastante poderoso.

A narrativa do jogo e o enredo ficaram mais bobinhos em relação aos anteriores, muito clichê, muita simplicidade e não muitas surpresas nas tramas, mas mesmo assim ainda é agradável de jogar. Um outro detalhe sobre a versão de PS3, é que ela conta com um novo arco ao final do jogo, que permite que o jogador viaje para novas terras, enfrente novos inimigos, chefões e controle permanentemente, um novo personagem, o Richard, que se torna mais jogável nesta parte do game e permanece até o final.

Mystic Arte de Richard em Graces F.
Mystic Arte de Richard em Graces F.

Setembro de 2011, a Bandai Namco nos anunciou o que viria ser a nova geração da franquia, na forma de Tales of Xillia, que também viria a ter o tratamento adequado no Ocidente, com a promessa de que a empresa iria dar mais atenção para jogadores não-japoneses, prometendo também que caso o jogo fizesse sucesso no ocidente, iriamos ver também o Xillia 2, que na época do anúncio americano de Xillia 1, estava no auge das atenções no Japão.

Personagens de Tales of Xillia, liderados por Jude Mathis e Milla Maxwell, as 2 opções de protagonista do jogador.
Personagens de Tales of Xillia, liderados por Jude Mathis e Milla Maxwell, as 2 opções de protagonista do jogador.

O jogo trouxe mais inovações no sistema de batalha, dando a cada personagem, habilidades e mecânicas únicas, tornando-os diferentes em seu estilo de jogo, um novo sistema de evolução chamado de Lilium Orbs, apesar de ainda ser infanto na primeira edição do jogo. Além disso, o jogo apresentou uma nova característica, pela primeira vez na série, a possibilidade de escolher entre 2 protagonistas, fator que iria proporcionar alguns momentos exclusivos para cada um dos personagens dependendo da escolha do jogador no início, viabilizando também, uma segunda rodada do jogo utilizando o outro personagem, dando mais utilidade para o Grade Shop.

Jude executa a esquiva especial Snap Pivot, já Milla pode canalizar espíritos através do Spirit Shift.
Jude executa a esquiva especial Snap Pivot, já Milla pode canalizar espíritos através do Spirit Shift.

O enredo do jogo sofreu um boost em relação ao Graces, trabalhando uma perspectiva mais séria e mais rica de detalhes. Os skits foram significantemente melhorados, obtendo mais importância e relevância, deixando de ser meros complementos e passando a ter informações mais importantes a cerca dos personagens e do mundo do jogo. Personagens cativantes, reviravoltas, tramas densas fazem parte do jogo, onde até mesmo os vilões encantam pelos seus ideais e objetivos.

O Grupo Chimeriad, inimigos valorosos, liderados pelo rei Gaius.
O Grupo Chimeriad, inimigos valorosos, liderados pelo rei Gaius.

Em 2013, na Japan Expo, Europa, Hideo Baba retorna ao evento para trazer mais novidades, a confirmação oficial do lançamento de Tales of Xillia 2 no ocidente.

A tripulação de Xillia retorna com mais reforços em Tales of Xillia 2, para PS3.
A tripulação de Xillia retorna com mais reforços em Tales of Xillia 2, para PS3.

Continuação direta do primeiro, o jogo tem como novo protagonista, Ludger Will Kresnik, que se juntará a tripulação do primeiro jogo por completa, com a participação de mais alguns personagens, Muzét e Gaius, que se tornam personagens jogáveis na nova edição da Saga Xillia. Com atualização do sistema de combate e dos Lilium Orbs além de outras novidades nesse novo título, mal posso esperar para poder desfrutar desse novo episódio assim que ele estiver disponível em agosto de 2014, já fiz a pré-venda da edição de colecionador na amazon assim como muitos outros fãs já fizeram, o que fez o estoque inicial de pré-venda ser esgotado rapidamente.

King Gaius se torna personagem jogável em Tales of Xillia 2.
King Gaius se torna personagem jogável em Tales of Xillia 2.

O jogo fará os personagens viajarem no tempo e conta com um novo mecanismo de mudança de estilo de combate para o protagonista Ludger, que pode alternar o tipo de arma que ele usa nos combates, além de também adicionar um sistema de transformação ao jogo e outras melhorias nas mecânicas anteriores.

Transformação de Ludger Will Kresnik em Tales of Xillia 2.
Transformação de Ludger Will Kresnik em Tales of Xillia 2.

Para finalizar o histórico da franquia, foi anunciado no final de 2013, o novo capítulo, Tales of Zestiria, não existem muitas informações a respeito do novo título, mas haverão novidades no sistema de batalha e no deslocamento dos personagens fora da batalha, com certeza haverão muitas novidades para este título daqui para o seu lançamento, que deve acontecer ainda em 2014 no Japão. Se tudo der certo, deveremos avistá-lo por aqui ano que vem, pois já foi anunciado a sua vinda para o Ocidente e Europa.

Imagem utilizada no anúncio do novo episódio da saga, o Tales of Zestiria.
Imagem utilizada no anúncio do novo episódio da Saga, o Tales of Zestiria.

Abaixo você pode conferir mais algumas fotos do novo episódio da Saga Tales Of:

zestiria zestiria12 zestiria11 zestiria10 zestiria9 zestiria8 zestiria7 zestiria6 zestiria5 zestiria4 zestiria3 zestiria2

Como você viu, a franquia é mais popular do que aparenta, com diversos títulos e um sistema de batalha muito dinâmico, a Saga Tales Of possui potencial para se tornar cada vez mais forte no mundo inteiro, basta se dar a oportunidade de experimentar esta obra de arte que nunca mais conseguirá viver sem ela.

Existem diversos spinoffs, alguns juntam os personagens de todos os jogos em uma história mais genérica, sem muita imersão, apenas para saciar a vontade de misturar personagens de jogos diferentes, alguns como jogos de luta, jogos casuais, alguns títulos menos audaciosos, mas ao invés de continuar com essa timeline, vamos discutir os elementos característicos que fazem a série ser o que ela é:

LINEAR MOTION BATTLE SYSTEM

O sistema de batalha da franquia é uma das suas características mais marcantes. Chega de escolher comandos, chega de apenas estratégia, chega de ficar assistindo, o sistema de batalha baseado em movimentos lineares consiste em uma mecãnica de ação onde você controla o personagem diretamente, anda pelo campo de batalha e executa golpes utilizando vários botoes do teclado com diversas variações baseadas no direcional do joystick, é quase um jogo de luta!

Com o passar do tempo, as novas franquias foram evoluindo o sistema, acrescentando novas variedades de golpes, combos, ataques especiais (Hi-Ougis/Mystic Artes), sistemas de tag durante a batalha, ataques combinando personagens, possibilidade de se deslocar no campo de batalha em profundidade, etc…

Curiosamente, o nome do sistema também sofreu alterações, bem clichê huh?

  • Enhanced Linear Motion Battle System (E-LMBS)
  • Aggressive Linear Motion Battle System (A-LMBS)
  • Trust and Tactical Linear Motion Battle System (TT-LMBS)
  • Multi Line Linear Motion Battle System (ML-LMBS)
  • Three Line Linear Motion Battle System (3L-LMBS)
  • Crossover Linear Motion Battle System (X-LMBS)
  • Flex Range Linear Motion Battle System (FR-LMBS)
  • Aerial Linear Motion Battle System (AR-LMBS)
  • Dimension Stride Linear Motion Battle System (DS-LMBS)
  • Evolved Flex Range Linear Motion Battle System (EFR-LMBS)
  • Combination Aerial Linear Motion Battle System (CNAR-LMBS)
  • Style Shift Linear Motion Battle System (SS-LMBS)
  • Dual-Raid Linear Motion Battle System (DR-LMBS)

Esses sistemas com nomes loucos possuem uma coisa em comum, são muito divertidos!

Agora veja um jogador utilizando Leon Magnus, sozinho contra o mesmo Boss acima, em uma dificuldade mais elevada ainda! Um pouquinho diferente não é? Habilidade realmente conta muito aqui, um botão errado e Leon viraria pó de estrelas! 🙂

COOKING

Todos os jogos da série tales (não conheço nenhum que não tenha) possuem uma característica presente, a habilidade de cozinhar e conceder bônus para o grupo de aventureiros baseado na receita utilizada. Essas receitas precisam ser encontradas durante o jogo, aumentando a variedade de benefícios que podem ser escolhidos para utilizar em um determinado momento. Receitas não podem ser utilizadas em conjunto, apenas um efeito pode estar valendo em um determinado momento.

Lloyd não se deu muito bem em acertar a receita do sanduíche...
Lloyd não se deu muito bem em acertar a receita do sanduíche…

MYSTIC ARTES

Sabe aqueles momentos em que você está lutando contra um Boss e quer despejar toda a sua raiva/ódio/vingança em cima do Ser que fez todos os personagens da história sofrerem, ou até mesmo para aliviar o stress do dia a dia? A série Tales Of implementou um sistema muito interessante para trazer essa experiência o jogo, o Over Limit, que teve a sua aparição pela primeira vez no Tales of Symphonia, substituindo as suas versões mais simples vistas em Tales of Destiny 2 (Spirits Blaster Mode) e Tales of Innocence (Awakening) e se manteve assim pelo resto da série.

Este recurso, ativado quando alguns critérios são alcançados, permite seus personagens entrarem em um modo onde suas habilidades são aumentadas em batalha, as vantagens do Over Limit variam de jogo para jogo da série, mas no geral você sempre se sentirá muito mais poderoso, mas por um curto espaço de tempo. Logo após, você deverá atingir os critérios novamente, como enxer uma barra de Over Limit batendo/matando inimigos, apanhando, usando Artes, etc…

Linked Artes em Tales of Xillia utilizam a barra de Over Limit.
Novo recurso em Tales of Xillia, as Linked Artes servem para enxer a barra de Over Limit.

Mas e as Mystic Artes? Também conhecidas como Hi-Ougis, ou Técnicas Secretas de Alto Nível, podem ser ativadas durante o Over Limit, a sua execução possui a assinatura de uma imagem do personagem em formato de animação 2D ou um simples banner estático nos jogos mais antigos que aparece flutuando na tela seguida da execução da técnica com golpes violentos, danos altos sem a possibilidade de reação do oponente, mas cuidado, nos jogos mais recentes da franquia…, os inimigos mais capazes também são adeptos da técnica secreta 😉

Mystic Arte de Rita Mordio em Tales of Vesperia:

Mystic Arte de Flynn Scifo, personagem jogável na versão de Playstation 3 de Tales of Vesperia:

A versão de Xbox 360 apenas lhe dá a chance de utilizá-lo algumas vezes, apenas para matar o gostinho, sem a possibilidade de customizá-lo nem evoluí-lo adequadamente, enquanto na versão de Playstation 3, que foi lançada apenas no Japão…, juntamente com outro personagem extra (Patty Fleur, a garotinha pirata), novos equipamentos, novas dungeons, novas Mystic Artes (como esta acima), novas missões e dungeons, inimigos, enfim… Espero que a Namco Bandai (Agora Bandai Namco) resolva lançar no ocidente a versão de PS3 com todos os novos extras e quem sabe alguns recursos novos também! A esperança é a última que morre ^^

Confira outras Mystic Artes de Tales of Xillia 2, que será lançado em agosto desse ano nos Estados Unidos, Europa e Brasil:

ANIMAÇÃO JAPONESA (ANIME)

A Série, desde o remake de Tales of Phantasia para o PSOne, passou a receber um tratamento em forma de Anime muito boa, inclusive gerou alguns OVAs, séries para TV e Movies no formato de animação japonesa, abaixo você pode conferir as aberturas de alguns jogos que seguiram esse formato:

Abertura de Tales of Phantasia:

Abertura de Tales of Legendia, música por Do As Infinity, uma banda bastante popular no Japão, conhecida por algumas músicas de Inuyasha também e de outras séries animadas:

Abertura de Tales of Vesperia (Versão de PS3):

Abertura de Tales of Xillia 2:

Trailer de Tales of Vesperia – The First Strike, a melhor produção stand alone de animação da franquia:

TRILHA SONORA

A trilha sonora dos jogos da série não deixa nada a desejar, seus compositores são muito bons e sempre fazem trilhas sonoras bastante envolventes e imersivas, abaixo você pode ver algumas delas:

Yuri Lowell vs Flynn Scifo – Tales of Vesperia, Fury Sparks:

Luta icônica da franquia que possui trilha sonora específica elaborada apenas para essa luta, desperdício de orçamento? Nahhhh, essa luta é épica!

Uma de diversas trilhas sonoras de Tales of Xillia 2:

Música de abertura do Tales of the Abyss:

SKITS

Um dos pontos mais interessantes da série, são as skits, formas alternativas de gerar interação entre os personagens, explorando seus antepassados, costumes, gostos, relacionamentos e muito mais. A princípio pode parecer que elas fazem muita diferença, mas se você analisar direitinho, verá que elas adicionam muita descontração ao jogo, muitas informações sobre o mundo e facilmente percebe que o jogo não seria mais tao legal sem esses diálogos.

Abaixo, algumas skits de Tales of Vesperia, com direito a algumas bem engraçadas:

Um vídeo comemorativo da série que utilizou as skits como forma de representá-la:

COSTUMES & CAMEOS

 A série Tales Of, também chama bastante atenção na forma como os personagens utilizam fantasias de outros jogos da série e até mesmo de alguns animes/ outros jogos bastante populares no japão como Code Geass, Idol Master, Xenosaga, Star Driver, Hatsune Miku, .Hack, Madoka Magica e por ai vai.

Personagens de Tales of Xillia 2 vestidos de Code Geass.
Personagens de Tales of Xillia 2 vestidos de Code Geass.

Aqui no ocidente, quando os jogos da série chegam, infelizmente temos que esquecer as fantasias baseadas em animes, devido os direitos autorais…, porém as fantasias baseadas nos jogos anteriores e jogos que são mais acessíveis pela Bandai Namco não ficam para atrás, assim como as outras fantasias originais como as de colegial, roupas de praia e outras mais diferentes. Abaixo você pode conferir fantasias que os personagens do Xillia podem utilizar:

ToXToCos ToXSchoolCos ToX-Idol-Master Tox-Gaius ToX-Christmas Tales-Of-Xillia-StarDriver Tales-Of-Xillia-2-Vesperia Tales-Of-Xillia2-Swimwear Tales-of-Xillia-2-Sports Tales-of-Xillia-2-School-Uniforms Tales-of-Xillia-2-Madoka-Magica tales-of-xillia-2-DLC

Um outro ponto interessante em relação as fantasias do Tales of Xillia, é que caso você tenha comprado uma no primeiro Tales of Xillia, você poderá utilizá-las no Xillia 2 também, desde que ambos os jogos sejam da mesma região.

COLECIONÁVEIS/COLLECTIBLES

 Assim como maioria das franquias renomadas, Tales Of Series possui uma variedade enorme de produtos com diversos níveis de qualidade para estatuetas, gashapons, trilha sonora, chaveiros, presilhas, estojos, posters, etc…

Em destaque, se encontram as estatuetas da Alter que de alguns anos para cá tem trabalhado em versões muito fieis e de boa qualidade dos personagens mais importantes da franquia, infelizmente a linha que eles produzem é bastante limitada, esgotando-se rapidamente e deixando alguns fãs mais distantes, como eu, sem condições de consegui-las por preços razoáveis 🙁

Estatueta de Milla Maxwell, Tales of Xillia, fabricada pela Alter.
Estatueta de Milla Maxwell, Tales of Xillia, fabricada pela Alter.

Existem também outras linhas mais simples como as linha One Coin e da Banpresto, assim como as linhas Chibi (Versões super deformadas dos personagens) da Petit Chara e Nendoroid Petit.

Além disso, a Namco Bandai tem investido em edições de colecionador bastante respeitosas para os seus jogos principais, conforme você pode ver abaixo junto com fotos de outros produtos:

Alter tales_of_symphonia_chronicles_collectors_edition TALES_OF_GRACES_F_Collectors Petit Collectors-Xillia-2 Collectors-Xillia CoinVesperia2 CoinVesperia1 CoinSymphonia CoinPhantasia CoinDestiny CoinAbyss Alter11 Alter10 Alter9 Alter8 Alter7 Alter6 Alter5 Alter4 Alter3 Alter2

TALES OF FESTIVAL

Anualmente, é realizado um evento no Japão exclusivamente dedicado a série Tales Of, se trata do Tales Of Festival, onde acontecem anúncios relacionados aos jogos em si, novos produtos colecionáveis, apresentações de trilha sonora, animação, presença de dubladores, desenvolvedores, produtores da série e algumas brincadeiras como o acompanhamento da votação dos personagens mais populares e etc…

Vídeo mostrando a arquibancada enorme lotada de fãs e as atrações do evento:

Em alguns eventos internacionais, a série também ganha destaque, como por exemplo o Japan Expo na Europa que contou com a participação de Hideo Baba, produtor da série de longa data, na Namco Bandai desde 2001, foi ao evento para anunciar a vinda de Tales of Xillia 2 para o ocidente.

Você pode conferir abaixo, o vídeo da participação de Hideo Baba no evento Japan Expo no anúncio para o primeiro Tales of Xillia, a reação da platéia entre 58 minutos e 1 hora e 3 minutos é de fazer qualquer desenvolvedor se sentir realizado 🙂

O PASSADO E O FUTURO DA SÉRIE

Alguns anos atrás, fãs ao redor do mundo se uniram para promover a série e pressionar a Namco Bandai para que eles lançassem os jogos da série na língua inglesa. Esforço inútil? Como participante destas manifestações digitais, eu discordo completamente! Pois deu resultado!

Primeiro veio Tales of Graces F, depois Xillia, Xillia 2, Symphonia Chronicles, Hearts R e Hideo Baba já falou que virão muitos mais!

Uma das imagens da campanha que teve repercussão mundial.
Uma das imagens da campanha que teve repercussão mundial.

O movimento começou meio que junto ao Operation Rainfall que tinha como objetivo trazer RPGs como Xenoblade Chronicles, The Last Story e Pandora’s Tower para o Wii, paralelamente a isso, os fãs da série Tales estavam fazendo o seu movimento, que terminou não tendo muita ligação, mas obteve resultados mais que satisfatórios.

Tudo começou, quando Richard Batengui (Filthierich) assumiu o seu papel como Community Manager da Namco Bandai na América e começou a responder a legião de fãs que resolveram infernizar a Namco Bandai até a morte com mensagens do tipo “Enviarem o feedback de vocês para cima.”, “Nossa, quanta paixão pela série!”, “Vem coisa por ai, aguardem galera!”, e então, em uma sequência de teasers para os novos jogos do ano no site da Namco Bandai, os fãs se depararam com esta imagem:

ATOTR-graces
Teaser lançado no site da Namco Bandai.

E aí já sabe né? Os fãs foram a loucura, começaram a depenar todos os sites do domínio da empresa, descobriram eastereggs, aparentemente despropositais, como Apple Gel como referência das imagens no html do site. Apple Gel é o nome de um dos itens icônicos do jogo para quem não sabe. Porém um dos eastereggs foi uma sacada muito boa da empresa, ATOTR, o que foi traduzido rapidamente pelos fãs, “A Tale Of Two Richards”, fazendo referência ao Richard Batengui que por muito tempo foi considerado como o herói da fanbase, e o personagem Richard do Tales of Graces.

As suspeitas foram confirmadas depois que a NB divulgou a imagem completa do Teaser:

ATOTR-graces2
Tales of Graces F anunciado na América do Norte.

Os fãs foram a loucura, começaram a se movimentar mais ainda na net para agradecer e óbviamente, tentar conseguir alguma casquinha da possibilidade dos outros jogos da série vir para o ocidente, foi o que eu fiz hehe 😉

Mas os fãs também tiveram algumas atitudes pacíficas, porém bastante eficientes também, começaram a postar fotos de suas coleções, mandar cartas de agradecimento, e alguns até FLORES para os QGs da NB na América, Europa e até no Japão! 🙂

Coleção de um dos fãs da série.
Coleção de um dos fãs da série.

Abaixo você pode conferir outras fotos das coleções que os fãs exibem pela internet, novas fotos serão adicionadas posteriormente de a medida que os fãs forem compartilhando:

collection6 collection9 collection8 collection7 collection5 collection4 collection3 Collection2 Collection collection10 collection11 collection12

VAMOS FAZER OS JRPGS SE TORNAREM MAIS POPULARES AQUI!

Daqui para frente, estarei iniciando um trabalho para divulgar os JRPGs aqui no Brasil através do blog, começando com a série Tales Of, estarei criando vários artigos para cada jogo da série em específico com reviews dos jogos que tive a oportunidade de jogar e que eu poderei jogar, artigos sobre os personagens também assim como outras formas de promover os jogos para que possamos ver mais e mais dessas obras de arte por aqui.

JRPGs

Também estarei postando sobre outros JRPGs, como Final Fantasy, Xenogears (É claro!), Xenosaga, X’s em geral, Lunar, Grandia, Kingdom Hearts, Shin Megami Tensei (Principalmente a série Persona), dentre outros, vocês podem deixar aqui a opinião de vocês sobre este artigo e sobre os artigos futuros, qual vocês gostariam de ver por aqui primeiro? Conto com o feedback de vocês para que possamos levar isso pra frente!

Viva os JRPGs! (Sintam-se a vontade para compartilhar no Twitter, Facebook, Blogs, etc…)



Comentários