O mais recente filme da Marvel Studios, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, apresentou diversas criaturas que fazem parte da mitologia chinesa. E isso inclui algumas feras e espíritos que já são famosos ao redor do mundo através de outras obras. Entretanto, é sempre bom saber mais sobre elas.
Para aqueles que querem mergulhar no significado delas, temos aqui um artigo para isso. Vamos lá?
Dijiang

Sem rosto, com seis pernas e 2 pares de asas, esta criatura é baseada em um ser divino, chamado de Divino Di Jiang. Ela foi apresentada em um texto de 400 A.C. chamado O Clássico das Montanhas e Mares (Shan Hai Jing).
O texto é basicamente um bestiário, repleto de uma grande variedade de animais e onde encontrá-los na China. Basicamente, estes seres são vistos como a personificação de Hundun, que é essencialmente a força caótica que deu origem a todas as coisas. A criatura gosta de música e dança e vive em um estado de confusão, que também atinge aqueles que as rodeiam.
Fenghuang

Outra criatura do Clássico da Montanha e Mares, o Fenghuang geralmente é comparado à ave Fênix, já que possui algumas similaridades. A criatura governa todos os pássaros e é um híbrido de diversas bestas que variam dependendo do texto que as descreve.
Ela existe na mitologia chinesa por mais de 8 mil anos e é usada para simbolizar a virtudade. No passado, Feng servie de referência ao macho e Huang para a fêmea, mas os dois nomes se uniram durante a dinastia Yuan, descrevendo o animal sem se conectar ao gênero.
De acordo, com o Clássico da Montanha e Mares, o Fenghuang vive nas montanhas de Kunlun no Tibete. Eles geralmente eram usados para decorar vários itens como jarros e objetos reais, simbolizando a virtude e a união do Yin e Yang. Em textos mais antigos temos uma diferença: a cabeça representa a virtude, a asa representa o trabalho, as costas representam a propriedade, a barriga representa credibilidade e o peito representa misericórdia.
Huli Jing

A Huli Jing é a famosa Raposa de Nove Caudas, que inspirou obras modernas como Naruto e Pokémon. Elas são descritas no Clássico de Montanha e Mares como moradoras de montanhas e vales verdejantes. Seu som é igual ao de um bebê humano, chamando a atenção para devorar os curiosos. Caso um humano consiga devorar uma delas, ele ficará protegido contra o veneno de insetos.
Ao longo do tempo, ela passou a ser representada como um símbolo de sorte. Em edições posteriores do texto, foi descrito que elas podem se transformar em belas mulheres, dependendo da idade da raposa. Quando atinge a idade de mil anos, a huli jing pode subir aos céus e se tornar uma divindade.
Shishi

Usados geralmente para decorar palácios e templos chineses, eles são chamados de Cães Lões ou Leões de Pedra. Acredita-se que tais criaturas são inspiradas nos leões trazidos pelos mercadores através da Rota da Seda durante a Dinastia Han. Gradativamente, eles foram reimaginados no mito popular e ganharam um papel no budismo, se tornando uma figura importante durante a Dinastia Han, representados como os protetores do Dharma.
Qilin

O Qilin é uma das criaturas mitológicas mais antigas na mitologia chinesa, aparecendo em muitos textos históricos. De acordo com as lendas, existia um par no jardim do Imperador Huangdi. Depois, foi dito que o Imperador Wu de Han capturou um qilin vivo em 122 AC. Acreditava-se que os Qilins serviam como um pet para as divindades e sua presença era um sinal da chegada de um imortal ou de um membro da realeza. Estátuas dessas criaturas adornam alguns palácios chineses.
Dragão

A mais famosa das criaturas é, sem dúvida, o Dragão. Entretanto, diferente das lendas ocidentais, os Dragões chineses são muito mais parecidos com serpentes marinhas. Nos textos chineses, os dragões são associados ao poder divino, ao imperador e também ao céu e água. Acredita-se que eles moveram rios e cachoeiras e que existia um Dragão Rei, que podia tomar a forma de humano e também era responsável pela chuva.
Os dragões são símbolo de poder, virtude, sabedoria, força e sorte na China por milhares de anos. Eles continuam a ter um papel importante na cultura chinesa, fazendo parte da arquitetura. Hoje, eles representam prosperidade e garantem a fluídez positiva do chi.






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