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Sem duvida é um assunto polêmico para se abordar, mas também um dos mais ricos. Ao longo da história, inúmeras abordagens a este tema foram feitas em todas as artes, mas hoje, abordaremos especificamente a nona, também conhecidas como bandas desenhadas que tanto amamos.

Então eu, em parceria com o Jon (Um dos apresentadores do nosso recém-criado canal do Youtube) criamos uma lista das melhores abordagens a religião nos quadrinhos, mais especificamente do cristianismo, pois por ser a religião com mais devotos no mundo, consequentemente é a mais explorada, então, espero que gostem!


10 – Motoqueiro Fantasma: Estrada Para Danação
Por Garth Ennis

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O mais conhecido arco do personagem foi escrito por ninguém mais que Garth Ennis, que constantemente aborda esse tema em suas histórias, justamente por essa frequência e por seu trabalho em Justiceiro Max, foi chamado para um arco na linha do esqueleto flamejante. Aqui vemos a corrupção existente entre anjos e demônios trocando informações por poder e um pastor que vendeu sua alma para o demônio, além da infame piada final da HQ relacionado ao próprio Deus em carne e osso, uma das histórias mais ácidas do escritor com criticas pesadas a religião, merece o décimo lugar!


9 – Lanterna Verde & Arqueiro Verde: …E, através dele, salvar o mundo…
Por Dennis O’ Neal e Neal Adams

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O titulo e capa são autoexplicativos, a dupla citada acima foram provavelmente a mais revolucionária, justamente através da linha de publicação “Green Lantern X Green Arrow” nos anos 70, isso porque em uma época antecessora ao ”boom” de histórias sombrias e que abordavam temas pesados como os clássicos oitentistas de Alan Moore e Frank Miller, escrever sobre uso de drogas (Na história “Herói Aplicadinho), racismo (Em “O mal sucumbirá ante minha presença!” com a primeira aparição de John Stewart) e até mesmo uma mensagem implícita de abuso sexual infantil (“…e uma criança os destruirá!”) fazem dessa série em quadrinhos uma das mais impactantes da história.

Nesse caso, vemos um homem claramente representando Jesus, que acaba crucificado por uma empresa de desmatamento, a simbologia presente nessa história é impressionante, merece ser lida por todos, e também merece o nono lugar!


8 – Lobo: A Guerra dos Padres/ Lobo: Sem Limites
Por Alan Grant

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Muitos podem achar as histórias do personagem puramente apelativas e escrachadas, sem qualquer relevância social ou que mereça ser estudada, mas aqui temos duas histórias do personagem que são provavelmente as criticas mais ácidas e diretas a religião já feitas nos quadrinhos, na verdade, em “Lobo Sem Limites” está mais implícito, breve será lançada pela Eaglemoss e vocês poderão saber do que se trata, mas a história especial de Alan GrantA Guerra dos Padres” é simplesmente absurda, até quem não é religioso pode se sentir incomodado com a acidez apresentada.

Na história, um pastor que não prega nenhuma palavra, simplesmente fica xingando seus seguidores e pedindo dinheiro, tem uma das maiores religiões do universo, então se trava uma guerra entre religiões para ver quem arranca mais dinheiro dos seguidores, a história vai além disso a ponto do próprio putardo Lobo criar sua religião, merece o oitavo lugar.


7 – Quarteto Fantástico: Pós-Vida
Por Mark Waid

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Após os eventos do arco “Ações Autoritárias“, o Dr. Fantástico é forçado a matar o Coisa, o que nas edições seguintes levaram o grupo a procurar pela alma de seu amigo, mas quando chegam, encontram Deus, cuja forma é a de ninguém menos que… Jack Kirby? Em uma agradável homenagem ao Rei e ao legado do Quarteto, o co-criador da Primeira Família da Marvel traz Ben Grimm de volta a vida (antes de redesenhá-lo como o Coisa, para manter seu personagem interessante) e manda a equipe de volta para continuar suas aventuras.

Além da sacada metalinguística, a história, assim como Grandes Astros Superman, mostra um ponto curioso em que a religião e a nerdice se fundem, onde a devoção do fã se torna a devoção religiosa. Uma inusitada reafirmação de velhos estudos que afirmam que a arte sempre deriva diretamente da religião.


6 – Monstro do Pântano: Conto de Deuses Peludos  
Por Neil Gaiman

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Nessa curta e singela história, narrada pelo ponto de vista do ex-vilão Homem-Florônico, vemos diálogos e reflexões sobre religião, existencialismo e soberania das plantas. Flôro narra várias passagens da Bíblia pelo ponto de vista das plantas, relacionando o Monstro a Jesus (inclusive, Gaiman foi retirado dos roteiros após essa edição por tais relações) e com a arte espetacular de Mike Mignola (Hellboy), com uma pegada bem psicodélica.


5 – Diabo da Guarda
Por Kevin Smith

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O catolicismo de Matt Murdock é explorado profundamente nesse arco de Kevin Smith (que já havia explorado temas parecidos em seu filme “Dogma“). Quando uma garota parece ter dado a luz a ninguém menos que o anticristo, o Demolidor deve proteger o bebê de demônios (ou será que são mesmo?), ao mesmo tempo em que Karen Page retorna a sua vida. As imagens cristãs estão por toda a parte nesse quadrinho, não por acaso nosso herói se veste como o diabo. Ao final, embora tragédias ocorram, é um estudo de como Murdock aprende a recuperar sua fé.


4 – Grandes Astros Superman
Por Grant Morrison 

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O Superman como a representação messiânica do salvador é um tema recorrente, e aqui não é diferente, mostrando o herói que convence uma garota a não se suicidar, cura o câncer e no final ainda se sacrifica por nós e deixa todos esperando o seu retorno, a sua segunda vinda. Mas o clássico de Grant Morrison vai além.

Enquanto segue fazendo a maior quantidade de bem possível, Superman casualmente cria o seu próprio universo, representado em um grande cubo cósmico (sem relações com a Marvel). Quando entramos cada vez mais nesse universo, é revelado que este também tem sua própria versão da Terra e sua própria Nova York, onde nos anos 30, uma mão desenha os primeiros rascunhos do Superman. Morrison deixa a sua enlouquecida mensagem clara: Superman é Deus.


3 – Reino do Amanhã
Por Mark Waid

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Mark Waid em seu consagrado arco escrito para DC Comics, pega o apocalipse bíblico e o adapta para o mundo em que heróis existem, fazendo a linha de pensamento que em um mundo de heróis eles poderiam ser os causadores de nossa destruição e fim, colocando tudo no ponto de vista de um pastor, e sempre relacionando a figura dos heróis a versículos bíblicos.

Reino do Amanhã desenvolve uma das mais profundas introspecções de leitores no mundo bíblico ao mesmo tempo que entrega uma brilhante história sobre heroísmo.

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2 – Hellblazer Infernal
Por Garth Ennis

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É claro que não poderia faltar um dos principais personagens da história da literatura contemporânea, John Constantine, é difícil escolher um único arco, então escolhi aquela que por unanimidade é considerada a melhor fase de Hellblazer por fãs e críticos, escrito mais uma vez pelo escocês Garth Ennis.

Aqui temos um profundo estudo das artes ocultistas, satânicas e pagãs, ao mesmo tempo que estabelece críticas muito semelhantes as outras obras do autor, a recorrente questão da soberania divina sendo corrompida por seus próprios membros, sem contar as edições que mergulhamos na mente atormentada de Constantine e vemos suas reflexões sobre o mundo que vive e os males que enfrenta.


1 – Preacher
Por Garth Ennis

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Em primeiro lugar não poderia ficar outro, a série consagrada da Vertigo e também obra definitiva de Ennis, a odisseia de Jesse Custer passa desde o sexo entre anjos e demônios, até o próprio céu contratando o “Santo Dos Assassinos” para matar o infame pastor que possui poderes divinos, isso tudo acarretando na busca do protagonista por Deus, que teria abandonado a humanidade.

Mm clássico escatológico, violento, ácido, original, hilário, icônico e sem duvida um marco, difícil descrever todas as criticas e reflexões religiosas trazidas na jornada. Vale lembrar que em breve teremos uma série no canal AMC baseada no clássico, será que abrangera toda a mitologia criada nos quadrinhos?

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