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Garth Ennis é um dos mais perturbados e brilhantes escritores da nona arte, suas histórias tem consigo uma forte crítica ao conservadorismo e fanatismo da sociedade, constantemente dando ênfase em temas como guerra e religião, porém, sempre com uma boa dose de humor negro, violência e desconstrução de gênero.


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Hoje, listo suas 10 maiores obras, espero que gostem!


The Boys

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Ennis sempre trouxe fortes críticas aos super-heróis convencionais e seus arquétipos em minisséries antecessoras e normalmente curtas como “A Pro”, mas aqui ele vai a fundo na imundice que se esconde por trás do mundo dos heróis em uma série de paródias a grupos como os “X-Men” e a “Liga da Justiça”.

Por mais que seja um material mais maçante que os demais da carreira de Ennis, vale a pena conferir os bastidores do mundo dos heróis, e como seria caso realmente existissem.


Justiceiro: O Retorno de Mama Gnucci

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O último trabalho de Ennis com o personagem, por mais que não seja o melhor, não deixa de ser icônico e fecha com chave de ouro a passagem do escritor nos roteiros do Justiceiro.


7 Irmãos

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Com base em um plot do diretor de cinema John Woo, Ennis desenvolve sua sátira ao cinema de ação asiático com uma trama que em momento algum se leva a sério, criando inúmeros momentos hilários.

Por menos conhecido que seja, 7 Irmãos vale muito a pena!


Motoqueiro Fantasma: Estrada para a Danação

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Para muitos, a melhor história do Motoqueiro de todos os tempos, seguindo os mesmos moldes de sua fase no Justiceiro, Ennis aborda o personagem de maneira cômica e faz um dos trabalhos mais engraçados de sua carreira.


Crossed

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Um dos trabalhos mais recentes do autor, e também um dos mais subestimados e polêmicos.

Para muitos que olham as capas da série, devem ter a impressão de ser uma saga com o único objetivo de chocar o leitor, mas longe disso, a trama aborda os confins da mente humana e mostra como seria a humanidade se não pudesse controlar seu lado irracional.

Uma espécie de apocalipse da loucura, e de fato, é a obra mais violenta de toda a carreira de Ennis, mas também uma das mais reflexivas e perturbadoras.


Justiceiro Max

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Após reformular o personagem na linha convencional da Marvel, escrachando seu universo, Ennis ganhou total liberdade para trabalhar com Frank Castle no selo Max.

Mas por incrível que pareça, ao invés de escrachar mais o personagem, ele partiu para uma série de tramas mais maduras que mostram desde a participação de Castle na guerra do Vietnam até sua vingança definitiva pela morte de sua família.

Simplesmente brilhante, a fase definitiva do personagem.


Bem-Vindo de Volta, Frank

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Por mais que sua fase Max seja superior, não tem como negar o impacto de “Bem-Vindo de Volta, Frank” nos quadrinhos.

Após uma série de fases péssimas do Justiceiro, Ennis trouxe uma abordagem totalmente nova e não convencional ao personagem, com uma pegada cômica de humor negro e nonsense.


Hitman

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Os quadrinhos de Ennis, normalmente, ou você ama, ou você odeia, justamente pelas piadas pesadas e violência extrema.

Mas em Hitman há uma particularidade fantástica que a destaca em meio a toda bibliografia do escritor, aqui temos uma HQ perfeitamente equilibrada, com um humor extremamente engraçado e ao mesmo tempo acessível, com ótimas tramas de ação e ilustrações sensacionais, sem contar que são os melhores diálogos que Ennis já escreveu.

Sem dúvida, o quadrinho mais leve e prazeroso de se ler do acervo do escritor, imperdível.


Hellblazer Infernal

O primeiro clássico de Garth Ennis, ainda se mantém até hoje como um de seus maiores.

Para a maioria, a melhor fase de John Constantine de todos os tempos, isso se da pelo fato que Ennis e Constantine foram feitos um pro outro, apenas um perturbado pode compreender outro.

Aqui mergulhamos como nunca antes na mente do personagem, em tramas macabras que vão desde sadomasoquismo até uma revisitação a “Jack, O Estripador” e claro, a fraqueza e habilidades estratégicas de John exploradas ao máximo no clássico “Hábitos Perigosos”, obra máxima do personagem.


Preacher

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Falar bem de Preacher é quase um pleonasmo, mas não tem como evitar.

Nessa obra vemos todas as principais características de Garth Ennis exploradas ao máximo.

O nonsense pythonesco, o humor negro ácido, a alfinetada constante na religião, a xenofobia, o fanatismo das pessoas, seja por suas crenças ou seus ídolos, e claro, uma boa dose de referências a cinema e música.


Espero que tenham gostado, e não se esqueçam de comentar as suas obras favoritas do escritor!

E também confira o nosso mais recente vídeo, aonde Jon analisa minuciosamente o personagem Justiceiro e sua fase por Garth Ennis.



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